Conversa com os leitores: O ditador e “estadista” Getulio, Dunga e a Copa, o candidato “socialista da Fiesp” e a Praça Veneza

Alcides Jardim:
“Helio, o atual treinador é o mais arrogante de todos que conheci. Tenho 54 anos. Mas desculpe, essa também é a seleção mais fraca que também conheci, pode ganhar assim mesmo? Gostaria que me desse um ânimo, embora tenha visto teu descontentamento. Obrigado”.

Comentário de Helio Fernandes:
Enquanto dependia do presidente da CBF, foi manso e discreto, quem mandava e comandava era o Jorginho, Chegada a fase final, quando não podia mais ser demitido, se liberou totalmente. E para se garantir de uma possível dispensa, que sabia que não aconteceria, procurou se precaver.

Compreendeu que a segurança era se “refugiar no discurso patrioteiro”. Se fosse demitido pela leviandade e irresponsabilidade das convocações, diria: “Fui substituído por defender o país”. Ha!Ha!Ha!

De qualquer maneira, todas as seleções brasileiras, a partir de 1958, são favoritas. Pode ganhar surpreendentemente, como em 1994, ou perder, também surpreendentemente, como em 1998 e 2006.

Getulio no poder

Luciano:
“Se não houvesse o cadáver de João Pessoa, bem como a mobilização da cadeia dos Diários Associados, Getulio chegaria ao poder?”

Comentário de Helio Fernandes:
De maneira alguma, Depois de ter perdido a eleição para Julio Prestes, Vargas queria se compor. Ficou em Itu, até o assassinato do governador da Paraíba. Quando o movimento estava praticamente vitorioso, apareceu. Todas as potências queriam o Poder. Vargas, o mais inexpressivo, foi premiado e o Brasil condenado.

O estadista Getulio Vargas

Paulo Solon:
“Helio, é bem possível que você não publique. Vou apontar uma contradição. O hebreu Moisés, quando assumiu, também não tinha a intenção de passar a chefia a ninguém”.

Comentário de Helio Fernandes:
Solon, não é uma contradição que você aponta. São duas autobiográficas. 1 – Fingir que eu poderia deixar de publicar, tentativa visível de intriga. Tudo que você mandou foi publicado. Desde Miami, eu recebia 5 ou 6 artigos ótimos, mas ninguém te conhecia. Uma lauda era com os teus títulos, notáveis. 2 – Comparar Getulio com Moisés, desqualifica quem faz isso. Procurei me comunicar com você para pedir para retirar, isso iria te diminuir tremendamente. Não consegui, publiquei, você será citado como “O ANALISTA QUE COMPAROU VARGAS A MOISÉS”.

Getulio, ditador e não estadista

Carlos Henrique Furtado Costa:
“Também não concordo que Vargas tenha sido estadista. É inadmissível mandar para a prisão adversários de ideias. Isso basta para desqualificá-lo. Sem contar a covardia de entregar para a Alemanha nazista, a mulher de Prestes, Olga Benario”.

Comentário de Helio Fernandes:
São tantas as covardias de Vargas, Carlos Henrique, que tenho que aplaudi-lo por citar duas delas. 1 – Prender e mandar torturar DEZENAS DE MILHARES DE ADVERSÁRIOS. Que depois atraía com a mesma falta de caráter e de escrúpulos. 2 – A “entrega” de Olga Benario, grávida, aos nazistas, é de uma crueldade que chega a ser inqualificável. A mulher de Prestes, assassinada, o ASSASSINO FOI VARGAS, “o estadista”.

O palavrão sobre Vargas

Partido Alfa:
“Que Vargas foi grande para a sua época, é inegável. Mas também foi um enorme filho da puta, também inegável”.

Comentário de Helio Fernandes:
Não é o meu estilo nem o palavreado mais usado. Mas não posso negar, você está coberto de razão, poderia afirmar isso de 500 maneiras diferentes.

O  candidato da Fiesp

Adalgisa Muller:
“Helio, esse senhor Paulo Sakf é mesmo candidato a governador de São Paulo? E como é que o presidente de um grupo reacionário pode pertencer ao Partido Socialista Brasileiro?”

Essa é a vida política do Brasil, Adalgisa. Skaf queria aparecer, achou que o melhor caminho era esse, disputar eleição. Como não obteria legenda do PMDB, PSDB, PT, até PTB, se filiou ao PSB, Partido Socialista. Fique tranquila, ele não tem uma possibilidade em um milhão de se eleger. E é bem possível que desista.

Cidade de Veneza e Praça Veneza

Ronano Correa:
“Não teria havido um ato falho, da sua parte, ao se referir ao prédio em Veneza, como Palácio dos Doges?”

Comentário de Helio Fernandes:
Desculpe, Ronano, mas nem falei na extraordinária cidade de Veneza e sim na Praça Veneza, no centro de Roma. Onde Mussolini fez seu primeiro discursos, finalizando “ a marcha sobre Roma”.

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