De Lula até Bolsonaro, passando por Dilma e Temer, nada mudou em termos de corrupção

Nova charge no ar: Contra corrupção!

Charge do Neo Correia (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

É preciso lembrar que a mudança da política de preços dos combustíveis foi feita em 2016 pelo então presidente da Petrobras, Pedro Parente, na gestão de Michel Temer. De uma hora para outra, sem que houvesse lei, regulamentou ou norma estatutária obrigando a fazê-lo, o executivo tucano, ex-chefe da Casa Civil de FHC, resolveu criou a nefasta PPI (Política de Paridade de Importação), para aumentar artificialmente os lucros, favorecer as multinacionais do petróleo instaladas no país e enriquecer os acionistas da Petrobras.

Quando se fala em acionistas, ninguém menciona que a grande maioria é de estrangeiros, com 45,18% das ações preferenciais, que recebem os lucros (dividendos) prioritariamente. Os investidores brasileiros (pasmem!) têm apenas 18,21%, menos da metade. As demais ações são do poder público (União, BNDES e Caixa Econômica).

AUTOSSUFICIÊNCIA? – Ora, o Brasil produz 94% do petróleo para consumo interno e tem refinarias em condições de produzir diesel, gasolina e outros derivados. Então, qual a razão de atrelar os preços dos combustíveis com base na subida do dólar e da cotação do petróleo, incluindo custos de fretes sobre uma suposta importação do petróleo, com pagamento de seguro, imposto de importação e tarifas portuárias?

A comparação é ridícula, porém procedente, Vejam bem, é como se bananada produzida no Brasil tivesse seu preço estabelecido como se fosse fabricada com banana importada, incluindo custos de frete internacional, imposto, seguro e tarifas portuárias.

O tucano Pedro Parente e os presidentes da Petrobras que o sucederam, como o economista Roberto Castelo Branco e o general Joaquim Luna e Silva, com toda certeza não estavam nem estão preocupados com os interesses nacionais.

VEM O LOBISTA – Depois da demissão do general, agora o governo deixa vazar a notícia de que o substituto será o consultor de empresas Adriano Pires, que é mais conhecido como lobista e presta serviços justamente às multinacionais do petróleo, além de publicar artigos na mídia que o tornaram conhecido como ferrenho defensor da privatização da Petrobras, seguindo a linha adotada mais claramente por Pedro Parente e Castelo Branco, e mais discretamente por Luna e Silva.

E tudo isso acontece num governo paramilitar, repleto de oficiais superiores em postos-chave do governo, mostrando que no Brasil já não se fazem generais como antigamente.

RECUO DE LANDIM – Nos últimos dias, os jornais noticiaram que o operador financeiro Ricardo Landim, indicado por Bolsonaro para presidir o Conselho de Administração da Petrobrás, resolveu desistir. Motivo – está sendo processado pela própria Petrobras por gestão temerária dos recursos do fundo de pensão.

Bem, espera-se agora que também o lobista Adriano Pires tenha o bom senso de recusar o convite para presidir a Petrobras, devido ao flagrante conflito de interesses, já que trabalha para empresas concorrentes.

De tudo isso, resta uma certeza – o presidente Jair Bolsonaro tem o dedo podre para indicação de executivos, agindo exatamente como fez Lula, ao nomear elementos tipo Antonio Palocci e José Dirceu, que enriqueceram ilicitamente no exercício do poder e depois o fizeram na condição de consultores de empresas, exatamente a mesma atividade de Adriano Pires. Ou seja, nada mudou.

11 thoughts on “De Lula até Bolsonaro, passando por Dilma e Temer, nada mudou em termos de corrupção

  1. Trata-se de cumprimento de agendas dos “mestres” internacionais e os estatutos os “forçam” em cada quintal a obedecer à risca, pois foram “para tanto alçados”!
    Presumo que sabem de quem estou falando?

    • Caro Armando.
      De lá, pra cá:
      Jose Guilherme Schossland4 de abril de 2022 at 14:04
      Interessante essa ligação de jornalistas e demais artistas tidos “revolucionários”, ligados ao PT e à Globo, sendo essa ligada aos Governos pós 64. Qual a côr efetiva defendida por essas camisas, já que Bolsonaro cortou essas relações? Quem eram e são esses atores, afinal? Quais seus imperceptíveis e sorrateiros dirigidos passos e quem lhes “calçou os sapatos”??

