Datafolha traça panorama realista para o Senado

Pedro Do Coutto

Pesquisa do Datafolha publicada na edição de segunda-feira da Folha de São Paulo, comentada pela repórter Cátia Seabra, focaliza a posição atual, em matéria de intenção de voto, dos candidatos ao Senado nos sete principais estados do país. São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco reúnem 65% do eleitorado nacional.

O maior colégio é o paulista (22%), seguido de Minas pesando 10,7 e o Rio de Janeiro que representa 8,5% do total de 135 milhões de eleitores habilitados às urnas de 3 de outubro. Para o Senado não há segundo turno, portanto qualquer maioria é definitiva. Entretanto este ano serão renovados dois terços da Câmara Alta. Assim, cada eleitor, se quiser, dá dois votos, ou seja, assinala dois nomes. Por isso, penso eu, os números apresentados no levantamento devem ser divididos por dois. O que, vale frisar, nada influi em matéria de colocação dos nomes na disputa que se aproxima.

As tendências estão nitidamente refletidas. Mas na maioria dos casos não se vinculam com o programa da sucessão presidencial. Como, aliás, vamos ver. Basta confrontar os resultados publicados na segunda-feira com os da pesquisa presidencial publicados no sábado.

Em São Paulo, Marta Suplicy do PT, parece consolidada com 32%. A segunda vaga disputadíssima entre Romeu Tuma e Orestes Quércia; 22 a 21. Ciro Moura está próximo com 19. Já Netinho fica longe com 15 pontos. Os demais desaparecem na poeira.

Em Minas, Aécio Neves, com 62, está eleito antecipadamente. Itamar Franco também, com 41%. Fernando Pimentel em terceiro com 23. Estas tendências podem ajudar Antonio Anastasia para governador, na reta de chegada.

No Rio de Janeiro, com apoio de Lula e da Igreja Universal, Marcelo Crivella na frente com 42, seguido por Cesar Maia, 31, Lindberg Farias, 20, vindo em quarto distante, Jorge Picciani com 12 pontos. O quadro não se encontra ainda polarizado. Necessário esperar a campanha na TV, na qual Lidberg pode se aproximar mais de Crivella e Cesar. Visto da ponte do tempo, entretanto, o panorama está basicamente traçado.

No Paraná, Roberto Requião absoluto com 50, Gleise Hofman, esposa do ministro Paulo Bernardo, em segundo com 28. Índice alto. Depois, Barros, do PP, 19, e Gustavo Fruet, 16 pontos. Fruet (PSDB) pode crescer na televisão.

No Rio Grande do Sul, Germano Rigoto 41, seguido de Paulo Paim, 37, e Ana Amélia do PT com 33. Os demais estão fora do páreo. Muito fracos.

Em Brasília, Cristovam Buarque, PDT, um bom senador, lidera com 42. Em segundo, Rolemberg (PSB), 28, em terceiro Maria Lúcia Abadia (PSDB) com 23 pontos. Buarque consolidado, segunda vaga indefinida. Os outros candidatos aparecem muito longe.

Na Bahia, Paulo Borges, do PR, à frente com 34. Lídice da Mata em segundo com 26. Em terceiro Valter Pinheiro com 20. Cesar Borges, candidato do carlismo, parece firme. A segunda vaga pode oscilar entre a ex-prefeita de Salvador e o petista Valter Pinheiro. Vai depender da atuação pessoal de cada um.

Em Pernambuco, PT na frente, 42  com Humberto Costa. Marco Maciel, DEM, em segundo com 40. Armando Monteiro tem 29, está distante. Ex ministro Raul Jungman, mais longe ainda, com 12 pontos.

O Datafolha não pode, hoje, é claro, apresentar os já eleitos antecipadamente. Mas, de outro lado, divulgou tacitamente todos aqueles que não possuem chance alguma. Pesquisa é assim mesmo.

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