Da estranha Guerra CONTRA o Paraguai, de 1864 a 1870, até a Itaipu binacional, a FAVOR do Paraguai, pelo resto da vida.

Helio Fernandes

Por mais que esteja gasta, a palavra tem que ser utilizada para definir o aumento do que o Brasil paga ao Paraguai: i-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l. Isso pela “parceria” para a construção do que passou a se chamar de Itaipu-Bi-Nacional, a segunda maior hidrelétrica do mundo.

Importantíssima para o Brasil, “dádiva de Deus” para o Paraguai. Só podia ser feita com esse país, mas não precisávamos ser tão generosos com o país que combatemos (aliados com Argentina e Uruguai), cumprindo ordens da Inglaterra, que então dominavam o mundo. Não podia nem ser “arrependimento ou remorso”, isso ocorreu há mais de 140 anos. (O fim da tragédia).

O que pouca gente sabe: o Paraguai não tinha recursos sequer para investir na construção. Então ficou acertado: o Brasil financiaria tudo, o Paraguai venderia ao Brasil “a sua parte da energia que não pudesse utilizar”.

O Paraguai receberia a sua parte em dinheiro, menos um por cento (não leram errado: UM POR CENTO do que recebiam anualmente). Quer dizer, levariam 100 anos para pagar o que o Brasil investira. Na época esse pagamento ficou estipulado em 120 milhões, que o Brasil sempre honrou.

Agora, elevaram esse pagamento para 360 milhões e também com o mesmo 1 por cento descontado. Quer dizer: o Paraguai RECEBE essas 360 MILHÕES, e devolve ao Brasil, 3 milhões e 600 mil reais.

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PS – Esse contrato, “reassinado” agora, termina em 2023. Não fiquem animados, pensando: “São apenas mais 12 anos”.

PS2 – Não sei quem estará presente para verificar, logicamente sem comemorar: nada surpreendente que esses 360 milhões sejam aumentados, no mínimo, para 720 milhões.

PS3 – Descontados, então, 7 milhões e 200 mil reais. Ainda seremos República?

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