Deficit nas contas externas brasileiras é o maior desde 2002

Eduardo Cucolo
Folha

O déficit do Brasil nas suas transações de bens e serviços com o exterior alcançou 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto) nos 12 meses encerrados em setembro. É o maior percentual, na comparação com o tamanho da economia nacional, desde fevereiro de 2002, quando estava em 3,9%.

O aumento dos gastos brasileiros com serviços estrangeiros e a queda no saldo comercial do país estão entre os motivos que levaram a uma elevação desse resultado negativo nos últimos anos.

No acumulado do ano, o deficit nas transações de bens e serviços com outros países somou US$ 62,7 bilhões, outro recorde. Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o resultado passou de 3,61% nos nove primeiros meses de 2013 para 3,72% no mesmo período de 2014.

Estudo recente do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostrou que o Brasil está entre os dez países com os maiores deficit mundiais, o que não acontecia desde 2006. O resultado brasileiro só é menor que os de Turquia e Reino Unido.

COMÉRCIO EXTERIOR

Em setembro, o déficit externo ficou em US$ 7,9 bilhões. Foi o maior valor para este mês do ano da série histórica iniciada em 1947. O BC previa resultado negativo de US$ 6,7 bilhões.

“O desempenho da balança comercial foi o principal responsável por essa diferença”, afirmou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC.

O IED (Investimentos Estrangeiros Diretos) em setembro atingiu US$ 4,2 bilhões e superou a previsão do BC de US$ 3 bilhões. “Tivemos algo em infraestrutura, uma operação no setor energético”, disse Maciel sobre o destaque do mês.

Para outubro, o BC espera déficit de US$ 6,6 bilhões e IED de US$ 3 bilhões.

VIAGENS AO EXTERIOR

Os gastos dos brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 2,39 bilhões em setembro, segundo maior valor para todos os meses da série histórica do BC, que começou em 1947. A despesa de setembro é superada apenas pelos US$ 2,41 bilhões registrados em julho deste ano. Portanto, o resultado é também o maior para meses de setembro em toda série

Em 2014, os gastos em viagens têm superado os resultados vistos nos mesmos períodos de 2013 em praticamente todos os meses. As exceções foram os meses de janeiro e março. Na época, o BC chegou a projetar uma desaceleração dessas despesas, o que não se confirmou nos meses seguintes. No acumulado do ano, os brasileiros já gastaram US$ 19,6 bilhões, valor também recorde e 5% acima do verificado no mesmo período de 2013.

2 thoughts on “Deficit nas contas externas brasileiras é o maior desde 2002

  1. CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência.

    Números de ‘institutos’ VENAIS são apresentados para dissimulação do que pode vir.

    Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

    CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

  2. Como os elementos e variáveis macroeconômicos não serão alterados por este governo, não há perspectiva para que a realidade do déficit nas nossas transações correntes com o resto do mundo seja alterada.

    O Brasil vai continuar queimando as suas reservas cambiais por pura incompetência deste governo que foi e é incapaz de promover um choque de gestão em nossa economia.

    E já avisaram que vão levar este modelo de gerir as políticas econômicas que adotaram até as últimas consequências.

    Concluam sobre o nosso fim os senhores e senhoras mesmos.

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