De olho no centrão, Ciro Gomes quer fechar antes a aliança com o PSB

Ciro Gomes diz que falta pouco para fechar com o PSB

Eduardo Bresciani e Catarina Alencastro
O Globo

Três líderes do PDT usam uma frase atribuída à principal liderança histórica da legenda, o ex-governador Leonel Brizola, para justificar a rota traçada pelo presidenciável Ciro Gomes de consolidar alianças à esquerda para depois buscar o centrão: “Na carroceria do caminhão cabe todo mundo, mas na boleia só quem se confia”. Com a cotação cada vez melhor nas bolsas de apostas após a inelegibilidade e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro tem o desejo de ter um empresário como candidato a vice, imitando a dobradinha Lula-José Alencar.

Além disso, pretende ter a seu lado um partido que lhe permita transitar mais ao centro, como o PP, do seu amigo e xará Ciro Nogueira. Mas tal passo só será dado depois que consolidar apoios tidos como fundamentais na esquerda, especialmente PSB e PCdoB, isolando o PT.

ALIANÇA COM PSB — “Nossa prioridade absoluta é o fechamento com o PSB. Avançou bem. Como temos afinidade muito grande e uma relação histórica, facilita muito. Mas vai depender muito da configuração dos palanques regionais” — afirma Carlos Lupi, presidente do PDT.

 “Solteiro” desde a desistência de Joaquim Barbosa, o PSB está hoje diante de dois cenários: apoiar Ciro ou ninguém. O investimento do PDT tem sido forte. O presidente nacional Carlos Lupi se reuniu na semana passada com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, para dar formalidade às tratativas. Mas o investimento mais pesado é nos bastidores. Irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes reuniu-se com deputados do PSB em Brasília na tentativa de buscar apoio ao projeto do presidenciável. Em outra frente, o pré-candidato ao governo de Minas, Marcio Lacerda (PSB) já admite que pode ser candidato a vice com Ciro.

FRANÇA SE OPÕE – A maior resistência é do governador de São Paulo, Márcio França. Ele desistiu de levar a sigla para Geraldo Alckmin (PSDB), mas agora trabalha para que o PSB não apoie ninguém. Há problemas ainda em outros estados, como Rio Grande do Sul e Paraná. Mas a expectativa dos aliados de Ciro é por avanços concretos nas próximas semanas. Para eles, atrair o PSB é importante para embarcar no projeto outra legenda de esquerda, o PCdoB. Os comunistas prometem lançar Manuela D’Ávila, mas o flerte de Ciro com a legenda é considerado promissor pelas duas partes.

A tentativa de apressar os apoios na esquerda antecede o próximo passo: buscar o centro. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é visto como ponte para alcançar esse objetivo. A filiação do empresário Benjamin Steinbruch ao PP é parte do movimento. O empresário foi chefe de Ciro Gomes por um ano, quando ele comandou a CSN Transnordestina, e escolheu o partido para se filiar em comum acordo com o presidenciável.

RELACIONAMENTO – A relação dos dois Ciros é próxima. Etevaldo Nogueira Filho, primo do senador piauiense, é vice-presidente do PP no Ceará e faz parte do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes naquele estado.

Além de divergências internas no PP, a busca por uma unidade mínima no centrão é outro obstáculo. PR e PRB são apontados como nós a serem desatados. Há resistência recíproca também entre o grupo de Ciro e o de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que articula com o centrão. Ainda assim, há um reconhecimento de que Ciro é opção. “Desde 2002, Ciro não tem sido levado tão a sério como agora” — diz um integrante do centrão.

No PDT, a extensa ficha corrida de políticos do centrão e a inclinação mais liberal do grupo na economia são minimizados com a frase de Brizola e o registro de que na boleia estarão Ciro e a esquerda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se fechar com o PSB, a candidatura de Ciro Gomes ganha outra dimensão. E tudo isso ocorre graças à desistência de Joaquim Barbosa, que tinha grande chance de vitória e amarelou na hora da verdade. (C.N.)

 

18 thoughts on “De olho no centrão, Ciro Gomes quer fechar antes a aliança com o PSB

  1. Caso haja segundo turno uma vaga já é definida, JMB, isto é fato.
    Então quem tem percepção já sabe disso e a briga vai se com o segundo colocado, é esse que vai ser apedrejado todos os podres serão desfiados frente ao publico, e novamente favorecendo o JMB, vai ser muito interessante essa eleição do ponto de vista de táticas dos candidatos, as velhas táticas estão velhas e parece que ainda não perceberam. E caso Joaquim Barbosa vencesse, seria ele bom para o Brasil, sem o conhecimento dos meandros da politica, economia,mercado , saúde, produção inflexível, sem base aliada.?

