Dá muito trabalho lutar por uma internet livre

Carlos Newton

Como se sabe, aqui na Tribuna da Internet não há censura nem moderação de comentários pela Editoria do Blog. O que não esperávamos é que houvesse cerceamento de comentários pela própria estrutura da internet.

Depois da reclamação de comentaristas como Paulo Solon e Darcy Leite, comprovamos que há mensagens que são erroneamente consideradas “spams” (propaganda indesejada e invasiva). O motivo é que os programas contra os “spams” funcionam de forma enlouquecida, confundindo alhos com bugalhos, como se dizia antigamente.

Assim, para evitar que comentários sejam bloqueados indevidamente, a Editoria do Blog ganhou mais essa função: estar permanentemente controlando o que é realmente spam, para liberar o que é comentário.

Traduzindo: a internet pode ser livre, mas tudo é relativo. E se algum comentário seu não foi imediatamente publicado, aguarde um pouco que o liberaremos o mais rápido possível.

5 thoughts on “Dá muito trabalho lutar por uma internet livre

  1. AUGUSTO NUNES

    09/12/2013 às 19:57 \ Direto ao Ponto (Veja)

    Assustada com o livro-bomba, a seita tenta desqualificar o delegado que Lula sempre achou ‘muito respeitado’

    A esgotosfera transformou-se num tsunami de chiliques depois de confrontada com a reportagem de VEJA que antecipou a péssima notícia para quem tem culpa no cartório: o delegado Romeu Tuma Junior resolveu revelar, num livro de 557 páginas, boa parte do muito que sabe sobre bandalheiras produzidas, dirigidas e/ou protagonizadas por figurões do governo. Nomeado pelo então presidente Lula, Tuminha chefiou por três anos a Secretaria Nacional de Justiça. Demitido em 2010, esperou mais três para revidar com chumbo grosso. Ele conta coisas de que até Deus duvida.

    Ainda atarantada com a prisão dos mensaleiros,a seita lulopetista decidiu recorrer à safadeza mais antiga que o Dia da Criação: se faltam aos acusados álibis sustentáveis ou mesmo desculpas esfarrapadas, resta a tentativa de desqualificar o acusador. Engajados na conversa fiada, alguns blogueiros estatizados vêm republicando trechos de artigos em que, apoiado no que afirmavam autoridades federais, defendi o afastamento de Tuma Junior. Nesta segunda-feira, ele reiterou que nenhuma das denúncias prosperou. “Não sofri uma única sanção judicial”, garantiu.

    Não tenho compromisso com o erro. Se porventura foi assim, devo desculpas ao delegado. Devo também reconhecer que a razão estava com quem, à época, defendeu Tuminha. Luis Nassif, por exemplo, enxergou outra conspiração na reportagem do Estadão sobre o aparente envolvimento do secretário nacional de Justiça com a máfia chinesa que age em São Paulo. Encabeçada pelo próprio blogueiro, uma lista de vítimas que Nassif qualificou de “assassinato de reputações” incluiu o nome do secretário nacional de Justiça.

    Confiram o que Nassif escreveu em 7 de maio de 2010:

    “O delegado Romeu Tuma Junior consegue o bloqueio das contas do Opportunity nos Estados Unidos e sugere a utilização dos recursos no Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública). É alvo de um ataque, agora do Estadão, em cima de vazamento seletivo de grampos, apesar de nem o Ministério Público ter encontrado elementos para indiciá-lo. Ou seja, um grampo, que não se sabe de onde surgiu, atribuído à Polícia Federal, sem que esta confirme, é transformado em peça de acusação”.

    “É preciso levar em conta a folha de serviços prestados ao país por um delegado muito respeitado”, concordou Lula na época. ”Ele é um delegado muito experimentado na polícia paulista, na polícia brasileira. É preciso esperar o fim das investigações”. Como as investigações deram em nada, o autor deveria enriquecer a contracapa do livro os testemunhos elogiosos de Lula e Nassif.

