De um amigo para o outro neste Natal

Jorge Folena 

Existem momentos em que o coração do homem é tomado por uma tristeza que o conduz ao desânimo para o trabalho, renunciando à maravilha de sonhar. Neste período, talvez o melhor seja ficar recolhido na solidão, e, assim, refletir e ganhar forças para enxergar a luz da vida, que faz renascer um novo homem. 

Num mundo onde o mal tenta triunfar, nós, como seres humanos, não podemos nos exigir perfeição e bravura constantes, devendo aceitar que há dias de dor, medo e insegurança. Mas sem perder de vista a esperança de que sempre haverá um dia seguinte, representando a renovação da luz e da vida, que é o simbolismo do Natal. 

Assim, valendo-me das palavras de Máximo Gorki, quero crer que: “tempo virá em que os homens se admirarão uns aos outros, em que cada qual brilhará como uma estrela, em que escutará a voz do seu semelhante como se fosse uma música. Haverá na terra homens grandes pela sua liberdade, tendo todos o coração aberto, purificado de qualquer ambição ou interesse. A vida será então um culto prestado ao homem; a sua imagem será exaltada, porque para os homens livres todas as culturas são acessíveis. Viver-se-á então na liberdade e na igualdade, pela beleza; os melhores serão os que mais souberem abarcar o mundo no seu coração, os que mais o amarem! E por uma vida assim, estou pronto a tudo.” (A Mãe). 

Por fim, manifesto meu imenso carinho, gratidão e respeito a todos os amigos, companheiros e leitores da Tribuna da Imprensa, e desejo-lhes um Feliz Natal.

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