‘Crime de responsabilidade de Bolsonaro cada vez mais claro’, diz Aziz sobre caso Covaxin

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Não há mais dúvidas sobre crimes de Bolsonaro, diz Aziz

Matheus Lara
Estadão

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o silêncio de Jair Bolsonaro sobre a acusação de ter ignorado suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin deixa “cada vez mais claro” o cometimento de crime de responsabilidade por parte do presidente.

Em entrevista à Rádio Eldorado, ele afirmou que o presidente tem o direito de não responder à CPI, que pede explicações sobre a denúncia do deputado Luis Miranda (DEM-DF), mas que é necessário esclarecer a situação à população.

RÉU CONFESSO – “Ele mesmo (Bolsonaro) admite que recebe mais de cem pessoas por mês e que nem tudo ele encaminha”, disse Aziz, em referência à entrevista à Rádio Gaúcha em que o presidente afirmou, ao ser perguntado sobre o caso Covaxin, que não pode “tomar previdência sobre qualquer coisa” que chega até ele.

“Um deputado leva a ele uma denúncia falando de irregularidade na compra de vacina e ele ignora… Se isso não é grave, se isso não for prevaricar, temos que mudar a Constituição, as leis”, disse Aziz nesta segunda-feira.

Aziz também cobrou um posicionamento do presidente a respeito do suposto envolvimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR) no caso Covaxin. De acordo com Luis Miranda, Bolsonaro teria citado o parlamentar paranaense ao tomar conhecimento das suspeitas de corrupção envolvendo a vacina indiana, dando a entender que seria um “rolo” do deputado.

PEDIR A BOLSONARO – “Ricardo Barros tem que pedir ao presidente para desmentir o Luis Miranda, não é para a CPI que ele tem que desmentir. Não acusamos Ricardo Barros de nada. Quem o acusou foi o presidente, segundo o Luis Miranda”, disse Aziz.

“O que ele falar para a gente tem pouco ou quase nada de valor. Deputado, peça ao presidente uma nota de desagravo dizendo que o deputado Luis Miranda é um mentiroso.”

Aziz afirmou que o relatório da CPI, que será elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), deverá citar, para além do caso Covaxin, “crimes contra a vida e crime sanitário”.

OUTROS ERROS – “Temos questões muito sérias já. Tratamento precoce, imunização de rebanho, propagação de remédios que não tinham efeito nenhum, determinação para que ministro da Saúde estude tirar a obrigatoriedade de máscaras… São coisas que estão claras para a gente. A tipificação do crime será feita no relatório. Tem muita coisa aí que não ficará sem resposta à sociedade.”

Na semana passada, a senadora Simone Tebet (MDB-MT) afirmou ao Estadão que a CPI já reuniu elementos suficientes para pedir o impeachment de Bolsonaro por crime de responsabilidade. Para ela, mesmo que o impedimento do presidente ainda não tenha os 342 votos necessários na Câmara, esta situação pode mudar nas próximas semanas, conforme as investigações da CPI se aprofundem.

4 thoughts on “‘Crime de responsabilidade de Bolsonaro cada vez mais claro’, diz Aziz sobre caso Covaxin

  1. A plantação de ‘espinhos’ foi tão grandiosa que será impossível ‘colher’ a safra toda; terá de pagar em várias outras encarnações.

  2. Aziz entende muito de embolsar dinheiro público, só da saúde do seu estado roubou 260 milhões. No mais, se esse desclassificado não sabe a diferença entre uma menina de 12 anos e uma rapariga de 20, como vai saber o que é prevaricação? Sua função na CPI da Gangue dos 7 é cumprir as ordens do ladrão-mór, Lula da Silva.

    Quando eu vejo com quem os “isentões” da oposição ao Presidente Bolsonaro estão abraçados (Aziz, Renan, Humcerto Bosta, Randolfo Rachadona), tenho ânsias de vômito.

    • Ah! Ontem, a fedorenta raposa, Ricardo Barros chamou os senadores da gangue dos 7 de covardes; hoje, o Aziz fez jus ao xingamento, pedindo arrego “não acusamos … de nada”.

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