    Os esclarecimentos e ressalvas acima registrados são necessários, mas irrelevantes. O que importa é o conteúdo estarrecedor do livro-bomba. O essencial é levar adiante as revelações de Tuma Junior, que continuariam exigindo aos berros confirmações ou desmentidos. Mesmo que Tuma Junior fosse um meliante de nascença, mesmo que fosse ele o mandante da morte de Jesus Cristo, o bando de alvejados pelos disparos do delegado continuariam obrigados a explicar-se.

    Fatos não são revogados pela biografia de quem os testemunha. Denúncias não são anuladas pelo prontuário de quem as revela. A máfia italiana foi duramente atingida, e tanto o terrorismo de extrema-esquerda quanto o de extrema-direita acabaram desmontados, graças aos depoimentos dos pentitti, ou arrependidos. É compreensível que um ex-mafioso como Tommaso Buscetta tivesse muito mais a dizer sobre a organização criminosa do que o Papa João Paulo II. E o depoimento de um ex-militante do PCC será sempre muito mais revelador que as declarações de uma carmelita descalça.

    Se Tuma Junior está mentindo, que seja processado pelas vítimas de falsidades. Se o que diz é verdade, Dilma Rousseff terá de cumprir às pressas a promessa feita por Lula em 2003: construir mais prisões federais. Um puxadinho na Papuda não bastará para abrigar a multidão.

  2. RODRIGO CONSTANTINO

    O Globo – opinião

    Conviver com o contraditório

    Publicado:
    10/12/13 – 0h00

    Nunca conheci pessoas mais dogmáticas do que aquelas que falam em pluralidade o tempo todo, assim como nunca conheci pessoas mais intolerantes do que as que pregam tolerância o tempo todo. A esquerda caviar que o diga: seu discurso é só da boca pra fora. Pura retórica vazia.
    A imprensa brasileira tem claro viés de esquerda. Os jornalistas e colunistas “progressistas” estão em muito maior quantidade do que os assumidamente conservadores ou liberais. O mesmo ocorre na academia, com as universidades dominadas pelo marxismo. Eis um fato facilmente comprovado no dia a dia.
    De uns tempos para cá, porém, tem ocorrido uma tímida reação, e a direita tem conquistado algum espaço. Ainda é minoria, sem dúvida. Não obstante, essa presença tem sido suficiente para despertar o pânico nos esquerdistas, acostumados com sua confortável hegemonia.
    Basta ver a reação geral. Míriam Leitão chegou a escrever um artigo contra a tal “direita hidrófoba” que, segundo ela, empobrece o debate no país. Mas seu texto só tinha ofensas e rótulos, sem argumentos. É assim que o debate será elevado pelos “moderados”?
    A ombudsman da “Folha” rotulou Reinaldo Azevedo de “rotweiller” logo após seu artigo de estreia no jornal, que continha apenas argumentos e fatos. Paulo Nogueira afirmou que a “Veja” virou um veículo de Olavo de Carvalho, ignorando Caio Blinder e outros que lá escrevem com viés de esquerda. Ainda me colocou no rol dos “discípulos entusiasmados” do filósofo. Ignorância ou má-fé?
    Verissimo, em sua coluna de domingo, disse que só há economistas liberais seguidores de Hayek na imprensa, enquanto um “herói” isolado chamado Paul Krugman enfrenta todos na defesa do keynesianismo. Como pode alguém inverter totalmente os fatos com tanta cara de pau? Gostaria de saber um só economista “austríaco” na imprensa, à minha exceção.
    A esquerda acusa os jornais independentes de fazerem parte da tal “mídia golpista”. Mas, usando o caso deste jornal, temos o próprio Verissimo, Francisco Bosco, Caetano Veloso e tantos outros defensores da esquerda, até mesmo a mais radical (PSOL, black blocs etc). Na “Folha” temos Vladimir Safatle, Clovis Rossi, Andre Singer e vários outros também.
    Ou seja, o que a esquerda parece não suportar é justamente a pluralidade que tanto diz defender. Prega a “diversidade”, desde que todos concordem com seus pensamentos. Não tolera aqueles que ousam discordar com mais veemência de suas bandeiras politicamente corretas.
    Olavo de Carvalho resumiu bem a coisa: “Só o que isso prova é que esses sujeitos acham tão natural ser donos da mídia, que a simples presença de um bicho estranho no seu curral lhes causa uma indignação sincera e dolorida.”
    Alguns chegaram a levantar a tese de que a internet e as redes sociais estariam polarizando demais o debate político. Mas tenho uma tese alternativa: a internet tem dado voz a uma imensa quantidade de pessoas cansadas justamente da hegemonia de esquerda na grande imprensa.
    Enquanto o casamento da Daniela Mercury ou o jantar beneficente de artistas em homenagem a Amarildo parecem ser as notícias mais importantes do mundo em alguns veículos, o povo quer saber de saneamento básico que não chega nas favelas, ou da polícia prendendo bandidos, que não são vistos como “vítimas da sociedade”, como ocorre com boa parte da esquerda.
    Pesquisas recentes do Datafolha mostram que metade da população defende menos estado, menos impostos, e mais liberdade individual. Mas qual o partido que endossa tais propostas? Qual partido prega a redução do papel estatal na economia e em nossas vidas? A direita é órfã política.
    É isso que finalmente começa a mudar. A direita liberal ou conservadora esboça uma reação, ainda que tardia. Há ventos de mudança no ar. Os eleitores estão cansados do domínio esquerdista na política, e os leitores estão saturados da hegemonia de esquerda na imprensa.
    Qualquer democracia avançada tem partidos fortes conservadores ou liberais, e veículos de imprensa abertamente de direita, como a Fox americana, para se contrapor à CNN ou à MSNBC. É parte do jogo democrático.
    Já no Brasil, até o PSDB é visto como “neoliberal” ou “direita”, um partido que em qualquer lugar do mundo desenvolvido seria visto como centro-esquerda. Isso mostra a hegemonia esquerdista em nosso país, assim como o atraso de nosso debate político.
    A direita democrática acordou, e tem avançado. Isso está tirando o sono da esquerda, que reage com histeria, rótulos e ofensas. Precisa aprender a conviver com o contraditório. Isso é democracia.