  2. No campo da imaginação, o segundo colocado percebendo isto, iria brigar e atacar o 3º e o 4º colocados e vice versa, o 3º e o 4º lugares carregarão uma porcentagem de votos preciosa, e depois de apedrejados duramente durante o primeiro turno pelo 2º colocado iriam eles apoia-lo, a troco de que?

  3. A aliança já está fechada, o França não tem bala na agulha. Os governadores de Pernambuco e da Paraiba já fecharam com o Ciro.

  4. Esqueci.
    Hoje às 10:00 começa a serie de sabatinas Uol/SBT o primeiro será o Ciro .
    Só um não confirmou presença.

  5. Ouvi um pastor recomendando as suas ovelhas, que não votassem no Ciro. Pois, segundo o mentor espiritual, Ciro teria sido um rei da Pérsia muito tirano; citado como um dos anticristos que já passaram pela terra. Ademais, o nome Ciro é uma síncope de Cícero, santo da crendice do Ceará, estado onde o candidato nasceu.
    E o reverendo foi mais longe: lembrou aos fiéis que, depois da separação com Patrícia Pillar, a atriz invertera a sua orientação de gênero; o que pode ser influências de algum encosto maligno que vive incrustado e encrostado em Ciro! Finalizou.

  6. Pela situação em que o Brasil se encontra hoje eu seria a favor de uma candidatura que representasse um grande pacto nacional. Que, de um lado, garantisse as balizas macroeconômicas. Num mundo globalizado e pelo peso da sua economia, que vem oscilando entre sétima e décima primeira, o Brasil não pode se descuidar nesse aspecto, sob pena de ficar numa posição de inferioridade, a cabresto dos interesses das grandes potências (EUA, China, Europa, etc.)

    Por outro lado, e de forma conjugada, propor um amplo projeto de economia inclusiva, de promoção do capital humano, com programas sociais que de fato agreguem ao setor produtivo as massas de desempregados, incluindo a geração nem-nem, os 23% dos jovens de 15 a 29 anos que não trabalham nem estudam, o que é um completo absurdo e verdadeiro assassinato do futuro do país.

    Aos pragmáticos de plantão: não se trata nem de ser bonzinho, ter caridade com os excluídos, é uma questão de racionalidade. Capital humano, quando bem empregado, é sim, Capital. Quando não, se torna um peso, um desperdício, com todos os custos, econômicos e sociais, advindos da desagregação social. Além do viés humanitário, que fica por conta de cada um.

    Tudo isso em tese, obviamente. Os céticos, e os comprometidos, que tiveram uma oportunidade única de colocar o país nos trilhos, sempre em guarda na sua sanha desconstrucionista, pós-moderna, dirão que é ingenuidade, utopia.

    Primeiro: toda atividade prática, que se pretende racional e realizável, tem que partir de uma ideia, um planejamento mínimo, um projeto, enfim (só quem nunca realizou nada não reconhece isso). Em segundo, parece que há um consenso que o Brasil é um país rico em recursos, e portanto viável, e de fato é.

    A ideia de um capitalismo globalizado, dominado por poderosas corporações e capital rentista, é verdadeira, mas não deve nem pode ser absolutizada. Há uma margem de manobra, em que cada país, de acordo com seu potencial, pode se mover na defesa dos seus interesses. A China é um exemplo cabal e mata a questão: se insere no mercado internacional sem perder de vista o fator interno e o bem estar do seu povo. E não são superiores a nós em potencial econômico, se não for o contrário. O que nos diferencia é a cultura, mas esse já seria um outro assunto.

    Sou apenas um curioso, como cidadão, e leigo em economia, mas já citei aqui (e um boçal ironizou) um pequeno (ou nem tanto) exemplo do tipo de medida que pode ser tomada na reconstrução econômica do Brasil, de baixo pra cima, sustentável e inclusiva, baseado numa entrevista da arqueóloga, dra. pela Sorbonne, Niede Guidon, criadora e diretora do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí: o Brasil importa 80% do cactus que consome, planta ornamental com grande demanda e alto valor de mercado. Um projeto que estimulasse sua produção no nordeste, orientando o cultivo e manejo, tendo como meta pelo menos inverter essa relação (80% de produção local, 20% importado), poderia incorporar mão de obra ao processo produtivo, gerar renda e melhora da qualidade de vida.

    Uma grande disseminação de projetos desse tipo, dialogando com as realidades locais e resgatando suas potencialidades, cujo custo nem seria tão alto, acho que poderia ser um bom começo para a recuperação econômica do Brasil.

    Tudo isso dentro do princípio de pensar globalmente e agir localmente.

    No caso especifico do candidato Ciro Gomes, que pretende representar a história do trabalhismo, um compromisso inarredável com a retomada do projeto de educação de turno integral de Darcy Ribeiro, mantido na sua essência, é cláusula pétrea.

