Crise alimentar ameaça China e Índia, que precisam estreitar as relações comerciais com o Brasil

Multidão no parque de Yuyuantan, Pequim, China

Alimentar chineses é indianos é um desafio a ser enfrentado

José Ernesto Conti
Site ESBrasil

Quando morei na China, no final da década de 1980 e início dos anos 1990, pude ver com meus olhos o início do crescimento daquele país. A cultura chinesa regada pela docilidade de um povo que há mais de 4 mil anos vive sob domínio dos imperadores, a maioria déspota, permitiu que a troca pelo regime comunista não fizesse qualquer diferença para eles, exceto em Hong Kong e Macau, onde os ventos de liberdade sopraram com maior velocidade.

Mas o mundo desenvolvido (Europa e Estados Unidos) percebeu que poderia usar a China a seu favor. Enquanto um engenheiro europeu ganhava 5 mil dólares por mês para trabalhar 36 horas por semana, um chinês trabalharia com muita vontade até 80 horas por semana,  em troca de apenas 50 dólares mensais (como não é um país cristão, lá não existe domingo). Era um sonho para as empresas mundiais.

TRILHÕES DE DÓLARES – Estados Unidos e Europa investiram trilhões de dólares na China por mais de 20 anos seguidos, fazendo com que a economia chinesa crescesse a gigantescas taxas de 12% a 15% ao ano por décadas. Chegamos à década de 2010 com a China ultrapassando as potências europeias e asiáticas e se tornando a segunda potência mundial.

Isso acendeu uma luz nas nações mais desenvolvidas, que decidiram reduzir os investimentos na China e os transferiram para a Índia. Entretanto, o ritmo alucinante do crescimento chinês ainda levou alguns anos para sentir o redirecionamento dos investimentos, reduzido “suavemente” dos 15% para algo em torno de 6%. A Índia agora é a bola da vez, com a economia crescendo a estonteantes 10% ao ano.

Mas as nações desenvolvidas não consideraram dois pontos básicos: ambos os países (China e Índia) possuem uma população acima de 1,3 bilhão; e também precisam de muita comida para alimentar sua população.

ASCENSÃO SOCIAL – Uma pequena ascensão social de 10% da população, por conta do aumento de oportunidades de trabalho e renda, representa toda a população de vários países europeus.

Isso tem levado os chineses e indianos a “invadirem” os países mais pobres, sejam da Ásia ou da África para, à semelhança do que a Europa fez nos séculos passados, explorar todas as riquezas desses países pobres. Se apenas 1% dos 10% mais ricos desses países resolvessem investir seus lucros na Europa ou EUA poderiam criar (e têm criado) problemas no sistema bancário mundial.

A China hoje já possui mais de 4 trilhões de dólares em títulos do tesouro americano e investimentos diversos em países pobres (Brasil, inclusive) acima de 1,5 trilhão de dólares.

ALTA CORRUPÇÃO – Os indianos e chineses (mais estes), que prezaram pouco pela ética ou valores morais judaico-cristãos (são países onde o cristianismo é minoria), encontraram nos países pobres um “ambiente” amigável para praticar seu esporte favorito: a corrupção.

Os chineses, há mais tempo no mercado e com menos problemas de consciência, conseguiram dominar mais áreas na África. Porém, para prover comida, a joia da coroa era a América do Sul, sendo o Brasil a mais preciosa.

Novamente, por uma mistura de ideologia e corrupção, a China tem levado vantagem sobre a Índia. Vários países latinos já estão beijando os pés chineses, pagando seus empréstimos com comida e matéria-prima subvalorizadas. Mas o sonho de consumo dos chineses sempre foi o Brasil.

EFEITO BOLSONARO – Tudo estava indo bem, mas quando os chineses finalmente resolveram comprar o Brasil, eis que os brasileiros, alheios a tudo o que se passava no mundo, resolveram colocar Bolsonaro na presidência.

O problema é que os governos passados prometeram mundos e fundos para os chineses, que pagaram grandes lotes de propina na esperança de garantir comida e recursos naturais por mais 500 anos. Agora, mesmo comprando muitas terras, cooperativas agrícolas, empresas, portos, ferrovias, etc., suas atividades a cada dia estão mais restritas no Brasil. A xenofobia está à flor da pele.

A realidade é que os chineses estão sofrendo na América do Sul. Investiram muitos bilhões na Venezuela, confiantes no petróleo, mas a produção de 3,5 milhões de barris diários caiu para 400 mil.

MUITOS PROBLEMAS – Na Argentina, com a crise do coronavírus, a queda na produção foi de mais de 40%, ou seja, não tem comida para pagar os empréstimos. Pelo lado americano e europeu, a pressão está cada dia maior e os acordos comerciais que privilegiavam a China nos mercados mundiais estão, um a um, sendo revistos com sérios prejuízos para os chineses. Até Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, continuou a política restritiva americana com a China (e ainda chamam o Trump de nacionalista).

A pergunta de US$ 1 trilhão é: Qual será a consequência disso tudo para a China e a Índia?

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

LEIA AMANHÃ
Bolsonaro se tornou uma pedra no sapato da China, que agora espera se livrar dele

31 thoughts on “Crise alimentar ameaça China e Índia, que precisam estreitar as relações comerciais com o Brasil

  1. Até que enfim um artigo decente. Será que foi publicado por engano? E ainda terá parte 2? Bolsonaro, pedra no sapato da China? O moderador do blog dormiu?

  2. Artigos desse tipo obtém a minha admiração e respeito porque escrito por quem viveu na China, e conhece intimamente o funcionamento do segundo maior país do mundo.

    Lamentavelmente, o Brasil tem a tradição de deixar o cavalo passar encilhado, e não o monta para não chegar mais rápido ao seu destino, pois prefere caminhar.

    As Guerras Mundias são exemplos de oportunidades que perdemos, de nos transformarmos em uma nação superdesenvolvida.

    Crises posteriores, tais como a do petróleo, a quebra da Coréia do Sul, da Rússia, a Guerra do Vietnã, os combates entre árabes e judeus, os genocídios de Ruanda e Biafra, o apartheid sul-africano, a interminável crise entre palestinos e israelenses, a guerra civil na Síria, as ditaduras sul-americanas, a quebra das bolsas de valores no mundo todo em 2.008 … pois nenhum desses episódios serviram para nos catapultar rumo ao desenvolvimento!

    O Brasil apenas se preocupava com política, a tomada do poder, a permanência no poder, atender às exigências das elites, submeter-se ao poder econômico, abandonando a educação, saúde e segurança.

    Pois, mais uma vez, temos uma chance única de crescimento.
    No entanto, quem nos comanda é um energúmeno, um ignorante, “auxiliado” por uma equipe tão medíocre quanto incompetente como o chefe!

    A pandemia iria trazer a fome, a queda na produção mundial, crise na economia do planeta.
    Nada é mais importante e vital que a comida.

    A China não tem terras para o plantio como temos, pois uma nação montanhosa, além de uma população majestosa, imensa, incalculável;
    A Índia é o país dos contrastes, em face de suas castas.
    Também possui uma população gigantesca, enorme, que não se sabe dizer quantos habitantes possui.

    Essa gente precisa de alimentos.
    Lula – e pouco se me dá se os bolsominions vão pular nas patas de trás -, como se tivesse tido uma visão quando presidente, elaborou junto com outros quatro chefes de Estado o Brics.
    Índia, Rússia, China, Brasil e África do Sul!!!

    Se o acordo feito ainda estivesse sendo prestigiado por Bolsonaro, porém a sua ideologia impede que pense no povo e no País, indiscutivelmente estaríamos contando bilhões de dólares que entrariam no Brasil.

