Defesa e Exército mantêm silêncio sobre transgressão de Pazuello em ato com Bolsonaro

Pazuello participa de ato em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro Foto: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro pediu sigilo ao comandante Braga Netto

Jussara Soares
O Globo

Apesar da repercussão negativa entre militares, o Ministério da Defesa e o Exército ainda não se posicionaram oficialmente sobre a participação do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, na manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro no último domingo, no Rio. O caso gerou a abertura de um procedimento administrativo contra Pazuello, que já foi notificado pela Força a justificar sua participação, sem máscara, no ato que também gerou aglomeração.

Fontes militares e interlocutores do ex-ministro afirmam que o general recebeu na segunda-feira o Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar (FATD), onde deverá, por escrito, apresentar sua defesa. O prazo, segundo o Regulamento Disciplinar do Exército, é de três dias a contar da data da notificação, mas a data limite pode ser estendida a pedido do general.

REUNIÃO NA DEFESA – Inicialmente, o Exército cogitou divulgar uma nota sobre a abertura do procedimento contra Pazuello, mas desistiu sem maiores explicações.

Na manhã de segunda-feira, o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, se reuniu com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para discutir o caso. Uma semana antes, Braga Netto também foi criticado por discursar em um palanque em ao lado de Bolsonaro em Brasília.Ele, porém, é um general da reserva.

Após Pazuello apresentar sua justificativa, caberá ao comandante da Força decidir se o general receberá uma sanção ou não pelo seu comportamento. O Estatuto dos Militares diz que são “proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.

Se comprovada a transgressão, Pazuello poderá ser punido com advertência, repreensão, detenção ou prisão disciplinar. De acordo com fontes militares, o general deverá receber uma sanção mais leve para evitar um tensionamento com o Palácio do Planalto.

PASSAR PARA RESERVA? – Mesmo diante do mal estar na Força, o general, segundo interlocutores, não tem a intenção de passar à reserva e conta com o apoio do presidente. A pressão para que ele pedisse aposentadoria já existia no comando do Exército quando Pazuello estava no cargo de ministro, mas agora se intensificou.

Auxiliares do Planalto dizem que “há exagero” no caso. O desempenho do militar na CPI da Covid foi comemorado no Planalto por ele ter tentado blindar o presidente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O presidente Bolsonaro deu ordem ao ministro da Defesa para não haver comentários sobre o caso Pazuello. O ministro Braga Netto avisou ao comandante do Exército, Paulo Sérgio Oliveira, que obedeceu é claro. E, conforme já explicamos várias vezes aqui no blog, não haverá punição a Pazuello, seguindo o exemplo da impunidade do general Hamilton Mourão, que em 2015 deu várias declarações esculhambando o governo Dilma Rousseff e defendendo o torturador Brilhante Ustra, a “punição” foi perder o comando de tropa (Exército do Sul) e passar a um cargo burocrático (Secretaria de Economia do Exército. Depois, continuou criticando publicamente e o governo e fez a palestra na Maçonaria em 2017, quando o comandante Eduardo Villas Bôas, seu amigo pessoal, lhe pediu que passasses para a reserva, para criticar o governo com mais tranquilidade, e Mourão foi presidir o Clube Militar, de onde saiu para ser eleito vice-presidente. (C.N.)

One thought on “Defesa e Exército mantêm silêncio sobre transgressão de Pazuello em ato com Bolsonaro

  1. MARINA SILVA, DO REDE-SUSTENTABILIDADE, QUER FAZER DA PRÓXIMA ELEIÇÃO UMA DISPUTA DE PROJETOS ALTERNATIVOS PARA O PAÍS, no lugar da velha disputa de poder pelo poder, em torno de nomes, do velho blá-blá-blá, gogó e trololó, do mais dos me$mo$, que termina sempre nisso que ai está, nada de borogodó, uma disputa entre o ruim e o pior, o sujo e o mal lavado, com o país caminhando de mal a pior, mergulhado em crises intermináveis e na desesperança, completamente desnorteado, sem perspectiva de futuro. E OS PARTIDOS E A MÍDIA, com os seus jornalistas e políticos de estimação, não podem excluir o conjunto da população do debate político, sob pena de caracterização de ditadura partidária-midiática. KENNEDY ALENCAR, DO UOL, na entrevista abaixo, lamentavelmente, forçou a barra quase que obrigando Marina Silva a dizer alguma coisa em favor da pré-candidatura, Lula da Silva, e se deu mal, passou vergonha, porque Marina Silva foi categórica na sua determinação de priorizar o melhor e mais alvissareiro projeto para o país e a população, com o melhor potencial de resolução do país e de descortino de novos horizontes no lugar da velha tática do potencial de votos imposta pelos espertalhões do continuísmo da mesmice, do mais dos me$mo$, com as suas velhas táticas, artimanhas e pesquisas malandras, impositivas, excludentes, a serviço do continuísmo da mesmice do sistema apodrecido que, em sã consciência, ninguém aguenta mais. https://noticias.uol.com.br/videos/2021/05/25/pt-e-psdb-precisam-fazer-autocritica.htm?fbclid=IwAR3DEx_SHWmneIjC4udQq8kyP5DB15IvveAk9EOKHov6C-6v5zRFkg_cZkw

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