Decisão ficou para 31 de outubro

Pedro do Coutto

Roma – O Corriere della Sera, mais importante jornal italiano, publicou hoje o resultado das eleições presidenciais no Brasil que remeteu a decisão final para o segundo turno marcado para 31 de outubro. O jornal colocou na primeira página a foto de Dilma Roussef acompanhada de uma legenda que acentua ter recebido o apoio total de Lula e ao mesmo tempo lembra seu passado de guerrilheira contra a ditadura militar instalada no Brasil em 64 e que terminou em 85.

O jornal espanhol El Paiz foi pelo mesmo caminho, mas ainda não tinha certeza quanto ao segundo turno. O Correio da Manhã, de Portugal encontrava-se também em dúvida, porém lembrando que as pesquisas de boca de urna apontavam a vitoria de Dilma já no primeiro confronto.
As pesquisas, sob este aspecto, falharam. Os números não foram confirmados nas urnas. Houve mudanças de última hora. É como se pode interpretar o desfecho de ontem. Cada vez mais se observa nas eleições brasileiras a tendência para uma forte mobilidade do eleitorado nas últimas 48 horas, talvez até mesmo no próprio dia do voto. Dilma Roussef recuou 4 pontos, José Serra subiu três, Marina Silva saltou seis degraus subindo para 20%. O quadro agora, entretanto pode ter sido de surpresa mas não é desfavorável à candidata de Lula.
Para onde irão os votos de Marina Silva? Qual a definição que vai adotar em relação ao segundo turno? Se ela liberar seus eleitores uma parte irá para Dilma outra para José Serra. E aí fica difícil quebrar a vantagem obtida no primeiro turno  pela petista. Fica um enigma que nospróximos dias teráque ser revelado.
O Corriere Della Sera, cuja cobertura foi ao mesmo tempo a melhor e mais ampla sobre a sussessão brasileira, atribui o recuo de Dilma na reta de chegada à explosão moral que tem o nome de Erenice Guerra.Foi ela a melhor aliada da oposição para adiar a escolha do futuro presidente para o final do mês. Das urnas do país emergem no primeiro plano o senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmim e o governador Sergio Cabral, vitoriosos depois do vendaval que passou pelas urnas.
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