    Mais:
    Seria o momento mais importante que surgiria para esta Nação crescer e ser também exportadora de ciência e tecnologia, SE trocássemos grãos ou parte deles por tecnologias de ponta!

    Rússia – armamentos, aviões, foguetes;
    China – rodovias, ferrovias, escolas, hospitais, metrôs …
    Índia – princípios ativos de medicamentos;
    África do Sul – técnicas mais apuradas de extração de pedras preciosas.

    Mas, Jair Messias Bolsonaro tem chiliques quando ouve falar em um desses países do Brics.

    Nesse particular, como a pandemia não será banida ano que vem, pois ainda teremos mais alguns milhões de mortos, hoje em 3.200.000 vítimas fatais, Lula pode vencer e, quem sabe, não reata ou reanima ou reorganiza o Brics?!

    Parece mesmo que a praga que nos rogaram é tão poderosa quanto à corrupção, PQP!

    • Caro Bendl, acredita mesmo no artigo e no que escreveu?
      Vamos crescer exportando alimentos, matéria prima…? Tem países vários (asiáticos como europeus) com bem menos extensão de terras, bem menor produção, alguns até nada produzem de alimentos, importa praticamente tudo, do minério a vinhos, mas produz manufatura, tecnologia, conhecimento.

      • Uau, Leão!

        Se acredito no artigo e no que escrevi?
        Sim, claro.
        Até porque antes de eu postar qualquer texto leio antes.

        E, se não te deste conta, o fim do teu comentário é exatamente o que registrei:
        Por que não trocarmos alimentos por tecnologia?
        O que seria mais importante para uma nação altamente desenvolvida, tipo o Japão?

        Saber apertar parafusos ou ter o que comer?
        Se não te lembras Leão, o fim da União Soviética e a politica de Gorbatchov com a sua Perestroika e Glasnost, aconteceu por falta de comida para os soviéticos ou, se preferires, a falência do modelo socioeconômico e político comunista.

        Se a nossa tendência e atualmente setor que mais produz e nos proporciona uma generosa entrada de dinheiro é o agro-pastoril, temos condições de aumentar o plantio de grãos, qual é o problema?

        Se não temos capacidade tecnológica e científica, pois dependemos de países mais adiantados neste particular, então vamos aumentar a nossa produção naquilo que podemos, e que os mais desenvolvidos por mais que dominem a ciência e a tecnologia não conseguem:
        ALIMENTOS!

        Sim, sim, podemos crescer exportando alimentos ou imaginas que exista algo mais importante para a humanidade conseguir existindo?

        Tratemos de valorizar a “boia” que produzimos, grãos, carne bovina, caprina, suína e de aves.
        Soja, arroz, sorgo, milho …
        Se a terra nos beneficia;
        se o clima é a nosso favor;
        se temos as maiores extensões de terras do mundo para plantio;
        só se formos mesmo muito idiotas para não aproveitar essa chance!!

        Troquemos sacas de soja, fardos de carne, por eletrônica;
        façamos um escambo com arroz, milho, minérios, por patentes de medicamentos, vacinas, aviões, técnicas de construção, ferrovias, rodovias, metrôs …

        Vamos exportar, Leão, o quê?
        De que forma encontraremos equilíbrio na nossa balança comercial?
        Vendendo o que não temos ou o que temos e produzimos?

        Pensa bem no que escreveste sobre a minha ideia.

        • Então não esqueça de que deve tomar partido do lado do Ricardo Salles.
          Será preciso desmatamento, expansão agrícola para alimentar o mundo.

          • Não é necessário desmatamento nenhum!

            Basta que otimizemos as áreas de plantio, ou seja, que colhamos mais grãos no mesmo espaço plantado.

            Isso acontece com máquinas modernas mas, principalmente, Leão, COM A MELHORIA DAS ESTRADAS, responsáveis por uma boa quantidade da produção perdida!

