De mastins e de poodles, na política internacional

A estatal ChemChina quer comprar a suíça Syngenta

Mauro Santayana

No day after da aprovação pelo Senado de proposta que muda as regras do pré-sal, abrindo caminho para leilões de novos campos de petróleo e para a aprovação pela Câmara de projeto ainda mais vergonhoso, que prevê o fim do regime de partilha e a volta ao regime de concessão que vigia até 2010, estabelecido nos “fantásticos” tempos de FHC, autoridades norte-americanas movem mundos e fundos para impedir a compra, pela poderosa estatal chinesa ChemChina, da multinacional química Syngenta, por 44 bilhões de dólares.

Embora de origem suíça, a Syngenta tem forte presença no mercado agrícola norte-americano, onde está cotada em bolsa e conta com acionistas como o Bank of America e o fundo de investimentos Blackrock.

Com essa atitude, os EUA querem também evitar que Pequim reforce sua posição na área de transgênicos prejudicando direta e indiretamente grandes empresas norte-americanas do setor, como a Monsanto – ao contrário do que ocorre no Brasil, os chineses tratam as multinacionais de sementes e defensivos agrícolas estrangeiras com rigor e são extremamente cuidadosos na liberação da venda de seus venenos e organismos geneticamente modificados em seu território, um dos maiores mercados do mundo.

ARREGANHAM OS CANINOS    

A pseudo “massa” ignara, abjeta, fútil e fascista, que pulula pela internet e pela mídia conservadora brasileira, deveria aproveitar o seu pegajoso pró-norte-americanismo para aprender a diferença entre os EUA – e outros países com P maiúsculo na administração de seus interesses – e o Brasil.

Por lá, quando se trata da entrega de setores ou mercados estratégicos para potências concorrentes, os mastins nacionalistas dos Estados Unidos ladram e rugem – mesmo quando não se trata de empresas 100% norte-americanas – e arreganham os caninos, enquanto, por aqui, nossos delicados poodles entreguistas antinacionais fazem festa para os gringos, e balançam, arfantes e em êxtase, os rabinhos.

15 thoughts on “De mastins e de poodles, na política internacional

  1. O autor do texto, ex-agente comunista na cortina de ferro, está bufando de ódio porque foi aprovado no Senado uma proposta do Sen. Serra que aumenta o percentual de participação de empresas estrangeiras na exploração do pré sal. Na verdade, mesmo com o novo projeto a Petrobras continuará sendo acionista majoritária. A Petrobras hoje é uma empresa falida, tem uma divida dezenas de vezes maior do que o seu valor de mercado. Essa “façanha”, a ruína da Petrobras foi realizada por ” jenios” “progressistas desenvolvimentistas”, os queridinhos do autor do artigo. Os brasileiros hoje pagam preços escorchantes por combustíveis, enquanto um grupo de pilantras usufruem do saque perpetrado contra a Petrobras. Não tenho dúvidas, se não tivéssemos monopólio petrolífero teríamos melhores preços, não teria havido o mega assalto contra a cambaleante Petrobras.

  2. Quem leva Mauro Santayana a sério? Ele, Mino Carta, Fernando Morais são caso perdido. Petistas de carteirinha, merecem total desprezo.

  3. O Portão

    Roberto Carlos

    Eu cheguei em frente ao portão
    Meu cachorro me sorriu latindo
    Minhas malas coloquei no chão
    Eu voltei

    Tudo estava igual como era antes
    Quase nada se modificou
    Acho que só eu mesmo mudei
    E voltei

    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei

    Fui abrindo a porta devagar
    Mas deixei a luz entrar primeiro
    Todo o meu passado iluminei
    E entrei

    Meu retrato ainda na parede
    Meio amarelado pelo tempo
    Como a perguntar por onde andei
    E eu falei

    Onde andei não deu para ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei

    Sem saber depois de tanto tempo
    Se havia alguém à minha espera
    Passos indecisos caminhei
    E parei

    Quando vi que dois braços abertos
    Me abraçaram como antigamente
    Tanto quis dizer e não falei
    E chorei

    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei
    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei
    Eu parei em frente ao portão
    Meu cachorro me sorriu latindo

  4. É verdade, temos que aprender com os Americanos sermos Mastins, e rugir e arreganhar os dentes, na defesa de nossas Empresas com matriz no Brasil, ( Privadas e até as Públicas/Mistas), as que desenvolvem TECNOLOGIA NACIONAL e capitalizam aqui, 100% de suas vendas.