  2. A Lei da Transparência é do período petista no poder…
    Depois do golpe, seus instrumentos e objetivos foram sabotandos…
    Os exemplos não faltam:
    – processo do Gen.Panzuelo com sigilo decretado ao arrepio das regras por 100 anos
    – orçamento secreto (que é um mensalão disfarçado)
    – filhos participando de ações que nada tem a ver com seus mandatos
    – eventos fora da agenda

  3. Pois é e poucos falam que a dívida da Petrobras foi criada principalmente devido aos custos de prospecção de petróleo que são enormes. E só são recuperados em longo prazo, quando a efetiva extração de petróleo iniciar. Dizem aos incautos que a dívida foi formada devido à corrupção.

    Parece que os administradores agem como se a empresa fora privada: maximizar o lucro no menor tempo possível e distribuir os dividendos aos seus acionistas é a meta principal. O povo que deveria ser o maior beneficiado, fica de fora.

    Hoje, da produção total de petróleo no Brasil, 400 mil b/d são feitos pela Shell e associados. E até 2040, essa exploração fica isenta de impostos.

    Importante e danoso ao país, foi também a redução de conteúdo nacional, pois gerou empregos em outros países em vez do Brasil. Isso tendo como pretexto principal a redução de custos (e claro, a maximização de lucros das empresas do setor).

    Esse PPI foi criado principalmente para beneficiar certos setores importadores de derivados.

    E essa história propagada pela mídia que o petróleo tem que ser importado, porque as refinarias daqui não tem capacidade de processar o petróleo nacional é outra coisa para enganar a população.

    • José Vidal,
      Perfeito, é isso mesmo.
      Mas porque nossa impoluta imprensa se preocuparia em divulgar as informações corretas, se pode manipular as informações conforme lhe convém, pra convencer a população de que o melhor a se fazer é fatiar e doar os pedaços pras empresas amigas?

  4. Quá…
    Depois de 1985 saímos dos porões da ditadura e dos anos de chumbo para viver numa Passargada onde os sobreviventes do extermínio são amigos do rei e vivem melhor que no mundo do Professor Pangloss.
    Nas caçadas aos leões sempre serão admiradas as histórias dos caçadores, até que os leões tenham seus próprios historiadores.

  5. Prezado Roberto Nascimento

    Um dia, se tudo der certo, vamos debater ao vivo, este tema. É por demais importante para ser tratado somente em textos. Copiado para nossos arquivos.

    Faz muito, defendo que as grandes questões nacionais deveriam passar por referendos!
    Temas que afetam toda a sociedade e a vida das pessoas/país, não podem ser submetidos e decididos somente por “nosso representantes!”

    Criação e privatização de empresas estatais é um dos casos.

    Mesmo que não fosse através de plebiscitos, considerando a falta de qualidade da maioria dos eleitores, outros mecanismos de uso exclusivo da sociedade, poderia ajudar nestas decisões.

    Em tempo:
    Trato, faz muito tempo, da questão da qualidade, ou a falta dela, em relação ao ato de votar! Nos últimos dias, milhares de jovens com idade entre 16 e 18 anos, buscaram seu “direito de voto”.
    Quem tem a felicidade de lidar com pessoas de todas as idades, sabe que existe um profundo desconhecimento na maioria delas, relativamente a temas da política em geral.
    Assim, quando digo que “falta qualidade” a maioria do eleitorado, além de ser a pura VERDADE, alerto para a dificuldade de nossa democracia em ser qualificada.
    Certamente, as pessoas tem outras qualidades, mas as da política são pequenas e de um pequeno número de brasileiros.

    Um tema como este, colocado a análise da sociedade, seria um terror!

    Fallavena

  6. Se torcerem o pescoço, do norte para o sul, enxergareis:
    “Reconhecendo o Rígido Poder Global Que Domina e Controla os Principais Partidos Políticos.”
    Um plano-mestre global está em operação para levar cada país para dentro da Nova Ordem Mundial. Os líderes políticos não são independentes do poder insidioso desse plano e os partidos também não escolhem de forma soberana suas próprias linhas de atuação. Precisamos olhar na direção oposta à indicada pela retórica para conseguir compreender a verdadeira realidade.”

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