            Já viste os caminhões graneleiros quando saem das fazendas levando a carga colhida por colheitadeiras?
            O rasto de grãos que deixam pelo caminho em razão do péssimo estado das estradas vicinais e municipais, estaduais e federais?

            Mais:
            E as filas de caminhões nos portos para descarregarem o produto?
            Dois, três dias, às vezes até mais.

            Isso é custo.
            Então, afora a perda de grãos, mais o tempo gasto para o descarregamento, quanto não tivemos de perdas tanto na colheita quanto no preço?!

            Leão, o maior produtor de grãos do mundo são é o Tio Sam.
            Como, se os americanos têm bem menos terras cultiváveis que o Brasil?
            Alasca e Hawai apenas dão maiores dimensões aos Estados Unidos, mas em terras onde plantam, elas são bem menores que as nossas.

            Pelo simples fato da excelência do plantio e colheita, simples.

            Em 2020, os americanos obtiveram 140 milhões de toneladas;
            nós, com muito mais área, colhemos 122 milhões!!!

            E não preciso dizer que a população americana é de 330 milhões de habitantes, enquanto temos 215 milhões de almas.

            Tá vendo, para aumentar a produção não precisamos desmatar as nossas florestas, basta tecnologia e organização.

  3. Tá loko.
    Os artigos, tipo esse, não tem pé, nem cabeça. Servem para fisgar incautos.
    Não conheço o autor, mas apostaria que ele deve ser um evangélico, daqueles em que a fé sobrepõe a razão (dos outros)..

      • Nem precisa ser muito esperto para saber. Só pelo estilo de escrever dá para deduzir. Aí pesquisei e pimba.

        Pastor
        Igreja Presbiteriana Água Viva
        jan. de 2007 – o momento14 anos 5 meses

        Bairro Estrelinha / Vitória-ES

    • Vidal, meu conterrâneo,

      “Os artigos, tipo esse, não tem pé, nem cabeça. Servem para fisgar incautos.”

      Não sei se fui incauto ao apoiar e concordar com o texto em tela.
      E até teci um comentário bem amplo, onde demonstro a lógica do artigo e a possibilidade aventada pelo autor do mesmo.

      Agora, eu te pediria o seguinte:
      Não deixes um conterrâneo ser fisgado pela astúcia de um “alienígena”.
      Aponta onde fui incauto, por favor;
      aonde foi que errei?
      por que me deixei levar pela fé do suposto evangélico, que sobrepõe a razão alheia (afirmo não ter nada contra os evangélicos, diga-se de passagem)?

      Obrigado pela atenção.
      Abraço.
      Saúde e paz.

  4. “quando os chineses finalmente resolveram comprar o Brasil… eis que os brasileiros, alheios a tudo o que se passava no mundo, resolveram colocar Bolsonaro na presidência.”

    Esse autor do artigo realmente é um brasileiro escrevendo?
    É “brasileiro” bom esse, né? Se de um lado há xenofobia – e deve ser combatido esse sentimento – do outro defender que o Brasil – como parece pretender o (ingênuo) autor – alimente a China, a Índia e o mundo é completamente um irresponsabilidade e irracionalidade boçal… isso porque vai por terra qualquer defesa do meio ambiente, pois necessária a expansão, de um lado, ou não teremos alimento para o brasileiro que verá o preço subirem, sendo obrigado a pagar mais caro ou trocar por outros alimentos. Substituir carnes por ovos no prato.

    O fato de norte-americanos e europeus reverem – como citado pelo mesmo autor – só mostra que os Governos desses acordaram.

    “Pelo lado americano e europeu, a pressão está cada dia maior e os acordos comerciais que privilegiavam a China nos mercados mundiais estão, um a um, sendo revistos com sérios prejuízos para os chineses”

    • Esse escriba é uma mula de antolhos, apresentando um programa protestante, na estação repetidora da TV Fake News, de propriedade do Jair Milícias Bolsonavírus, a qual pode ser sintonizada nos canais 01, 02, 03 e 04.

