CPI se prepara para convocar Onyx Lorenzoni, que tentou coagir uma testemunha-chave

Para coagir testemunha, Onyx exibiu documento falsificado

Paulo Cappelli, Natália Portinari e Julia Lindner
O Globo

Mirando no Planalto, a CPI da Covid está se preparando para colher o depoimento do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni. Para senadores da oposição, o aliado do presidente Bolsonaro é suspeito de coagir uma testemunha-chave para a comissão, o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde. Em entrevista ao GLOBO, ele denunciou indícios de irregularidades no processo de importação da vacina indiana Covaxin.

Onyx acusou o funcionário público e o seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), de terem forjado um documento que, na verdade, existia e se encontrava no sistema do governo federal. O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a convocação de Onyx para explicar o episódio — Aziz já acenou positivamente.

FLÁVIO BOLSONARO – Em outra frente, a CPI está olhando com lupa a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, que fechou um contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde para fornecer vacinas Covaxin. Aliados do primogênito do presidente, como uma servidora do Planalto e advogados, estão mira do colegiado, que analisa ainda movimentações financeiras a partir das quebras de sigilos bancários.

Flávio chegou a intermediar um encontro de Maximiano com representantes do BNDES para tratar da possibilidade de empréstimo para uma outra companhia do empresário, conforme revelou a revista “Veja”. O senador afirma que, na ocasião, Maximiano apresentou uma proposta para instalação de fibra ótica no Nordeste.

Flávio negou qualquer relação com as negociações em torno da Covaxin e afirmou que Renan tem em seu gabinete um organograma com sua foto e a de pessoas com as quais se relaciona para lhes acusar seja do que for.

GABINETE DO ÓDIO – A CPI da Covid também esquadrinha a atuação do chamado “gabinete do ódio”, grupo que reúne assessores do Planalto responsáveis pela comunicação do presidente, suspeitos de disseminar notícias falsas, inclusive na pandemia. Esses auxiliares e outras cinco pessoas ligadas a Carlos e Eduardo, filhos de Bolsonaro, tiveram os sigilos telefônico e telemático quebrados pela comissão.

Procurados pelo GLOBO, Onyx, Eduardo e Carlos Bolsonaro Ramos e Braga Netto não se manifestaram. A assessoria de Flavio Bolsonaro compartilhou vídeos divulgados anteriormente nas redes sociais nos quais o senador nega ter qualquer relação comercial ou financeira com o empresário Francisco Maximiano, da Precisa.

4 thoughts on “CPI se prepara para convocar Onyx Lorenzoni, que tentou coagir uma testemunha-chave

  1. Tentou coagir? Os irmãos Miranda, fizeram uma “denúncia” ao presidente baseada em proforma invoice, que é um documento rascunho, passível de mudanças e sujeito a correções de preço e conteúdo. É um documento que NÃO É definitivo e que NÃO pode ser usado quando o contrato é fechado, para isso se usa o commercial invoice que é o definitivo. O senador Marcos Rogerio e o depoente William explicaram isso com muita clareza. O servidor Luis Ricardo tem muito o que explicar quanto a isso. Como o relator e senadores do G7, Luis Ricardo também não sabe o que é proforma invoice?

  2. O que este ministro fez, foi papel de estelionatário, mostrar documento falso, se passando de verdadeiro, deveria ser exonerado e pegar uma cana, impressionante a incompetência de ministros deste governo, levou junto militares, os quais vão perdendo a cada dia credibilidade junto a opinião pública, honestos…?

  3. Mas a CPI da Gangue dos 7 ainda nem ouviu o deputado Barros, citado 100 vezes nas falas dos sabujos do ladrão-mór, e já fala em ouvir o Onix. Os covardes vagabundos fugiram dos médicos defensores do tratamento precoce, estão fugindo do deputado Barros e pra criar “manchete” na imprensa prostituída inventa uma convocação do Onix. Duvido que convoquem o ministro, um político tradicional, que conhece os podres e as rachadinhas dos corruptos Aziz, Renan e Randolfe Rachadona.

    O deputado Barros partiu para o ataque: chamou os senadores da gangue dos 7 de covardes.

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