CPI contrata empresa para investigar Fundos de Pensão

Débora Álvares
Folha

Após a polêmica com a empresa de investigação Kroll na CPI da Petrobras, agora é a vez da CPI dos Fundos de Pensão, instalada nesta quarta-feira (12) na Câmara dos Deputados, também contratar uma empresa para auxiliar os trabalhos dos deputados.

A instalação da comissão na tarde desta quarta-feira confirmou a decisão do presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de excluir o PT da presidência, que ficou com o deputado Efraim Filho (DEM-PB), e a relatoria, com Sérgio Souza (PMDB-PR).

Ambos alegaram a necessidade de uma empresa para revisar os documentos que a comissão pretende pedir para investigar fraudes em fundos de pensão.

“Vou apresentar um requerimento ainda hoje pedindo a contratação de uma empresa especializada na área”, destacou Souza.

“Vamos lidar com provas que já estavam documentadas. Por isso a necessidade de uma empresa para auxiliar nos trabalhos”, completou o presidente da CPI.

A empresa deve ser escolhida na semana que vem por Efraim e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Efraim já descartou a escolha da Kroll para acompanhar os trabalhos.

EXCLUSÃO

A articulação que tirou do PT os principais cargos da CPI foi possível graças à adesão do PR e PSD que, formalmente, apoiam o PT, mas fecharam esta questão com Cunha.

A exclusão fruto de uma articulação liderada por Cunha acabou questionada antes da eleição da presidência da CPI pelo petista Paulo Teixeira (SP). Primeiro, o deputado pediu o adiamento da eleição e, vencido, afirmou a intenção de apresentar um recurso.

“Na distribuição de presidências e relatorias, o PT deixa de ocupar uma presidência. Se consolidarmos essa votação, vamos consolidar um mecanismo que não levou em conta a proporcionalidade que tem sido usado na escolha das presidências desta Casa”, afirmou Teixeira.

DOA A QUEM DOER

Membro com maior número de mandatos entre os integrantes da CPI, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) abriu os trabalhos da comissão e respondeu aos questionamentos de Paulo Teixeira.

Sá destacou a existência de uma questão de ordem, número 526 de 2009, segundo a qual, “a escolha do presidente e relator é questão de natureza política e não de proporcionalidade”.

Feita a eleição, o presidente Efraim Filho ressaltou que os trabalhos da CPI vão “em busca da verdade, doa a quem doer”. “Além da missão de investigar, teremos a missão de ser propositivos, de aperfeiçoar a atual legislação. Não se pode brincar com a vida das pessoas”.

A CPI dos Fundos de Pensão tem em seu escopo menção a quatro grandes fundos: Funcef, Petros, Previ e Postales. Souza, contudo, afirmou que outros fundos podem ser investigados.

2 thoughts on “CPI contrata empresa para investigar Fundos de Pensão

  1. Folha destaca pedido de esclarecimento de Eliziane sobre contrato da Kroll

    Por: FOLHAPRESS

    Contrato da CPI com Kroll omite alvos da investigação

    O objetivo da investigação da Kroll é rastrear contas no exterior de investigados no esquema de corrupção da Petrobras

    Folhapress

    Integrantes da CPI da Petrobras reclamaram durante sessão da comissão nesta terça-feira (28) que o contrato com a empresa de investigação Kroll omite os alvos do rastreamento de ativos no exterior, impedindo aos parlamentares saberem o que a empresa está fazendo.

    Os deputados tiveram acesso ao contrato na semana passada. Após matéria da Folha de S.Paulo da semana passada mostrar que o documento ainda não havia sido disponibilizado aos integrantes da CPI, ficando restrito à cúpula, o contrato foi liberado para acesso sigiloso de parlamentares e assessores.

    O objetivo da investigação da Kroll é rastrear contas no exterior de investigados no esquema de corrupção da Petrobras. A contratação da empresa, no valor de R$ 1 milhão, foi articulada diretamente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é investigado pela Operação Lava Jato.

    Cunha é alvo de inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal), sob acusação de ter se beneficiado dos desvios.

    A atuação da Kroll pode ajudar Cunha e outros alvos da Lava Jato caso sejam encontrados recursos financeiros dos delatores que não foram declarados às autoridades, o que enfraqueceria seus depoimentos. O doleiro Alberto Youssef, um dos delatores, disse à Polícia Federal que Cunha se beneficiou do esquema de corrupção. Ele nega a acusação.

    “Não vou permitir que o contrato da Kroll faça investigações que a gente não sabe quais são, pra que serve e quais as prioridades”, declarou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Ele reclamou que a CPI não participou das questões relativas à investigação, que ficaram restritas à sua cúpula.

    “É necessário termos esclarecimentos. Não ficou claro no contrato esses pontos específicos, como vai se dar a investigação”, reclamou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA).

    A reportagem apurou que os alvos dos trabalhos da Kroll foram indicados em conversas entre a cúpula da CPI e a empresa, sem registros formais. Não se sabe, portanto, se estão incluídos entre esses alvos personagens que seriam prejudiciais a Cunha, como o lobista Fernando Baiano, acusado de ser o intermediário do PMDB no esquema.

  2. Quero que fique claro que os problemas não só pelos governos petistas,o problema é mais profundo,tivemos crises mais grave ,maior número de desemprego etc querem culpar apenas um governo por meramente interesses contrariados aí meu amigo não posso concordar com esse tipo de coisa e nem sou partidário de siglas sou partidário do BRASIL independente que sigla esteja momentaneamente no poder,pois isso pode mudar mas os ladrões do poder tenho minhas dúvidas da mudança de atitude.

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