    • Esse sujeito que escreveu o artigo, em tela, deve ter miolo de isopor. Balsonaro está bloqueando os interesses chineses, aqui, internamente, não é porque ele foi um Messias enviado do Altíssimo, para barrar a “compra” do Brasil por uma nação não cristã (a China).
      A questão é: Jair Bolsonaro sabe que, com presidente Republicano ou Democrata, Estados Unidos é o único país da terra, capaz de sustentar uma ditadura, em qualquer continente, durante o tempo em que o ditador estiver disposto a leiloar a sua pátria ao Imperialismo Ianque. E, uma das pré-condições, para que a custódia se consolide, é que o tal ditador mantenha distante do seu pais todos os concorrentes do Tio Sam.
      Alguém ainda lembra de Saddam Hussein, Muammar al-Gaddafi e os totalitaristas islâmicos? Enquanto os tiranos não esperneiam contra o esbulho, quem é que lhes dá sustentação? Qual é a vocação maior de Bolsonaro, senão a de ditador?

        • Pode até ser, pode até ser, Paulo III, que eu não tenha tido perspicácia para não captar as entrelinhas do artigo, pode até ser.

          Mas onde estaria a fanfarronice do autor e a minha falha, em consequência?

          Obrigado pela atenção.

  5. É a tal história: NÃO DÁ PRA ALIMENTAR A CHINA E A ÍNDIA!
    A nossa produção por mais que o agronegócio seja implementado, idefectivememe faltaria comida pra nós.
    O dragão da inflação já está à vontade nas prateleiras, imagina se vendessemos pra estes dois países, que ao que parece estão num caos alimentar.

    Como aqui a inflação não aquieta, nem ovo vamos poder colocar no prato pois prevejo que a dúzia custará uns cinquenta reais e os outros produtos da nossa cesta básica iriam pelo mesmo caminho.
    O mercado interno enlouqueceria com uma demanda natural e menos produtos nos mercados.
    Vamos ser corroídos por uma inflação galopante.

    Vamos alimentar os outros e ficaremos mais subnutridos do que já estamos.

    Pra mim que sou um Zé ninguém, essa conta não fecha.
    Aceito opiniões, principalmente do Chicão, pois gostei do que escreveu mas, como funcionaria isso?
    Será que daria certo? Sendo que temos uma laia de comerciantes pra lá de desonestos e nada patriotas.
    Cordialmente,
    JL

    • Remarcação preventiva de preços parece com pesquisa eleitoral. O comerciante ouve uma boato, insinuando aumento dos produtos. Ele toma aquilo como verdade, pega na maquininha e remarca tudo. Como inescrupulosos e covardes que são, todos os concorrentes adotam o mesmo procedimento. E assim o algarismo acaba materializando-se em número.
      Agora comparem essa esperteza com um político de baixa aceitação, que passa a investir em pesquisas eleitorais, vai crescendo artificialmente e, algumas vezes, logra êxito. Nos dois casos, o ardil só cola, porque a população dá amém.

    • Espectro, meu caro amigo,

      Corri para reler o meu comentário primeiro, e não li nada a respeito que eu tenha postado que iríamos alimentar a China e a Índia.
      Escrevi que PODERÍAMOS vender mais, e obtermos mais divisas, vendendo para a Índia e à China, o que ambas mais necessitam:
      alimentos.

      Para o produtor brasileiro interessa o quê?
      Vender “lá fora” a sua produção.
      E fica muito feliz quando os preços internacionais sobem, como no caso da soja, que hoje está pagando pela saca um valor muito bom.

