Corinthians, de São Paulo ao Japão

Tostão (O Tempo)

Em uma grande cobertura, como a do Corinthians no Japão, muitos fatos e lugares-comuns que não têm nenhuma importância no resultado passam a ser supervalorizados. Também ouço demais a expressão “escola brasileira”. Qual é essa escola: a de outros tempos, mais leve e com muita troca de passes, ou a mais pesada e atual, de muita correria, jogadas aéreas, chutões e lançamentos longos?


Jogadores do Corinthians de agasalho e gorro durante treino no Japão Foto: AP Muito frio no Japão

Corinthians e Chelsea têm mais chance de fazer a final, mas não será zebra se um ou os dois perderem. Quem levantar a taça no domingo será o legítimo campeão do mundo, mas não será o melhor time do mundo.

Se Corinthians e Chelsea fizerem a final, haverá uma tendência ao equilíbrio, por causa do ótimo planejamento do Corinthians, por ser o time sul-americano mais europeu e mais organizado taticamente, e porque o Chelsea não está hoje entre os melhores do mundo. Os ingleses levam a vantagem de ter melhores jogadores.

Diferentemente do Corinthians, quase todas as outras equipes brasileiras estão desatualizadas na maneira de jogar. Apenas os treinadores, por corporativismo, e os admiradores e seguidores dos técnicos não reconhecem o óbvio.

O Corinthians deve marcar por pressão no início do jogo. O Al-Ahly fez o mesmo contra o Hiroshima. O Corinthians tem mais força física para fazer isso melhor e por mais tempo.

O Al-Ahly é, coletivamente, uma boa equipe, compacta, que troca muitos passes e que defende e ataca com muitos jogadores. Como a defesa se adianta, deixa muitos espaços nas costas. Os japoneses entraram várias vezes livres diante do goleiro. Para jogar dessa forma, é preciso ter zagueiros bons e velozes, o que o time egípcio não tem.

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SUL-AMERICANA

Hoje é dia também de decisão na Copa Sul-Americana. Acho o São Paulo “mais favorito”, em casa, contra o Tigre, do que o Corinthians contra o Al-Ahly. A equipe argentina retrata bem a média das equipes sul-americanas. Corre muito, marca muito, faz muitas faltas, dá muitos pontapés, chutões, prioriza as jogadas aéreas, mas tem pouquíssima qualidade técnica.

O São Paulo não terá Luis Fabiano, mas possui vários jogadores, como Rogério Ceni, Rhodolfo, Cortês, Wellington, Denílson, Jadson e Lucas, que estão no nível de vários atletas de suas posições que têm sido chamados para a Seleção. Cortês aprendeu com Ney Franco a se posicionar defensivamente e a avançar no momento certo.

 

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