Delação de Santana e Mônica reduz o campo de defesa de Temer no TSE

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Charge do Clayton (Charge Online)

Pedro do Coutto 

Com a decisão do ministro Edson Fachin de homologar o acordo de delação premiada proposto pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, o Tribunal Superior Eleitoral deverá decidir pela anulação da vitória, em 2014, da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer nas urnas de 2014. Isso porque, se o relator da operação Lava-Jato no Supremo validou a delação, é porque tacitamente considerou seu conteúdo como uma das peças decisivas no esquema de corrupção que abalou a Petrobrás e o próprio país.

A matéria foi bem destacada, em O Globo, pelos repórteres Carolina Brígido, André de Souza, Letícia Fernandes e Renata Mariz, e na Folha de São Paulo pelas repórteres Letícia Casado e Bela Megali. As duas matérias integram as edições de quarta-feira

SEM BASE – Dessa forma, a defesa do presidente Michel Temer, ao contrário da defesa da ex-presidente Dilma Rousseff, não pode ter base na tese da negativa, uma vez que o ministro Edson Fachin homologou a delação. Resta ao presidente da República a tese original da separação das contas realizadas na campanha.

A materialidade da denúncia foi patenteada na medida em que o relator da operação Lava-Jato na Corte Suprema aceitou incluir a delação no processo que tramita na Corte Suprema.

O adiamento da decisão, estabelecido na audiência de terça-feira no TSE, resguarda o mandato do presidente da República, mas até quando os adiamentos poderão se suceder sem que isso abale a posição política do Palácio do Planalto.

TUDO CONFIRMADO – Afinal de contas, João Santana e Mônica Moura, por sua vez confirmam o conteúdo de outras delações, estas por parte de ex-executivos da Odebrecht. O problema assim se complica para o presidente da República. É de se acreditar que a decisão final do caso, que poderá deslocar-se para o Supremo Tribunal Federal não atingirá um grau capaz de afastar Michel Temer de Brasília. Mas acrescentará um problema a mais para a presidência da República, em meio a dificuldades inevitáveis que vão surgir com a reforma da Previdência Social e com a reforma trabalhista.

A tese da separação das contas, por paradoxal que pareça, está sendo colocada no debate pelo PSDB, por ironia do destino, autor da ação que se propõe a anular o resultado das urnas de 2014. O adversário de ontem tornou-se o aliado de hoje. Coisas da política.

3 thoughts on “Delação de Santana e Mônica reduz o campo de defesa de Temer no TSE

  1. Pedro do Couto. Essa tese da separação de contas não se sustenta. Primeiro devemos considerar que vice não é cargo. É espectativa de cargo, que se efetiva (a espectativa) com a posse do titular da chapa. Se as eleições não são separadas como dizer que as contas são? No TSE estão as contas da eleição para presidente de 2014. Contas do PT e PMDB são separadas.

  2. Do ponto de vista técnico o grande Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO conclui que a Delação Premiada de SANTANA e MÔNICA reduz o campo de Defesa de TEMER no TSE.

    Nosso Colega Sr. ANTONIO SANTOS AQUINO, acima, também argumenta dentro da Lógica, e conclui que a Lei Eleitoral, deixa o Presidente TEMER sem a Defesa da “separação de Contas” da campanha Presidencial 2014.

    Mas o BOM SENSO diz que após quase três anos de Recessão/aumento grande do DESEPREGO, quando o Governo TEMER/MEIRELLES, começa a tirar o Brasil da Recessão, coisa que ficará clara no 2º Semestre/2017, não se pode trocar de Governo.

    A experiência mostra que ” Não se deve trocar de cavalo no meio do banhado”. E acredito que não se trocará.

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