      Quanto à efetivação desse negócio, de me dá tecnologia e ciência, que eu te vendo mais soja e carne de gado, o governo pagaria ao produtor o preço combinado da exportação.
      Agora, se quiser trocar pelo que não temos, quem decidirá serão as várias comissões e setores responsáveis pelas nossas exportações:

      Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

      Comex Vis

      Câmara de Comércio Exterior (Camex)

      Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)

      Ministério das Relações Exteriores (MRE)

      Receita Federal do Brasil (RFB)
      (Controle Aduaneiro e Combate a crimes)

      Claro que daria certo, Espectro, só precisaríamos fechar negócios com estas nações, que Bolsonaro as repele porque está preso ao saco do Tio Sam!

      Abração.
      Saúde e paz, parceiro.

      • Esqueci, Espectro, perdão.

        “Vamos alimentar os outros e ficaremos mais subnutridos do que já estamos.”

        Che, a nossa subnutrição não é causada pela exportação de alimentos, pois não existem carências de mercadorias para nós em qualquer setor primário, como dizem.

        Falta ao povo é dinheiro para comprar comida, simples.
        Milhões de desempregados;
        milhões recebendo o Bolsa Família, que os condenou à miséria perpétua;
        milhões na economia informal;
        milhões de pobres e miseráveis … che, eis as razões da nossa subnutrição.

        Depois, Espectro, o exportador não deixará que falte alimentos para o Brasil porque ele também não terá o que comer!

        Agora, com essa economia estagnada, milhões de brasileiros sem produzir, o nosso parque industrial sendo desmontado ultimamente, poucos negócios internos porque não temos investidores e empreendedores nacionais, pois não percebem futuro deste jeito como somos administrados, não existe outra saída para gerar empregos e trazer dinheiro para o Brasil, que não seja exportar o que temos em abundância, e até mais se quisermos:
        “papá”.

        Outro abraço.

  6. Max Vênia, endosso as palavras do conterrâneo Bendl.

    A meu ver,o texto está atualizado,mesmo escrito pelo um Hebreu ou por um Palestino..
    O importante é credibilidade dos fatos.

    Somos o celeiro do mundo,temos terras agricultáveis,coisas que eles não tem..

    Graças a Embrapa,o chanceler Gibson Barbosa, O Gaúcho de Bagé,Pratine de Moraes,e a mão firme do Presidente Geisel,o agronegócio conquistou o mercado internacional com produtos de qualidade.
    China,Índia, Rússia, EUA, Paquistão, Oriente Médio, África.

    Por paradoxal,temos êxito no agronegócio,mas, em outros setores, temos sérios problemas extruturais,que nos impede de sermos reconhecido como potência na ciências e tecnologias.

    De outra banda,Americanos,Europeus,Chineses,etc.. Compram terras aqui no Mato Grosso- do reverendo Moon, Amazonas, Pará,onde causa principal da morte da missionária Dorothy Stang, não veio a lume..
    Só veio a fachada.

    Ah, os Americanos,são donos de Cristalina, Catalão,triângulo mineiro,por causa do Nióbio..

    É o MERCADO!!!!

    • Prezado Souza POA/RS,

      Obrigado pelo apoio, e fico alegre porque entendeste as minhas colocações.

      Em razão do teu poder de síntese, que não tenho, resumiste com precisão cirúrgica o que eu quis dizer em várias linhas:

      “Somos o celeiro do mundo,temos terras agricultáveis,coisas que eles não tem..”

      Pronto.
      Discutir mais o quê?
      E temos muito mais terras para cultivar, se quiséssemos, e mais poderíamos colher de grãos, se for o caso.

      Agora, se o próprio Brasil não ajuda os produtores, então vendemos muito menos pelos custos altíssimos dos insumos, fica complicado aproveitar as terras cultiváveis que possuímos, pois o custo da produção se torna proibitivo qualquer tentativa de ampliarmos o setor agro-pastoril.

      Por que a comida é cara para o nosso povo?
      Além do nosso ridículo poder aquisitivo, os impostos que incidem sobre os alimentos são verdadeiros crimes contra a economia popular!

