Cunha e Funaro, dois personagens fatais, disputam a delação junto à Lava Jato

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Pedro do Coutto

Cada vez me convenço mais da realidade contida na frase do senador Magalhães Pinto, durante uma conversa com José Aparecido, à qual eu estava presente, ao dizer que a política é como a nuvem: muda de forma e direção a todo instante. Agora, por exemplo, enquanto as atenções se concentravam no voto a favor do presidente Temer na CCJ, o repórter Murilo Camaroto, do Valor , edição desta sexta-feira, revelou que o ex-deputado Eduardo Cunha concluiu esta semana os textos para encaminhar a Rodrigo Janot, Procurador -Geral da República, apresentando sua proposta de delação premiada.

Em Brasília, seu parceiro nas operações financeiras à sombra da lei, o doleiro Lúcio Funaro, avança no processo da delação e já afirmou que por diversas vezes entregou malas de dinheiro proveniente de corrupção ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Camaroto acentua que, para a PGR, a tendência é aceitar apenas uma das delações, ou a de Cunha ou a de Funaro. Mas existe a hipótese de se unirem num texto só.

OVERDOSE – A delação de Cunha e de Funaro, dois homens fatais de Nelson Rodrigues no teatro da corrupção, efetivamente é dose para dinossauro. Seu conteúdo inevitavelmente se revestirá de proporções absolutamente explosivas. Ambos, acredito, detêm fatos ocultos em pelo menos 50% das ações desenvolvidas pela Operação Lava-Jato.

Eduardo Cunha, segundo a matéria do Valor permite entender, está com pressa porque sentiu que dificilmente poderá ser beneficiado com o tradicional habeas corpus, que no passado liberou número muito grande de acusados na Justiça, conduzindo os respectivos processos para o mundo das prescrições. Lúcio Funaro, que não atuaria longe de Cunha, deve estar possuído da mesma percepção. Para ambos chegou a hora de decidir alternativas para seus caminhos.

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BRADESCO BUSCA DEMISSÃO INCENTIVADA

Reportagem de Aline Bronzati, Estado de São Paulo também de sexta-feira, manchete do Caderno de Economia, revela que o Bradesco vai lançar na próxima segunda-feira seu primeiro plano de demissão ou aposentadoria incentivada.A meta é afastar 10 mil empregados de seu quadro total de 106 mil funcionários, o que corresponde a aproximadamente 9%. O Bradesco não é a única empresa a implantar planos assim. A meta é reduzir a folha de salários.

Mas as consequências traduzem igualmente queda na receita do INSS e das contribuições empresariais para o FGTS. Além disso, as demissões e aposentadorias impulsionadas pela iniciativa resultam também no saque de 40% do FGTS, multa rescisória tanto no caso das demissões, quanto no caso das aposentadorias. Ambas as situações são compulsórias de fato.

Relativamente às empresas que possuem fundo de complementação de aposentadorias, sob o ângulo da despesa, trata-se na verdade de uma transferência de encargos. Sem proveito algum e cujo reflexo amplia o número de desempregados no país.

Se o desenvolvimento de uma nação se mede também pelo índice de empregos, a política de redução de vagas representa um retrocesso a mais na recessão brasileira.

One thought on “Cunha e Funaro, dois personagens fatais, disputam a delação junto à Lava Jato

  1. Eduardo Cunha é dissimulado, maquiávélico, mal caráter, a intenção dele é simplesmente pressionar o presidente Michel Temer e vários outros personagens que ainda se encontram no poder, é uma pressão psicológica, sabe de muita coisa, mas prefere esgotar ao máximo a paciência dos personagens ocultos e MPF, quando não tiver mais altenativa, vai abrir a boca, mas não vai falar tudo que sabe, o mais importante é que o MPF faça ele devolver tudo que roubou e colocá-lo em cana por um bom tempo, não acredito mais em papai noel, com a justiça que temos não acredito, vai sair logo e ficará livre para gozar a grana que roubou do povo.

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