Déficit do governo em novembro foi o pior resultado desde 1977

Deu na Folha Vitória

As contas da presidente Dilma Rousseff permaneceram no vermelho no mês de novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de R$ 6,711 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro Nacional , que começou em 1997.

No acumulado de 2014, o déficit primário subiu para R$ 18,319 bilhões, o equivalente a 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB). É também o pior resultado de janeiro a novembro da série histórica. No mesmo período do ano passado, o esforço fiscal era positivo em 1,41% do PIB.

Com mais um déficit, o resultado fiscal obtido até agora ficou ainda mais distante da última previsão da equipe econômica de fechar o ano com as contas no azul, com um superávit de R$ 10,1 bilhões. A previsão foi incluída no relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional no final de novembro. Essa estimativa se tornou, na prática, uma espécie de meta fiscal não oficial depois que o governo conseguiu aprovar a flexibilização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, que dá permissão ao governo Dilma Rousseff para não cumprir a meta fiscal e fechar o ano, inclusive, com um déficit primário sem que haja punições para os governantes.

Para conseguir terminar o ano com o superávit de R$ 10,1 bilhões prometido, o governo precisaria fazer um superávit em dezembro de no mínimo R$ 28,4 bilhões. Em 12 meses até novembro, o Governo Central registra um déficit de R$ 3,9 bilhões ou 0,1% do PIB.

Até novembro, o Tesouro registra um superávit de R$ 40,345 bilhões, o INSS, um déficit de R$ 58,467 bilhões e o Banco Central, um saldo negativo de R$ 197,9 milhões.

Enquanto as receitas tiveram uma expansão de apenas 3,9%, as despesas avançaram no período 12,7% em relação a janeiro e novembro do ano passado. Em novembro, as contas do Tesouro registraram um superávit de R$ 1,487 bilhão. Já a Previdência registrou no mês passado um rombo de R$ 7,911 bilhões e o Banco Central, déficit de R$ 287,1 milhões.

O resultado do Governo Central em novembro foi bem pior do que a mediana das expectativas, mas ficou dentro do intervalo das previsões do mercado, de déficit primário de R$ 8,000 bilhões a um superávit de R$ 2,300 bilhões em novembro, conforme levantamento finalizado na terça-feira, 23, pelo AE Projeções com 11 instituições do mercado financeiro. Com base neste intervalo citado de estimativas dos economistas, a mediana calculada atingiu valor zero.

4 thoughts on “Déficit do governo em novembro foi o pior resultado desde 1977

  1. O pior é que será dificílimo acabar com esta inércia negativa nas contas do governo, tomando o cuidado para que esse freio, necessário, não repercuta em uma terrível recessão daqui por diante. Por isso a necessidade de um ajuste fiscal gradual.

    O problema é que, mesmo sem o ajuste, já estamos vivendo uma economia recessiva.

    2015, 2016 e os anos seguintes não serão fáceis para o Brasil. De maneira alguma. Parece ser que o ano que está chegando será o ano da consolidação dos ajustes e que 2016 seja o ano do arroxo financeiro para o país e toda a população.

    Lembrando que os ajustes para o salário mínimo já estão comprometidos para 2016, pelo resultado do PIB, neste ano, que irá compor o cálculo do reajuste naquele período.

    O quadro econômico do país, para quem não vive de rendas e investimentos no setor financeiro, isto é, para a maioria da população, reflete uma realidade dramática vivenciada pelas famílias brasileiras a ser vivenciada a partir dos próximos meses, passando a atingir o auge do aperto já no início de 2016.

    A realidade que começamos a vivenciar já em 2014 foi proporcionada por sucessivos erros da equipe econômica de governo que quis sustentar, artificialmente, toda a economia nacional por meio da dívida pública, irresponsavelmente, atolando o país em uma armadilha de estagflação.

    Agora a população está sendo chamada a arcar com as consequências dos atos irresponsáveis desta equipe de governo.

    Não pagaremos essa conta em menos de 4 anos.

  2. Perdão, corrigindo: O quadro econômico do país, para quem não vive de rendas e investimentos no setor financeiro, isto é, para a maioria da população, é de arroxo, e piorará nos próximos meses, passando a atingir o auge do aperto já no início de 2016.

  3. E para complicar uma guerra para lá de complicada, um bastião de enfrentamento às políticas saneadoras prometidas pelo senhor Joaquim Levy, na Fazenda, já está sendo articulada por petistas graúdos e cascudos como os senhores Aloizio Mercadante. Miguel Rossetto e Pepe Vargas, tirando o calço político do referido ministro.
    Não é boato. Está na coluna do jornalista Ilimar Franco, do GLOBO, ontem, domingo.

  4. Senhores,

    O Brasil não pode crescer. O povo tem que continuar na miséria:

    “CRESCIMENTO ECONÔMICO AMEAÇA ÍNDIOS NO BRASIL, DIZ ANISTIA INTERNACIONAL

    Relatório divulgado pela organização Anistia Internacional afirma que o crescimento econômico traz perigo de violação dos direitos dos povos indígenas do Brasil. “O crescimento rápido do Brasil, a expansão do agronegócio e a construção de grandes obras, como a barragem de Belo Monte (no Pará), aumenta o risco para os indígenas”, diz o responsável pela pesquisa no país, Patrick Wilcken.”

    Artigo completo:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110804_indios_anistia_internacional_mm.shtml

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