Da base de Dona Dilma, os governadores mais importantes são os da Bahia (Jaques Wagner) e de Pernambuco (Eduardo Campos), reeleitos no primeiro turno. E não é só por isso.

Helio Fernandes

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que também ganhou no primeiro turno, era ministro da Justiça, todo poderoso, íntimo de Dona Dilma. Acontece que Tarso fala muito, já se coloca na “linha do pênalti” para 2014.

Minas e São Paulo têm governadores de legendas adversárias, embora isso não signifique muito. E no Estado do Rio, um governador desastrado, não se pode confiar nele.

NENHUM CHEFE DE ESTADO NA POSSE

O Itamarati insiste em marcar os lugares para as “autoridades”. E eu insisto: só estarão aqui, representantes, duvido que indiquem um presidente ou primeiro-ministro. Nem é desprestígio e sim a aberração da posse no primeiro dia do ano. Quem ficará satisfeito de estar num avião amanhã ou depois?

A CORRERIA DOS GOVERNADORES

Os governadores, todos, mesmo os reeeleitos, tomam posse no dia 1º. Mas querem ir a Brasília, apertar a mão da nova presidente.  Estão marcando a posse para mais cedo, aviões com motores roncando para levar governadores a Brasília. Alguns já garantiram até “carona” com vizinhos mais importantes.

RECORDANDO 1986: SARNEY E TASSO

José Sarney convidou o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, para ministro da Fazenda. Meia-noite, quando Sarney telefonou (convidou também um personagem do Rio), Tasso não tinha transporte, ligou para o governador de Sergipe, sabia que ele tinha avião.

Jereissati, satisfeitíssimo, viajou para Brasília, chegou por volta das 7 horas da manhã. Não adiantou tanto esforço, já estava VETADO pelo Doutor Ulisses Guimarães.

O representante do Rio tomou posse, como se não tivesse acontecido nada. Não roubou, mas foi inutilidade completa, substituído logo depois.

MARCOS FREIRE E A REFORMA AGRÁRIA

Com Sarney não deu nada certo. Convidou o senador Marcos Freire (belo personagem) para ministro da Reforma Agrária. Estive com ele no Rio Grande do Norte, na inauguração da TV Cabogy, de Aluizio Alves.

Intimíssimo de Marcos Freire, me revelou: “Helio, estou fazendo a reforma agrária para valer. Acho que está com 50 anos de atraso. Mas estou recebendo muitas ameaças, “para ou morre”.

Marcos não era homem de parar coisa alguma, continuou a reforma. Poucos meses depois, o ministro da Reforma Agrária morria num estranho acidente de avião, que explodiu no Pará ao decolar, matando ele e mais sete pessoas. Agora na posse de 37 ministros, é hora de lembrar a eles: “Fazer pode ser perigoso e até mortal”.

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