Crescimento baixo e inflação alta são duas realidades que vão influir nas eleições de 2022

Brasil já está perto da estagflação, aponta editorial da Folha de S. Paulo  - Brasil 247

Ilustração reproduzida no Arquivo Google

Eliane Cantanhêde
Estadão

A sucessão presidencial de 2022 começou com Lula na frente, Bolsonaro ainda sem partido, Ciro vacilando, Sérgio Moro surpreendendo e os tucanos passando vexame. Mas a grande questão nacional, a crise econômica e social, ainda não entrou na pauta.

Assim como o presidente Jair Bolsonaro diz ao mundo que a Amazônia “é uma floresta úmida que não pega fogo”, seu Posto Ipiranga falido, Paulo Guedes, diz que a economia brasileira está crescendo “acima da média mundial”. Uma competição de inverdades.

DESTRUIDOR-MOR – Na realidade – e o governo já sabia disso antes da COP 26 –, as queimadas na Amazônia batem recorde em cima de recorde e o Brasil está a caminho de ser o lanterninha do crescimento econômico entre os países emergentes. É candidato a destruidor-mor do ambiente e da economia.

O mundo inteiro sofreu com a pandemia, mas no Brasil há outros fatores, como a disparada dos juros e as incertezas fiscais com o estouro do teto de gastos. Para o PIB, as estimativas das agências variam de 0,8% a 1,9% e a do FMI fica no meio do caminho, em 1,5%.

Para os países emergentes, segundo reportagem do Estadão, a previsão média está em 5,1% e, depois do Brasil, os piores horizontes são da África do Sul, com 2,2%, e Argentina, com 2,5%.

PIOR DOS MUNDOS – Crescimento baixo com inflação alta é o pior dos mundos: menos produção, menos serviços, menos emprego e renda e… preços mais altos. As pessoas perdem emprego e renda, mas pagam mais, por exemplo, pela cesta básica. O pobre se torna miserável, vem a fome.

A inflação é um problema global pós-pandemia. Até nos EUA, onde esse era um não-assunto, ela é a maior desde 1990. Mas no Brasil atinge 10,7% em 12 meses e, também segundo o Estadão, são muito poucos os países com índices de dois dígitos.

É isso, ou como sair disso, que candidatos, partidos e Congresso deveriam estar discutindo a sério, já que não dá para esperar muito da dupla Bolsonaro-Guedes e o governo não está nem aí para responsabilidade fiscal, crescimento e inflação. O que importa é gastar, gastar e gastar para reeleger o presidente.

HÁ EXCEÇÕES – Afora Ciro Gomes, que sempre bateu na tecla do desenvolvimento, mas patina nas pesquisas e anda sumido, ou Sérgio Moro, que jogou Affonso Celso Pastore na linha de frente do debate econômico, até para não ficar no samba de uma nota só (corrupção), não se vê empenho em debater o que interessa.

Bolsonaro é Bolsonaro. Lula acena com crescimento e inclusão, mas as condições de 2023 não serão as de 2003.

E o candidato do PSDB, seja quem for, tem os mais brilhantes economistas do País desde o Plano Real, mas não tem identidade, rumo e união.

5 thoughts on “Crescimento baixo e inflação alta são duas realidades que vão influir nas eleições de 2022

  1. A Grã-fina de Narinas de Cadáver é a antípoda do Professor Pangloss, o que vivia no melhor dos mundos, a Cantanhêde vive no pior dos mundos.
    A negatividade sobre o que não seja pauta da esquerda se revela em tudo que ela escreve, para um copo pelo meio d’água ela narra que o copo está meio vazio.

    Extra pauta.
    Me contaram uma estória sobre uma possível solução soviética.
    Se fosse colocado para Stalin como fazer dos russos um povo só de gente alegre, o ditador vermelho teria a solução final: Simples, é só matar os tristes.
    Hehehe

    Outra coisa que me deixou cabreiro, é que lá na Folha tem uma reportagem que em virtude do atual entrevero entre Rússia e Ucrânia se aborda o assunto Holodomor.
    Quem se interessar pode ler.
    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2021/11/holodomor-o-holocausto-comunista-foi-abafado-por-intelectuais-ocidentais.shtml

  2. 2023 é igual ou muito parecido com 2003.
    Em 2002 a inflção foi de 12,5%!
    O Desemprego era de 14/15 milhões.
    O salário mínimo mal comprava 1 cesta básica.
    O dólar era de R$ 4,00.
    Estávamos na mesma situação que gostaria não estar no ano que vem….

  3. Em relação a ontem,a dona Cantanhede, já melhorou sua avaliação.
    Apesar de torcer por Moro,por razão,ou digamos por interésse.

    O fato é,1° parágrafo e 9° estão corretos.

    Mas,esqueceu de mencionar, Moro, é igual a Bolsonaro, não tem luz própria de economia,seu posto de gasolina é o Pastore.

    Moro e Pastore, são legítimos agentes do Tio San.

    PS: Daqui a pouco vem a lume os bilhetes e recados do Tio San.

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