    A Petrobras SA, ( Pública/Mista ), é âncora de +- 12% do PIB Nacional, (petróleo, gás, construção NAVAL, Equipamento Sub-Marino, Bombas/Válvulas, Tubulações, Usinas a gás, oleodutos/gasodutos, etc,etc, e se “problemas houveram em sua Administração, os RESPONSÁVEIS estão sendo chamados as falas”, e só pelo fato de nos dar AUTO-SUFICIÊNCIA em petróleo com produção atual de +- 2.600.000 Barris/dia, ( Brasil e no Exterior), o SEGURO que ela representa contra qualquer GUERRA no Oriente Médio, região mais instável do Mundo, ou mesmo em outra parte, é UM GRANDE PLUS para o Brasil.

    País sem INDÚSTRIA COM MATRIZ NO PAÍS, é País ATRASADO. Mesmo que seja Empresa Estatal com Matriz no Brasil é mais vantajoso que uma Empresa Multi-Nacional com Matriz no Exterior. Melhor mesmo é que o grosso de nossa Economia fosse de Empresas PRIVADAS com Matriz no Brasil. Abrs.

  5. Eles ajudaram a destruir a empresa ,agora ficam nessa. Estão a 13 anos no poder . Porque não reveteram a lei do monopólio?. Porque não acabaram com as agências reguladoras que não servem pra nada? Porque não reveteram as privatizações criminosas do fhc? São tudo farinha do mesmo saco!

  6. Ignara, abjeta, fútil e até fascista deve ter sido a senhora sua mãe que, parece, não soube lhe ensinar o respeito aos outros. Sua estupidez e prepotência lhe tiram de antemão qualquer razão que possa ter nos argumentos, distorcidos e simploriamente apresentados, haja vista a extrema complexidade do assunto, capaz de ensejar horas de debate entre cabeças infinitamente mais iluminadas que a sua.

  7. Os tigres asiáticos são a prova irrefutável de que o capital externo pode transformar para melhor economias locais. Cingapura hoje é um país rico, com alta escolaridade, grande renda per capita, era pobre, não tinha recursos próprios para investimento, recebeu empresas multi nacionais e se transformou. O mesmo aconteceu com Taiwan, Correia do Sul, etc. Grandes economistas como V.Mises, Schupeter, defendem com ênfase os benefícios do financiamento externo de países pobres. Xenofobia, de nenhuma natureza, foi boa conselheira.

    • O que fez a fortuna dos tigres asiáticos foi nacionalismo, muita educação e vergonha na cara. Se o capital externo fosse responsável pelo crescimento da Coréia do Sul, as maiores marcas do país seriam a Ford e a General Electric, e não a Hunday ou a Samsung. Vcs escutam o galo cantar e não sabem aonde. Sem estado forte não existem nações fortes. As nações mais fortes do mundo são as mais nacionalistas, e isso não é coincidência. É lógica e consequência.

    • Sem dinheiro para tocar projetos ? Só se você for maluco. O Brasil tem 370 bilhões de dólares em reservas internacionais e é o quarto, melhor dizendo, maior credor individual externos dos EUA, confira na página oficial do Tesouro dos Estados Unidos: http://ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt além disso, tem crédito farto e barato com seus parceiros estratégicos, há duas semanas a China emprestou 10 bilhões de dólares para a Petrobras. Acho que você está achando que ainda estamos nos tempos de FHC, devendo 40 bi ao FMI e com menos de 30 bi em reservas.

      • Tem razão o sr. Portela – como o país não tem capital próprio (poupança) na quantidade suficiente para subsidiar os investimentos que a economia demanda, o país se utiliza do capital externo. E graças a ele o pouco investimento que é feito no país (apenas 18,2% do PIB em 2015) ainda é possível.

        Em 2014 o capital externo financiou R$263,6 bilhões em investimentos no país. Em 2015 o financiamento externo foi de R$194,7 bilhões.

        Não podemos esquecer, ademais, que o capital estrangeiro (as multinacionais) é responsável por, nada mais, nada menos, que 38% do PIB brasileiro, isto é, dos R$5,9 trilhões que formam o nosso PIB, R$2,2 trilhões se referem a capital externo.

