Copom reduz a taxa básica de juros para 5,50% ao ano e sinaliza novos cortes

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Charge do Sinfrônio (Arquivo Google)

Eduardo Cucolo
Folha

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) um novo corte na taxa básica de juros. Em decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária), a Selic caiu de 6% para 5,50% ao ano. Esse é o menor patamar desde que a taxa passou a ser utilizada como instrumento de política monetária, em 1999. Foi também o segundo corte anunciado na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em julho, o Copom cortou a taxa de 6,50% para 6% ao ano, logo após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara, e afirmou que faria novas reduções.

ERA ESPERADO – O novo corte de 0,5 ponto percentual já era esperado pelo mercado, de acordo com a pesquisa Focus do BC. Em seu comunicado, o Copom reafirmou que a conjuntura econômica prescreve uma política monetária que estimule a economia.

“O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo [a taxa básica]”, diz o comunicado divulgado após a reunião do Copom, que indica possibilidade de novos cortes.

A expectativa dos analistas é de outra redução dos juros, para 5% ao ano, na reunião do Copom marcada para os dias 29 e 30 de outubro. Algumas instituições projetam que a Selic possa chegar a 4,50% no último encontro do comitê neste ano, em 10 e 11 de dezembro.

REFERÊNCIA – A taxa básica só serve de referência para as operações com títulos públicos e para o mercado interbancário. Nos empréstimos bancários para pessoas físicas e empresas, as taxas médias estão em 44% e 19% ao ano, respectivamente, de acordo com o Indicador de Custo do Crédito do BC para o mês de julho.

A Selic chegou a 7,25% em 2012, no governo Dilma Rousseff, mas voltou a subir durante a gestão da petista. No governo Michel Temer, os juros atingiram a mínima de 6,50% ano.

A nova rodada de cortes da taxa básica se dá em um contexto de fraco de crescimento da economia, inflação abaixo da meta, desemprego elevado e queda de juros em países desenvolvidos e emergentes.

CENÁRIO EXTERNO – O Copom não avalia mais que o cenário externo seja benigno, mas afirma que a adoção de “estímulos monetários adicionais nas principais economias, em contexto de desaceleração econômica e de inflação abaixo das metas, tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes”.

“Entretanto, o cenário segue incerto e os riscos associados a uma desaceleração mais intensa da economia global permanecem”, afirma o Copom.

O BC afirma que uma eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à “perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira” pode afetar a trajetória da inflação.

DETERIORAÇÃO – “O risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes”, diz a instituição.

A depreciação recente do real em relação à moeda norte-americana é um dos riscos para a política monetária, mas a avaliação do mercado é que não haverá repasses significativos para os preços.

A expectativa de normalização da produção de petróleo na Arábia Saudita também afasta o risco de que uma eventual alta dos combustíveis contamine o índice de preços, que acumula alta de 3,43% em 12 meses, para uma meta de 4,25%.

NOS STATES – Mais cedo, o Federal Reserve (banco central dos EUA) também anunciou um novo corte de juros, de 0,25 ponto percentual.

Com isso, a diferença entre as taxas nos dois países caiu a 3,50 pontos percentuais, patamar inédito desde que a Selic passou a ser instrumento de política monetária do BC.

Nos últimos dois anos, o diferencial de juros caiu mais de 40%, enquanto o risco país recuou cerca de 15%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA decisão do Copom dá um refresco na dívida pública federal, mas pouco significa para o cidadão comum, que não se beneficia dos juros altos. Na filial Brazil, a siituação é diferente do que na matriz USA. No sistema bancário brasileiro não tem concorrência, funciona em sistema de cartel. Por isso os juros são tão altos para quem pede empréstimos. Aqui na filial, quem deve a cartão de crédito ou cheque especial está liquidado. (C.N.)

3 thoughts on “Copom reduz a taxa básica de juros para 5,50% ao ano e sinaliza novos cortes

  1. As privatizações estão sendo revertidas no mundo todo, porque elas diminuem o acesso das pessoas aos bens e serviços. Uma estatal tem objetivo profundamente social. Por isso que ela abriga clientes que não dão lucro. Quando ocorre a privatização, passa a não valer a pena atender esses mesmos clientes. As privatizações aumentam a desigualdade não contrário. Somente os liberalóides fanáticos e comprados pela elite que não entendem isso.

  2. Bomba. Ainda tem muitos petistas no governo Bolsonaro. Acaba de sair o resultado da mega e quem foi contemplado?49 funcionários da liderança do pt. É mole? A mega sena já é suspeita depois desta é que não jogo nunca mais.

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