Conversa com os leitores: privatizações de FHC, a concordância de Lula, brasileiros no Prêmio Nobel e Teotônio Vilela na Catedral da Sé

Werner Piana:Disse Mestre HF: “Como não votei e não votarei em nenhum dos dois, posso perguntar: “Como é que Serra pretende VENCER, defendendo as DOAÇÕES-PRIVATIZAÇÕES, com prejuízos calculados entre 10 E 17 TRILHÕES?
É só assistir aos debates e à propaganda eleitoral ENGANOSA do candidato “o coiso” – vulgo Zé, onde ele tem a cara-de-pau de afirmar que NUNCA privatizou nada e que irá “reestatizar” empresas como os Correios, a Petrobras, o BB, a Caixa Federal.”

Comentário de Helio Fernandes:
Você rotulou Serra muito bem, ao chamá-lo de “cara-de-pau”, ele vai afirmando indiscriminadamente, “vou fazer isso, vou fazer aquilo”. Ontem, em três vezes durante o dia inteiro, garantiu: “Vamos viver em outro país, vamos mudar tudo”.

Não se lembrou que serviu (ou servil?) com FHC, avalizou tudo o que foi feito em matéria de DOAÇÃO do nosso patrimônio. Temos que chamar a atenção para um fato indiscutível: além de não cumprir compromissos, Serra não cumpre prazos ou mandatos.

Senador por 8 anos, quem ficou no seu lugar foi o suplente financiador da campanha. Prefeito eleito por 48 meses, preencheu apenas 15. Governador, saiu 9 meses antes. Se por infelicidade (a palavra serve também para Dilma) for eleito, quem garante a permanência ou ALGUMA REALIZAÇÂO?

SEM DESCULPAS PARA O SAPO BARBUDO

João Jorge:
Se o entreguista FHC errou, o sapo barbudo tinha que, por força maior, ter reestatizado tudo o que o fernandinho privatizou. Não existe desculpa para isto!!!  Teria colhido dividendos políticos incalculáveis.
É tudo farinha do mesmo saco!!! Lembrem-se de quando o FHC (num churrasco no Planalto) e o Bush (EUA) o chamaram para uma conversinha??? Tudo que o partido e Lula prometeram em campanha para a primeira eleição foi desconsiderado. Igualzinho o simples passar uma borracha no que foi anteriormente dito pelo FHC.!!!”

Comentário de Helio Fernandes:
Certíssimo, João, e bem que o Lula prometeu em 2002, mas “esqueceu”. Reafirmou, “vou desprivatizar”, os outros quatro anos estão acabando agora, tudo “permanece”. Isso faz parte dos inúteis “compromissos de campanha”. Como agora fazem os dois.

A TRANSFERÊNCIA DE VOTOS DE BRIZOLA

Ildefonso Vieira:
“Prezado Hélio Fernandes. O seu comentário, quase sempre brilhante, pecou desta vez. O Brizola transferiu votos para o Lula sim. No Estado do Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. É só consultar as votações de Lula, Collor e Brizola nestes estados que você verá que o Brizola transferiu votos para o Lula.”

Comentário de Helio Fernandes:
Desculpe, não fui claro. O que pretendia dizer: a transferência de votos, que HOUVE, não foi suficiente para a vitória. Fui testemunha do desapontamento de Brizola com o FATO de não ter ido para o segundo turno, em 1989.

NOBEL, CARLOS CHAGAS E CESAR LATTES

Edesio:
“Helio, você esqueceu esses dois grandes brasileiros injustiçados? Bem que mereciam”.

Comentário de Helio Fernandes:
Não esqueci, Edesio, apenas tratei dos mais recentes. É evidente que Chagas e Lattes deveriam ter recebido o prêmio. E Gilberto Freyre? E Santos Dumont? No dia em que fui para Fernando de Noronha, César Lattes, (com quem me dava sem ser amigo) foi ao jornal, me falou: “Helio, preciso fazer um ESTUDO SOBRE MARÉS, o local ideal é Fernando de Noronha, não posso ir lá, você pode fazer por mim”. Me deu instruções escritas, dizendo que era facílimo. Não consegui cumprir nenhum dos itens assinalados por ele. Por sorte, quando voltei, ele nem estava aqui, não me cobrou.

A CATEDRAL DA SÉ E TEOTONIO VILELLA

Carlos Luchetta:
“A catedral de que você está falando, Helio, em São Paulo, é a Catedral da Sé?”

Comentário de Helio Fernandes:
Não há outra tão deslumbrante e tão grandiosa. Ali, logo que acabou a ditadura, (embora existisse um ditador) foi homenageado Teotônio Vilela. Inesquecível. Com um câncer terminal, a cabeça toda envolta no esparadrapo branco da paz. Sem perder o bom humor, sentado e quase sem poder andar, representava tudo que havia de positivo, de humano, de otimismo.

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