        O nosso país precisa desses recursos para subsidiar seus investimentos porque não tem força econômica para formar poupança, devido à extrema carência de produtividade. É fato, e ponto.

  8. O Portão

    Roberto Carlos

    Eu cheguei em frente ao portão
    Meu cachorro me sorriu latindo
    Minhas malas coloquei no chão
    Eu voltei

    Tudo estava igual como era antes
    Quase nada se modificou
    Acho que só eu mesmo mudei
    E voltei

    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei.

    Fui abrindo a porta devagar
    Mas deixei a luz entrar primeiro
    Todo o meu passado iluminei
    E entrei

    Meu retrato ainda na parede
    Meio amarelado pelo tempo
    Como a perguntar por onde andei
    E eu falei

    Onde andei não deu para ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei

    Sem saber depois de tanto tempo
    Se havia alguém à minha espera
    Passos indecisos caminhei
    E parei

    Quando vi que dois braços abertos
    Me abraçaram como antigamente
    Tanto quis dizer e não falei
    E chorei

    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei
    Eu voltei agora pra ficar
    Porque aqui, aqui é meu lugar
    Eu voltei pras coisas que eu deixei
    Eu voltei
    Eu parei em frente ao portão
    Meu cachorro me sorriu latindo

  9. O Brasil hoje é um país arruinado, quebrado, com inflação de dois dígitos, desemprego em alta, juros de 14%, portador de selo de mau pagador, retração econômica de 3.8%, educação publica arruinada, 60000 mil assassinatos por ano, universidades sucateadas, consumo de entorpecentes em alta, infra estrutura de péssima qualidade, liberdade econômica limitada, carga tributária de 40%, sem contrapartidas à população.Quem foram os autores desta merda? Os “progressistas”, “nacionalistas”, que mandam neste puteiro há muito tempo. A maior empresa do Brasil era a Petrobrás, hoje é massa falida, graças às boas intenções dos”nacionalistas”, “progressistas”
    DANEM-SE OS NACIONALISTAS, QUE VÃO CATAR COQUINHO.

  10. Como sempre nosso brilhante Colega Sr. WAGNER PIRES, com seus Comentários e Estatísticas lança luz sobre nossa situação Econômica. A POUPANÇA é o excedente econômico que vai alimentar o INVESTIMENTO criador de Capacidade Instalada, ( na verdade +- 9% vai p/ Depreciação-recompor perdas de Capitais gastos na Produção, e só o restante na ampliação da Capacidade Instalada.
    Em 2015 tivemos uma Poupança, gerada pelo Governo, Empresas Estatais/Mistas, Privadas Nacionais e Multi-Nacionais, de 14,4% do PIB/2015, complementada por Poupança Externa Direta de 3,8% do PIB/2015, Totalizando 18,2% do PIB/2015. INVESTIMENTO Público/Privado de 18,2% do PIB/2015, tirando os necessários (9% do PIB para Depreciação), restam somente 9,2% do PIB p/ ampliar a Capacidade Pública/Privada da Produção.

    O próprio Sr. WAGNER PIRES nos alerta que isso é ridiculamente pouco, e que o NORMAL seria uma POUPANÇA de 30% do PIB. A China opera com Poupança +- 50% do PIB, os Tigres Asiáticos com +- 35% , 40% , do PIB.

    E remata o Sr. WAGNER PIRES, nosso País gera tão pouca Poupança/Investimento devido a extrema carência de nossa PRODUTIVIDADE. É fato, e ponto. ASSINO EM BAIXO.

    Agora, a meu ver, contar com cada vez mais POUPANÇA EXTERNA para sair da RECESSÃO/Prosperarmos, é pura Ingenuidade. Ninguém carrega o piano de graça para ninguém. Não existe almoço grátis. TEMOS QUE APRENDER A AUMENTAR NOSSA PRODUTIVIDADE, e criar nossa própria Poupança/INVESTIMENTO.

    Capital BOM é Capital NACIONAL. ( CARLOS LACERDA – 1965, Debates sobre o Plano Econômico da Revolução Civil/Militar 1964, de BULHÕES e ROBERTO CAMPOS). Abrs.

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