    • Me refiro a um “pacto nacional” no plano ideal, mas reconheço que é pouco viável. Pode até se dar num âmbito mais restrito, talvez.

  7. Ciro é um dos poucos políticos que está preparadíssimo para enterrar o país, pois é acima de tudo arrogante e cagão.

    Bravatas, é com ele mesmo, disse até que sequestraria o luladrão e o levaria para uma embaixada, caso o malandro estivesse em risco de prisão.

    O risco aconteceu, a prisão se cosolidou e o malandro foi para cadeia. Cadê o Ciro? Na certa estava com medo de fazre o que disse que faria. Nada aconteceu.

    Se o coronelzinho do sertão fala e não faz algo tão fácil. O que fará no comando do nosso país? Certamente estará em conluio com Lupi e outros pedetistas, traidores dos ideais de Leonel Brizola, para enfiar o país em mais um enrascada tipo a que o jararacalula enfiou.

    Isso é gente que não presta, pois acha que o fato de ter sido prefeito e governador de cidade e estado que não serve de nenhuma referência, com todo respeito ao povo cearense, o credencia para ser presidente da grandeza do Brasil.

    Fora Ciro! Vai tratar das tuas coisas particulares que é o melhor que tu podes fazer. Deixe o Brasil em paz porque de incompetentes e arrogantes basta teus companheiros lularápio e dilmalandra.

    Viva o Brasil, londe de Ciro e sua corja.

  8. 31.05.2018
    BRASIL SAVANAS. OS REPRESENTANTES PREDADORES DAS “DIRETAS JÁ” (LEÕES, HIENAS, LEOPARDOS, ETC.) E O “POVINHO” ELEITOR (GNUS, ZEBRAS, GNUS, ETC.). Você já observou, caro leitor, que a Grande Mídia Aberta Brasileira, Drogada e Prostituída (GAMADAP), jamais mostrou – nem mesmo na calada da madrugada – o festim dos leões devorando presas recém-nascidas nas savanas da África na estação de nascimento dos filhotes? Sim, bebês dos gnus, zebras, gazelas, etc. que saem do ventre de suas mães diretamente para as mandíbulas das feras? O mesmo está acontecendo há mais de trinta anos nas savanas da Republica Brasileira das “Diretas Já”, tudo sob o pano de fundo midiático da “Democracia” e do “Estado de Direito”. É, aquele “Estado de Direito”, do perdão cristão aos predadores do povo. É a “Democracia” do Estado Laico, onde a cruz ou o crucifixo fica acima do símbolo da República nos prédios dos Três Poderes. É o Brasil savana da criminalidade dos poderosos e da impunidade desses crápulas. É a “Democracia” de tipos como Paulo Preto e Gilmar Mendes. É o Estado de Direito dos predadores. Todavia, nesta greve dos dias mais recentes, ou melhor, dos últimos dias do Brasil-Pompéia, os predadores se depararam com um grupo de “Búfalos” com “B” maiúsculo. Os leões das Diretas Já tremeram na base, nervosos, apavorados corriam de um lado para outro, saltitavam inquietos e apreensivos da sala para a cozinha. Estavam com muito medo de perder a “boquinha”. Os búfalos unidos venceram. Os leões foram dormir com fome. Menos verbas para a corrupção e para as mordomias dos predadores da savana afro- brasileira. As presas unidas venceram. As demais presas (gnus, zebras, girafas, etc. se acovardaram, ficaram só olhando, do alto e de longe; e se queixando dos preços, das adulterações, da falta do combustível, das filas intermináveis e dos pesados tributos aos predadores. A conta da corrupção, da impunidade e dos privilégios leoninos na savana brasileira já está em mais R$ 5 trilhões. É algo impagável. Pelo menos não são dos predadores que irão pagar. É claro que serão dos gnus e as zebras brasileiras, aqueles dos quais “todo poder emana”. É, o famoso governo do “povo, para o povo, e pelo povo”. KKKKKKKK! KKKKKKKKK! KKKKKKKK! Na década de 1970, em pleno Regime Militar, uma anedota percorreu todo o Brasil. É mais ou menos o seguinte: “Representantes de vários povos do mundo foram se queixar para Deus pelos privilégios que Ele deu aos brasileiros. O maior país do mundo em terras cultiváveis ou agriculturáveis, país sem tornados, sem terremotos, maremotos ou tsunamis, etc. Nesse tom seguiam as lamúrias alienígenas. Até que num dado momento, o Criador do Universo, já contrariado pelo assédio dos inconformados, bradou irritado: calados, calados, calados, parem de se lamentar e observem o povinho vagabundo que eu botei lá!”. LUIS CARLOS BALREIRA. PRESIDENTE MUNDIAL DA LEGIÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA.

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