  3. Zé Antônio não perde a condição, que já deixou bem claro por aqui e que Scholand já observou muito bem, há tempos, de que ele se acha dono do blog.

    Coloque condições de uso, Zé Antônio, no seu blog.

    Como ele é bobinho

  4. Vou responder à sua indagação, ZA.

    Como já deixei claro aqui, sou cético.
    Não acredito nem na minha mente.
    Já, fatos concretos….
    Bem, então, como tentei demonstrar aí em cimas, o que me interessa são fatos concretos . Portanto acho importantíssimo ter contato com as mais diversas opiniões, pois assim aumenta a chance deles serem expostos à luz de todos.
    O que facilita para os leitores tirarem suas próprias conclusões.
    Enfim, não quero saber se o portador de fatos concretos seja de esquerda, direita ou centro. Deus ou Diabo.
    Com os fatos estão a verdade e a somente aos fatos me curvo.

    Isto é democracia.

    E , neste país atrasadíssimo, culturalmente, a democracia está sempre em risco devido a essa gente do pensamento único que domina a imprensa .
    Não pelo povão que conhece a vida na prática e sabe que o sonho de um amanhã melhor só depende dele e não virá do estado, que ele está careca de saber que só dá ladrões, que lhe toma quase a metade do seu esforço em impostos e nada lhe dá em troca.

  5. Não meu caro ZA, infelizmente não recebo nada e por isso continuo pobre.
    Quem ganha com reportagens são os profissionais do jornalismo.
    O que me interessa é a diversidade de opiniões.
    O contraditório.
    A democracia.

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