CPI deve desistir da exumação do corpo de Janene

Motta diz que só está esperando o atestado de óbito

Daiene Cardoso
Estadão

O presidente da CPI da Petrobrás, Hugo Motta (PMDB-PB), deve desistir de vez de pedir a exumação do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010. O peemedebista recebeu um documento da comunidade muçulmana do Paraná confirmando que o ex-parlamentar foi sepultado de acordo com os preceitos islâmicos. “Vamos levar isso

Segundo o presidente da comissão, a entidade religiosa informou que várias pessoas não só viram como participaram da preparação do corpo e do velório de Janene. “Não vou duvidar. Acredito no que eles estão dizendo”, enfatizou.

Motta avisou que aguardará os documentos oficiais prometidos pela família, como atestado de óbito e declaração do hospital, antes de decidir se levará a votação o requerimento de exumação. Outro requerimento envolvendo a família de Janene já foi protocolado e está pronto para ser votado na comissão: a convocação da viúva Stael Fernanda Janene.

O peemedebista levantou a hipótese de exumação do corpo do ex-deputado por acreditar que haveria indícios dele estar vivo. Os deputados receberam informações de que Janene viveria hoje na América Central. “Não vou ficar o tempo inteiro na teoria da conspiração”, afirmou Motta.

7 thoughts on “CPI deve desistir da exumação do corpo de Janene

  1. Qual é o problema de se efetuar a exumação? O que a comunidade muçulmana tem a ver com isso? O Estado é laico. Se a comunidade muçulmana quiser da pitaco em assuntos de Estado, que vá à Síria ou ao Irã ou suma definitivamente do Brasil. Se há suspeita, que o processo de exumação seja feito. Transparência, meus caros. Além do mais se trata de um ladrãozinho fino. Arranca o osso do cabra.

  2. Isso é normal para quem está iniciando na apuração de fatos e não tem a incumbência de investigar como profissão. Ele definiu a estratégia mas haviam muitos meios de prova melhores e desistiu. Evitou um vexame.

  3. Imbecilidade por quê?

    Não será preciso abrir o caixão para se conhecer a verdade. Pode-se aplicar as modernas técnicas de arqueologia forense, utilizando-se tomografias e ressonância magnética, conforme fez a arqueóloga paulista Valdirene Ambiel, ao pesquisar os remanescentes humanos da Família Imperial, quando, preliminarmente, pôde fazer uma leitura precisa dos personagens centenários ainda em seu berço funerário. Depois sim, a exumação.

    Uma vez sendo comprovada a fraude, abre-se o caixão e procede-se a apuração dos crimes e da identidade do falecido, com ou sem plástica (vide Caso Fleury e Caso Cláudio Coutinho. Tiradentes… Já o Ulisses não vai aparecer nunca).

    Imbecilidade é passar essa evidência de fraude na cara de milhões de nacionais que foram roubados por uma quadrilha instalada no poder central. Luiz XIV por muito menos perdeu a cabeça e nem por isso a França sucumbiu.

    السلام عليكم

  4. Roberto Perez, que sua ideia chegue ao conhecimento de algum parlamentar decente da CPI. A trama pode ser real. Urge esclarecer definitivamente.

    • Bom Rodrigo.

      Sou arqueólogo (e jornalista aposentado, felizmente) e asseguro-lhes que é possível realizar tais exames sem profanar o sepulcro ou vilipendiá-lo. Se for Janene, a tomografia identificará sua arcada dentária e bastará confrontá-la com os registros do caríssimo consultório onde tratava seus mordedores de canapés e filés à Oswaldo Aranha.

      Quem não sabe como se EXTRAI um elemento infiltrado numa organização sem despertar suspeitas? Naquele parlamento não há um só ingênuo que desconheça esse mecanismo de fazer desaparecer com convencimento. Já citei alguns nomes no meu prólogo. Não precisa ser da CIA ou KGB para transformar um vivo em um morto-vivo. Nossos políticos são bem criativos, nesse quesito.

      Abraços.

Deixe uma resposta para Roberto Perez Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *