Defensores dos direitos humanos idealizam um bom bandido que não existe

Resultado de imagem para bom bandido chargesPercival Puggina

Leio no site Consultor Jurídico que a Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu habeas corpus coletivo contra algemas em audiências de custódia. Ou seja, pretendem que bandidos presos em flagrante, seja por que crime for, permaneçam com liberdade de movimentos durante a audiência. E fazem isso em nome de elevadíssimos valores.

 Nunca vi o sujeito de quem falam com tanta estima os defensores dos bandidos. A cada crime cometido por celerados que jamais poderiam andar soltos, eles mencionam esse raríssimo personagem.

O BOM BANDIDO – Discorrem sobre ele com a intimidade de quem certamente sabe o nome da sofrida mulher e dos infelizes filhos. Descrevem sua situação social, os empregos que perdeu por motivos fúteis, os maus tratos que a vida lhe impôs por culpa de todos que estejam uma polegada acima de seus padrões de existência. Apesar do abismo que separa esse sujeito dos bandidos que enchem as páginas policiais, os tais doutores o oferecem ao imaginário nacional como sendo nosso criminoso de referência.

“Filho doente, sem emprego nem dinheiro para os remédios, como buscar aquilo de que necessita?”, indagam como quem fala à dureza de corações empedernidos. Pois é, pode até ser que alguém tenha tido notícias, mas eu jamais soube de assalto cujo produto seja contado em vidros de antibiótico ou gramas de mortadela. O crime que enche os noticiários, que nos atormenta, é bem outro. Seus autores não vão em busca de uma necessidade premente. Querem dinheiro, sexo, automóveis, a conta bancária dos sequestrados, meios para comprar drogas. E, à menor contrariedade, atiram para matar.

Os dois sujeitos armados que me assaltaram tempos atrás não tinham jeito de quem iria dali ao supermercado adquirir gêneros para seus ninhos de amor familiar.

PERFIL IDEALIZADO – Pergunto: as feras que declaram guerra à polícia, queimam ônibus, atiram contra mulheres grávidas, cometem chacinas seriam imagem viva desses chefes de família torturados ao limite de sua resistência moral pelas carências de entes queridos? Qual dos bandidos cujos empreendimentos enchem as páginas policiais tem o perfil que os tais doutores, sem o refinamento de Mark Twain, descrevem como se fossem recortados de uma página de Huckleberry Finn?

Sei que o mais empedernido promotor e o mais insensível magistrado não encarcerariam um miserável cuja situação e delito correspondam a essa quase romântica descrição. Os bandidos que a sociedade quer ver jogando o jogo da velha nos quadrinhos do xadrez são receptadores, quadrilheiros, sequestradores, traficantes, pedófilos, estupradores, estelionatários, assassinos, corruptores e seus fregueses instalados nos escritórios do poder.

CRIMINALIDADE – Processar com rapidez, prender e manter presos os poucos que caem nas malhas da polícia e da justiça – digo eu antes que os tais doutores retornem com seu mantra – não resolve o problema da criminalidade. Leram-me bem, senhores? Não resolve! Mas resolve o problema da criminalidade praticada por esses específicos bandidos. E isso já é um bom começo.

Que paguem atrás dos muros o mal que fizeram. Enquanto isso, cuide-se, também, das outras muitas causas. Entre elas, aliás, a ideologização que, dando origem a essa ladainha sentimental, se constitui em bom estímulo à tolerância perante o crime, ao avanço da violência e à ruptura da ordem pública.

Então, senhores, o sujeito explode um ônibus, é preso em flagrante e deve ir conversar com o juiz de mãos abanando?

4 thoughts on “Defensores dos direitos humanos idealizam um bom bandido que não existe

  1. Meu Deus! Quanta crueldade! Como podem fazer isso com uma criança inocente? Estou perplexo!

    E a Impren$a covardemente, vergonhosamente, nem uma palavra! Só se interessam pelo “Golden Shower” do Bolsonaro! Canalhas!

    Caso Rhuan: quando quer, a grande mídia abafa sem o menor escrúpulo
    https://www.gospelprime.com.br/caso-rhuan-quando-quer-a-grande-midia-abafa-sem-o-menor-escrupulo/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=gospelprime&fb

  2. O objetivo da ação dos bandidos é o dinheiro “fácil”.
    Não acreditam no trabalho , não sabem viver
    honestamente e, geralmente , são viciados em sexo, drogas e bebidas alcoólicas.

  3. Adoro gente que procura e acha chifre em cabeça de cavalo, notadamente entre advogados que advogam para estes pobres facínoras. Por a culpa na sociedade porque muita gente vai dormir sem ter jantado como queria é muita piração, coisa de filhos da classe média que só subiram o morro
    para comprar droga, ou só entram em escola pública quando vão votar. Adoro hipócritas e demagogos, inocentes úteis ao crime .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *