Crise com o Egito apressa a indicação do novo ministro das Relações Exteriores

O presidente eleito Jair Bolsonaro durante entrevista no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (7) — Foto: Reprodução / Jornal NacionalJosé Carlos Werneck

A tensão diplomática com o Egito, depois que foi anunciada a mudança de embaixada em Israel, apressou a definição da escolha do futuro chanceler do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A crise entre Jair Bolsonaro e o Egito, com a notícia da transferência da embaixada brasileira em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém, está sendo decisiva para a escolha do novo titular do Ministério das Relações Exteriores. Agora só é cogitado o nome do embaixador José Alfredo Graça Lima.

COMÉRCIO EXTERIOR – Possuidor de larga experiência em comércio exterior, ele passou vários anos esquecido nos dois governos do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva , quando o Chanceler era Celso Amorim.

Graça Lima era uma pessoa muito próxima do falecido embaixador Luiz Felipe Lampreia, chanceler do governo Fernando Henrique Cardoso, e passou longos períodos anos chefiando os consulados de Nova York e Los Angeles, função tida como secundária no Itamaraty, e depois se aposentou da carreira diplomática em 2016.

Sua nomeação é considerada como uma indicação do grupo do general Augusto Heleno, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional .

O governo de transição se esforça para pacificar os ânimos no cenário internacional depois da decisão de última hora do Egito cancelando a viagem do chanceler Aloysio Nunes Ferreira ao país, decisão interpretada como uma retaliação aos planos de Jair Bolsonaro de transferir para Jerusalém a sede da embaixada do Brasil em Israel.

Some-se a isso o fato de que Bolsonaro se envolveu em controvérsias a respeito das relações diplomáticas do Brasil com Cuba e do Acordo de Paris sobre o clima.

OUTRO NOME – Fala-se também no nome do embaixador Luís Fernando de Andrade Serra, que até meados do ano chefiava a representação do Brasil na Coreia do Sul, segundo fonte da equipe de transição ao jornal Estado de S.Paulo.

Serra foi, até meados do ano, embaixador do Brasil na Coreia do Sul. Segundo pessoas próximas, ele conheceu o presidente eleito durante o tour do então pré-candidato pela Ásia no início deste ano, e houve muita afinidade entre os dois.

8 thoughts on “Crise com o Egito apressa a indicação do novo ministro das Relações Exteriores

  1. Eu sempre fui um admirador do povo árabe, e não poderia ser diferente.

    A contribuição para o desenvolvimento da humanidade foi majestosa, sobressaindo-se em vários aspectos culturais, sociais, ciência, tradições e costumes.

    O surgimento de Maomé deu aos árabes a identidade que precisavam, um culto para que professassem, e duas cidades sagradas para romarias pelo menos uma vez na vida de cada muçulmano, Meca e Medina, ambas localizadas na Arábia Saudita.

    Medina, por sinal, foi a primeira cidade regida pelos princípios teocráticos adotados por Maomé, em 622, quando teve de fugir de Meca porque seus habitantes não concordavam que o Profeta ia contra o paganismo.

    Assim se deu a Hégira, a Diáspora judaica.

    Dito isso, o mundo árabe se fechou em copas.

    A vida no deserto, a constituição de suas famílias, seus modos e costumes, a sua religiosidade férrea, determinaram que os demais povos lhes seriam prejudiciais à existência, ainda mais que as suas terras de origem eram constantemente invadidas por impérios poderosos, que se adonavam de suas cidades e aldeias.

    Logo, sempre o árabe teve consigo contestações sobre o Ocidente, e mais ainda se tornou radical, conforme as escaramuças denominadas de Cruzadas, que não aceitavam a região de Jerusalém em mãos que não fossem cristãs.

    Quando houve a Declaração de Balfour, em 1917, concedendo aos judeus uma faixa de terra na Palestina, e que haveria dois Estados, o judeu e o palestino, a oficialização do Estado de Israel em 48, desencadeou a primeira guerra entre os primos, continuando em 56, 67, 73, e várias Intifadas (insurreições), sendo a primeira em 87, quando os israelenses começaram a invadir o território designado para construção de casas, e depois com a construção do muro separando árabes dos judeus.

    A visita provocadora de Sharon à Esplanada das Mesquitas ou Monte do Templo, surgiu a segunda Intifada, e com milhares de mortos palestinos.

    Portanto, a situação da Palestina vem sendo arrastada desde 48, há setenta anos, e sem solução.

    Caso os árabes fossem unidos, e não sunitas, xiitas, o Estado Islâmico, reinados e ditadores, e com o petróleo propiciando um meio de vida muito bom às nações que os têm em seu solo, os árabes deveriam peticionar à ONU que estabelecesse a votação do Estado Palestino, e desse fim a esse problema.

    Não.
    Os interesses comerciais sobrepujaram a solidariedade ao povo palestino, o primo pobre, assim como o Iêmen, então o desinteresse pela questão dos povos árabes mais abastados.

    Portanto, o protesto egípcio é ridículo, inócuo, sem qualquer sentido, caso Bolsonaro efetue a mudança da nossa Embaixada em Tel Aviv para Jerusalém.

    Caso fosse mesmo preocupado com seus irmãos palestinos, o Egito, único país árabe que reconhece o Estado de Israel, já deveria estar negociando há muito tempo uma solução para esse impasse.

    Depois que os próprios egípcios mataram Anwar Sadat, Prêmio Nobel da Paz em 78, numa parada militar em 81, quando os tanques que desfilavam se voltaram para o palanque e abriram fogo, matando o presidente e dezenas de pessoas, atentado desfechado pela Jihad Islâmica Egípcia, e este país vive momentos de permanente inquietação, Bolsonaro não deve dar ouvidos a esses protestos, e efetivar aquilo que para nós, brasileiros, é o mais importante.

  2. Esquisita a atitude egípcia.
    Este país tem relações diplomáticas normais com Israel. Fizeram as pazes na época do Presidente Jimmy Carter, através dos encontros de Camp David em 1978. Sadat pelo Egito e Menachen Begin representando os israelenses.
    Se as duas nações têm ACORDO DE PAZ, por que diabos aconteceria esta atitude? Só por causa da intenção de transferência da Embaixada do Brasil para Jerusalém?
    Por que o Egito não fechou as portas então ao Secretário de Estado dos EUA?
    Tem muito país se metendo com o Brasil, a verdade é essa. Todo o mundo dá palpites e faz ameaças de retaliação.
    Ridiculo.

  3. Bolsonaro não vai deixar de mudar o local da embaixada por causa do Egito, podem espernear a vontade. O ministro da relações exteriores de Temer é que foi rejeitado, Bolsonaro só assume em janeiro.

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