Daniel Silveira não está sozinho e se sente estimulado pela vocação golpista de Bolsonaro

Daniel Silveira diz que colocará tornozeleira por causa da multa

Tudo por dinheiro! O que assustou Silveira foi a multa elevada

Vicente Limongi Netto

O deputado Daniel Silveira é mais um embusteiro, covarde e estúpido serviçal de Bolsonaro. Insiste em afrontar as leis. Bota banca de valente. Inacreditável como são eleitas figuras patéticas como o famigerado e truculento deputado. Não defendo ministros de tribunais superiores, mas se membros da Suprema Corte e as leis são desrespeitadas, a democracia sofre abalos. Isso pode significar que pretendem destrui-la.  

Ao mesmo tempo, mentes doentias voltam a insinuar golpe. A começar por repetidas declarações do mito de araque. O quadro é grave. Parlamentares também têm limites. Não podem confundir liberdade de expressão com destrambelhos e irresponsabilidades.

ATRÁS DA IMUNIDADE – Muitos se escondem atrás da   imunidade para xingar e ameaçar. Outros vão na onda. Até alguns senadores já entraram no mesmo balaio idiota e inconsequente, na colossal ânsia de obter migalhas do noticiário.  Fantasiados de machões.  O assunto vai render. Tenho ânsia de vômito.

A propósito da pantomima armada pelo inacreditável Daniel Silveira, creio que foi notável e impecável a nota do ministro do STF, Alexandre de Moraes, repudiando e lamentando os delírios do parlamentar bolsonarista.

“Estranha e esdrúxula situação, onde o réu utiliza-se da Câmara dos Deputados para esconder-se da polícia e da justiça, ofendendo a própria dignidade do Parlamento, ao tratá-lo como covil de réus foragidos da justiça”, salientou Moraes. Adiante, o ministro da Suprema Corte chamou de “duvidosa inteligência a opção do réu, pois o mesmo terminou por cercear sua liberdade aos limites arquitetônicos da Câmara dos Deputados, situação muito mais drástica do que aquela prevista em decisão judicial”.

90 ANOS DE CABRAL – Outra expressiva homenagem aos anos 90 anos do jurista, ex-senador e ex-ministro Bernardo Cabral. Desta vez, foi feita pelogeneral Agenor Francisco Homem de Carvalho, ex-chefe do gabinete militar do governo Collor:

“O trabalho de Bernardo Cabral como relator da Constituinte   foi excepcional, em momento histórico da vida nacional. Foi talvez o maior responsável por não permitir revanchismos às Forças Armadas no texto constitucional, apesar do desejo e pressão de seus pares. Observe-se que Cabral, quando deputado, foi cassado pelo governo militar, o que mais enobrece a sua conduta. Quem me disse e comprovou essa assertiva foi o saudoso e operacional ministro do Exército, Leonidas Pires Gonçalves. Por isso, é importante a preocupação em merecidamente homenageá-lo”.

OUTRA HOMENAGEM – O advogado, escritor, compositor e poeta Estenio Campelo, cearense de nascimento e brasiliense por amor, dedicação e trabalho, alimenta na alma e no coração sentimentos do bem. Cultiva ações que elevam o espírito. Tem o saudável e exemplar dom de ajudar os mais necessitados.

Nesse sentido, foi homenageado com placa de reconhecimento pelo Hospital da Criança de Brasília, pela doação de equipamentos para análises clínicas. O Hospital da Criança nasceu com a colaboração maciça e edificante de apoiadores. Hoje o Hospital é uma realidade. Graças aos bons corações. Como o de Estenio.

Pela ajuda que também dedica, com entusiasmo, ao Instituto do Coração, de São Paulo, Estenio recebeu emocionado memorando de agradecimentos do conselheiro diretor da entidade, professor e doutor Roberto Kalil Filho.

11 thoughts on “Daniel Silveira não está sozinho e se sente estimulado pela vocação golpista de Bolsonaro

  1. Curiosidade de um observador.
    Quando o ex presidiário recebeu o mandado de prisão e se recusou a obedecer entrincheirado no sindicato com a claque de sempre a imprensa de sempre não publicou uma desobediência às instituições. Publicou a resistência de um líder. Lula vale tanto quanto um Silveira. Dois boçais em relação às leis.

  2. Entendamos: Os “para tanto alçados”, o são, para cumprir o que o sistema “alça-dor lhes determina fazer e fim de papo, faz e pronto acabado!

  3. Vicente Limongi, bom dia.
    Aprendi a gostar do Relator da Constituinte de 1988, o jurista e amazonense, Bernardo Cabral, após elogios frequentes, do saudoso e imortal jornalista Hélio Fernandes, no seu jornal impresso e diário Tribuna da Imprensa.
    Quando vinha ao Rio de Janeiro, Bernardo Cabral almoçava no Restaurante do Mosteiro na Praça Mauá na companhia do escritor e jornalista Aristóteles Drumond.
    Vida longa com muita saúde para esse excepcional brasileiro.

    • Valeu, Roberto, pela lembrança e pelo justo depoimento ao Bernardo Cabral. Sempre bem acompanhado. Ari é grande. Passarei a ele teu texto. saúde e fé.

      • Ele precisa saber, que tem milhares de admiradores no Rio de Janeiro. Sendo esse escriba aqui, um dos maiores entusiastas.
        Bernardo também presidiu a OAB.
        No texto anterior saiu Tributária, o correto é Tribuna da Imprensa. Há esse word!
        Todas as Loas, ao deputado Bernardo Cabral, ainda serão poucas.
        Está fazendo falta no Congresso.
        A dobradinha de Bernardo Cabral com o Senhor Diretas, Ulisses Guimarães, respectivamente Relator e Presidente da CF/1988, foi um acontecimento histórico.
        Inesquecível, pelo legado construído para a nação brasileira. O povo merecia esses dois gigantes.

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