A grande dúvida é saber se a delação premiada da OAS vai atingir Dias Toffoli

Dias Toffol

Delação foi suspensa por causa da Veja

Carlos Newton

Em matéria de corporativismo, não há dúvida de que o Judiciário se mostra imbatível. O serviço que presta ao cidadão é de baixa qualidade e demorado, não há avanços. No Supremo Tribunal Federal, que deveria servir de exemplo de eficiência e produtividade, o número de processos aumenta a cada ano, ao invés de diminuir. O novo ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, acaba de herdar mais de 7 mil processos do falecido Teori Zavascki.

Até agora, os membros do Judiciário estavam livres da Lava Jato, mas daqui para a frente, tudo vai ser diferente, com o avanço da delação premiada dos dirigentes e executivos da OAS, informou a reportagem exclusiva de Jailton de Carvalho em O Globo, publicada nesta quinta-feira (dia 6).

Apesar de sua importância invulgar, por envolver o tríplex e o sítio de Lula, o caixa dois na campanha de Dilma e Temer e as propinas para tucanos, como Aécio Neves  e José Serra, além do relacionamento direto de Léo Pinheiro com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, Moreira Franco e outros ministros, mesmo assim a delação da OAS estava parada há oito meses.  E o motivo desse congelamento foi exatamente o corporativismo do Judiciário.

AMIZADE COM TOFFOLI – Se tivessem vazado informações sobre políticos, tudo bem, sem problemas. Mas acontece que o vazamento de um dos depoimentos de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, relatava justamente suas relações de amizade com o ministro Dias Toffoli, do Supremo, com quem até trocava mensagens no celular.

Em conversa com Pinheiro, Toffoli se queixou de um problema com infiltrações em sua casa. O empreiteiro logo enviou uma equipe da OAS para vistoria. Os técnicos localizaram os problemas e sugeriram uma solução, indicando uma prestadora de serviços para fazer a obra.

A revista Veja colocou Toffoli na capa, os ministros do Supremo se revoltaram e o procurador-geral Rodrigo Janot teve de agir, suspendendo a delação da OAS. Depois disso, a Veja voltou ao assunto, ao revelar o conteúdo do relatório da Polícia Federal sobre a perícia nos telefones de um dos investigados na Operação Custo Brasil, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas.

RELAÇÕES PERIGOSAS – As mensagens captadas pela PF indicavam relações entre Gabas, Toffoli e participantes do esquema de corrupção que desviou mais de 100 milhões de reais do Ministério do Planejamento e provocou a detenção do ex-ministro Paulo Bernardo, que foi preso pela Lava Jato e logo depois solto justamente por Toffoli, seu amigo há mais de 15 anos.

A reação foi imediata. Procuradores federais de São Paulo sugeriram o afastamento de Toffoli da relatoria do caso no STF. A questão foi submetida ao procurador Janot, que preferiu lavar as mãos e colocar o pedido na gaveta mais próxima.

Somente agora, oito meses depois, avança novamente a delação coletiva da OAS, que deve ser tão impactante quanto à da Odebrecht, devido ao relacionamento direto que Léo Pinheiro mantinha com Lula, Dilma e os principais caciques da políticas brasileira, incluindo a nata dos tucanos.

PINHEIRO E CABRAL – Segundo o repórter Jailton de Carvalho, as delações da OAS terão um diferencial em relação às outras empreiteiras. “Pinheiro e outros ex-dirigentes teriam se comprometido a delatar magistrados envolvidos em casos de corrupção, e não apenas políticos. Parte das acusações guardariam conexão com uma das frentes de investigação da Operação Calicute, que levou o ex-governador Sérgio Cabral e ex-auxiliares mais próximos à prisão. Depois da Odebrecht, as delações da OAS seriam as mais impactantes da Lava-Jato desde o início da operação na 13ª Vara Federal de Curitiba, há tês anos”, informou o jornalista global.

Aliás, no Rio de Janeiro não se fala em outra coisa. Se Cabral também conseguir a delação premiada, muitos magistrados serão envolvidos na Lava Jato, que até agora passou longe do Judiciário, investigando apenas os ministros Francisco Falcão e Navarro Dantas, do Superior Tribunal Federal, pela malograda armação que fizeram com a então presidente Dilma Rousseff para libertar Marcelo Odebrecht.

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PSÉ pena que no Brasil raramente magistrado vá para a cadeia. Quase sempre a pena é de aposentadoria, com salário de R$ 30 mil, pelo menos. (C.N.)

10 thoughts on “A grande dúvida é saber se a delação premiada da OAS vai atingir Dias Toffoli

  1. E ninguém faz nada! Simples assim! revoltante assim!
    Denúncia após denúncia ninguém faz nada!!
    Carmém Lúcia arrefeceu…tanto discurso e nada de ação efetiva!!!
    É tanta falcatrua que não se sabe por onde começar as denúncias…
    precisaríamos de 1000 Lava Jatos…
    mas a vida continua, escândalo após escândalo…omissão total…
    sabíamos que o judiciário estaria envolvido quando a Lava Jato congelou antes de chegar nos políticos…

  2. Somente o fato de terem solto e afastado Com Vencimentos os conselheiros do TCE/RJ mostra a nossa justiça…
    Pior o próprio Dr. Bretas teve de pedir segurança e carro blindado 24 horas.

  3. Newton, assino em baixo, Toffoli, reprovado 2 vezes para Juiz de 1ª instância, nunca foi Ministro, e sim “sinistro”, por tudo isso, o STF, que está stf, dá o péssimo exemplo, aos Tribunais superiores, e a alguns Juízes da 1ª, e coloca a Srª Justiça em desacredito ao Cidadão.consciente de sua Cidadania.
    Deus, nos ajude, essa Almas trevosas, desafiam tua Lei do Amor fraterno, com suas “Obras maléficas”.

  4. Mais nefasto que o executivo e o legislativo é o judiciario deste pais , tendo remuneracoes astronomicas para realidade de qulaquer nacao quanto mais a nossa , fazem uso do excesso de leis para manipular sentencas e ” julgam ? ” conforme o estatus de quem é reu e quem e o autor . Aprovacao do projeto de abuso de autoriadade Já.

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