Datafolha, um freio na maratona de João Dória no rumo do Planalto

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Charge do Sandro (site Chuva Ácida)

Pedro do Coutto

Pesquisa do Datafolha, publicada neste domingo, pela Folha de São Paulo, reportagem de Igor Gielow, revela que 55% não votariam no prefeito João Dória para Presidente da República nas urnas de outubro de 2018, enquanto 18% apoiariam uma candidatura sua. O levantamento do Datafolha realizado nos dias 4 e 5 de outubro, sem dúvida representa um freio na campanha do prefeito para se tornar o candidato do PSDB à sucessão. Para 45%, o candidato dos Tucanos deveria ser o governador Geraldo Alckmin, maioria, portanto, que se choca contra o rumo assumido por Dória.

De outro lado, a sua administração, que era aprovada por 41% em junho, caiu para 32 pontos neste mês. Uma queda acentuada que coloca em confronto as promessas de campanha e sua realização de fato. Este problema não é só de João Dória. Ele assinala a diferença entre o candidato e o governante.

VIAGENS DEMAIS – Nas campanhas, os candidatos costumam prometer tudo. À frente, das administrações realizações concretas são poucas. No caso de João Dória 77%, são contrários as viagens que realiza pelo país participando de atos políticos. O resultado dos números do Datafolha ilumina a área de sombra entre a fantasia e a realidade.

Não adianta culpar os eleitores pelo desempenho dos candidatos eleitos. Os eleitores e eleitoras são as vítimas da contradição, não os culpados. O povo tem que votar em alguém. Os candidatos é que têm a responsabilidade de cumprir as promessas que fizeram ao longo das campanhas. Se não cumpriram o que deles se esperava, os prejuízos recaem sobre o povo. A população, no caso, é vítima do engodo, não lhe cabendo a culpa por desastres como os que atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff no seu segundo mandato e atingem o presidente Temer na primeira metade de sua atuação.

Lembro manifestação de apoio de Getúlio Vargas ao general Eurico Dutra na eleição de 2 de dezembro de 45: “Apoiamos sua campanha, apoiaremos seu governo, sempre que o presidente cumprir as promessas do candidato”. Esta é a questão essencial da política. As palavras e os fatos.

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AS CONTAS DOS FUNDOS DE PENSÃO

Reportagem de Nicola Pamplona, Folha de São Paulo dete domingo, destaca os déficits dos quatro principais fundos de aposentadoria complementar de empresas do governo. O presidente da Superintendência de Previdência complementar, Fábio Coelho, anunciou que até o final deste ano vão ser adotadas regras menos flexíveis para o desempenho, especialmente da Petros, Postalis, Funcef e da Previ.

O Fundo da Petrobrás apresenta um déficit de 27,7 bilhões de reais e para enfrentá-lo vai elevar a contribuição de 77 mil participantes. O Fundo da ECT encontra-se descoberto na escala de 6,2 bilhões. Da mesma forma que a Petros, o Postalis está implantando uma cobrança adicional para seus 89 mil participantes. A Empresa de Correios reúne 401 mil trabalhadores, mas somente 89 mil pertencem ao quadro efetivo.

O Fundo da Caixa Econômica Federal está com déficit de 1 bilhão e 900 milhões de reais. Para enfrentá-lo estabeleceu uma cobrança aditiva para seus 57 mil empregados, inclusive os aposentados.

PONTO-CHAVE – A reportagem da Folha de São Paulo ressalta que o Fundo do Banco do Brasil (Previ) chegou a desenhar um plano de equacionamento do déficit registrado em 2015. Porém adiou a cobrança adicional em face do bom desempenho da carteira de investimentos.

As Carteiras de Investimento são ponto-chave da segurança que os Fundos podem obter para cumprir seus compromissos de complementar as diferenças entre o teto das aposentadorias pelo INSS e o salário integral dos servidores das estatais. Outro dia escrevi sobre esse assunto, lembrando que o teto máximo de uma aposentadoria pelo INSS é de 5.300 reais por mês, e os fundos complementam a diferença com a salário da ativa.

A liquidez dos Fundos chamados de pensão depende, portanto da eficiente gestão de seus administradores no mercado de investimentos. Sem isso os Fundos certamente afundam em futuro próximo.

Para assegurar essa eficiência indispensável, é importante que os administradores divulguem mensal e claramente os resultados das aplicações.

7 thoughts on “Datafolha, um freio na maratona de João Dória no rumo do Planalto

  1. A PREVIC deveria olhar com atenção a redução do déficit da FUNCEF e da PREVI, primeiro por serem fundos de previdência complementar de bancos, segundo porque a forma de valorização de ativos tem o mesmo padrão. Por que PETROS e POSTALIS, ao contrário dos dois primeiros, têm défices crescentes?

  2. Quando o futuro se desenha “aterrador”, o humano normalmente sublima o mesmo.
    As “velhinhas” dos EUA e os fundos de pensão, foram engolidos pelo tsunami dos subprimes e mesmo elogiadas aos montes pela mídia brasileira, elas foram “pro saco” e tiveram que participar do pagamento dos prejuízos que não foram causados por eles.

  3. Boa tarde.

    Carlos Newton, agradeço ao se reportar a este assunto, outro artigo de extrema importância.
    A PREVI são dos funcionários do Banco do Brasil e para acabar de querer salvar o “mundo”, que a PREVI coloque seu capital do PLANO 1, ou seja, dos funcionários do BB mais antigos, em títulos de renda-fixa, pois não estamos para aventuras.
    A bolsa está em alta, e acredito que ainda saibam vender essas aplicações duvidosas no momento exato, ainda mais como é vontade de todos a privatização, apenas de setores não estratégicos.
    Hoje tudo está vindo à tona, queiramos ou não.
    Logo, logo, essa caixa preta da PREVI aparecerá, e Bendini presidente do BB foi preso, imagina as suas indicações e as concorrências do poder econômico, dentro das mesma instituição PREVI. Todo mundo quer um carguinho dentro das empresas participantes, e conglomeradas por participação da PREVI.
    A prudência requer em colocar todo o produto do PLANO 1, como disse, dos mais idosos, em renda- fixa. Elementar, e aproveitando o ensejo, peço-lhe humildemente que esclareça mais de 100 mil associados aposentados quanto o que se passa nestas entranhas, que os mesmos poderiam ajudar o blog com R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 30,00 reais ou quanto quisessem, e não em muitos blogs vendendo ilusões e utopias.
    Imaginem o Carlos Newton nos ajudando a desvendar estes mistérios, estando a olhar mais de perto com seu staff, e publicando algumas notícias sempre nos esclarecendo.
    Abs. Carlos Newton.

    PS: Esta dinheirama não renderá apenas pelo índice de poupança, aí seria um bom acordo com qualquer instituição bancária. Ou deveria ser somente com o BB? Impossível!!!

  4. Este sujeito nunca me caiu bem… tem algo de esquisito nele. Mas depois que declarou que o Nine não deveria ser preso… descobri que o que me incomodava, era a sordidez que ele tentava disfarçar.
    A máscara caiu, e quem tem bom senso deve descartar o biltre!
    Jamais ele mudará o país, jamais!
    Simples assim.
    Atenciosamente.

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