      Che, se o presidente elimina os impostos na importação de armas, mas mantém e até aumenta os relativos a gêneros alimentícios que nós mesmos produzimos, eis o impasse maior existente entre exportador e vender para o mercado interno a sua produção.

      Ora, ora, sem os impostos, taxas, tarifas, que são adicionados dentro do Brasil, e lá fora esses emolumentos serem muito menores, quem subsidia o alimento exportado somos nós mesmos, os pobres, miseráveis, desempregados, pessoal que labuta na economia informal!!

      Os preços são elevado demais para o povo, menos para quem os importa de nós, do Brasil.
      Agora, se os custos fossem menores, o povo comeria mais, a produção seria mais consumida nacionalmente, e teríamos preços até mais competitivos para o mercado externo.

      Tenta fazer os nossos especialistas governamentais entenderem essa distorção, tenta!

      Abraço.
      Saúde e paz.

  7. Caro Bendl,

    És o esteio do blog justamente,por ter,um bom estoque de dissertação argumentativa,dê,dar inveja aos diplomados…

    Entendo,como auspicioso esse artigo-texto do senhor José Conty,
    que o colega Assis Causanilha,trouxe a baila..

    A pergunta.?
    É, qual o pensamento dos candidatos a presidência sobre o assunto.
    O único que fala,e tem política externa e interna sobre o tema, é o CIRO GOMES,os demais se esconde.

    Já sabemos,que o atual presidente,BRIGOU, com os nossos principais clientes,por motivos ideológicos- filosóficos,por sinal, inconcebível nos dias atuais, pois,os nossos clientes estão inserido no mercado de capitais.

    Forte Abraço…

    Hoje dia 02 Maio,TAURINO,darei um tempo para mim.
    Vou comemorar assando uma costela gorda,e tomar umas boemia.

  8. Prezado Souza POA/RS,

    Bom dia e bom domingo.

    Parabéns pelo aniversário.
    Saúde, paz, sucesso, realizações, e sempre junto com teus amados.

    Dias atrás contestei um artigo que dizia a eleição de 22 será entre Bolsonaro e Lula, e que o resto era o resto.
    Na minha discordância, afirmei que qualquer outro candidato, até mesmo eu, seria melhor que um ou outro, pelo fato do quanto ambos são lesivos e prejudiciais, nocivos e nefastos ao povo e Brasil.

    Por uma dessas casualidades, ontem ouvi os pronunciamentos de Bolsonaro, Lula e Ciro Gomes, sobre o 1º de Maio.
    Penso que deveríamos iniciar a campanha em favor de Ciro o quanto antes.

    Se é para termos uma terceira via, e necessariamente outra opção fora destas duas excrescências que conhecemos, indiscutivelmente Ciro é a indicação.

    Desde a redemocratização do Brasil, em 85, temos tido uma onda de azar enorme, que não posso dizer incompetência porque o povo é inculto e incauto.
    Agora, basta de tantos erros cometidos.

    Temos de deixar de lado as questões pessoais e até mesmo partidárias, e pensarmos no País.
    Se gosto ou não de Ciro não vem ao caso.
    A questão é que entre este pessoal candidato à presidência, Ciro dá de relho.

    Se, antes, o objetivo era derrotar o PT, e Bolsonaro era a arma à disposição, neste momento esta arma se voltou contra nós. Temos de neutralizá-la com outro equipamento melhor e mais potente, que se chama Ciro.

    Por outro lado, por favor, nada de eu ser um dos “esteios” do blog, longe disso.
    Eu apenas publico minhas ideias, opiniões e interpretações, sobre a situação brasileira.
    Poucas ou raras são as minhas convicções, que as defendo com ardor, com veemência, porém estou sempre disposto a mudar meus conceitos, pelo fato que a cada dia amadurecemos ou encontramos quem sabe mais a respeito do que julgamos ter domínio.

    Feliz Aniversário.
    Abraço.
    Saúde e paz.

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