Delações da H.Stern e da Rica vão arrasar Cabral e Adriana Ancelmo ainda mais

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Juliana Castro
O Globo

Quase cinco meses depois da prisão do ex-governador Sérgio Cabral, empresários de dois grandes grupos que atuam no Rio estão próximos de colaborar com as investigações sobre o esquema de corrupção liderado pelo peemedebista. Além da cúpula da rede de joalherias H.Stern que fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), o presidente da Rica Alimentos, Luiz Alexandre Igayara, negocia com os procuradores a possibilidade de acordo para que ele explique o mecanismo para entrega de propina aos membros da organização criminosa. Advogado do empresário, Michel Assef Filho nega, no entanto, que exista negociação para delação.

Igayara é réu por lavagem de dinheiro em processo da Operação Calicute, o mesmo a que Sérgio Cabral (PMDB) responde. O empresário não está preso. À força-tarefa da Lava-Jato, os irmãos doleiros Marcelo e Renato Chebar contaram que dinheiro de propina era entregue na sede da empresa de Igayara, que depois celebrava contratos fictícios com os operadores de Cabral para esquentar os recursos do esquema.

LAVAGEM – Em relação à Rica Alimentos, o MPF sustenta que a empresa dissimulou a origem de R$ 2,9 milhões por meio de contratos fictícios com o escritório de Adriana Ancelmo, a LRG Agropecuária, do operador Carlos Miranda, e a CSMB Serviços de Informática, do operador Carlos Bezerra. Eles negam as acusações.

Quando prestou depoimento, Cabral disse que Igayara é seu amigo de longa data e que teve relação comercial com ele há muitos anos, antes de comandar o governo. Já Adriana reservou-se ao direito de permanecer em silêncio, alegando sigilo profissional.

Em depoimento, em novembro do ano passado, Igayara afirmou que “acredita que tenha estado pessoalmente com Adriana Ancelmo uma vez e sobre ela somente sabe aquilo que é veiculado na imprensa”. Acrescentou à época que já realizou consulta ao escritório da ex-primeira-dama, mas precisaria verificar se efetivamente foi celebrado algum contrato.

DESMENTIDO – Na quinta-feira, em depoimento no processo da Calicute, o advogado Paulo Fernando de Oliveira Aguiar afirmou que acompanhou Igayara, cliente seu na área cível há 30 anos, em dois encontros no escritório de Adriana porque o empresário estava insatisfeito com a banca que atuava nos processos trabalhistas. O advogado contou que ele mesmo deu parecer contrário ao escritório de Adriana porque “não sentiu firmeza jurídica”. Segundo Aguiar, a empresa da ex-primeira-dama não foi contratada.

Assef Filho, que defende Igayra na Calicute, pediu para ouvir Thiago Aragão, sócio de Adriana e preso na Operação Eficiência. Ele diz que Aragão poderia confirmar que houve a contratação, mas o depoimento dele foi indeferido pelo juiz Marcelo Bretas. 

5 thoughts on “Delações da H.Stern e da Rica vão arrasar Cabral e Adriana Ancelmo ainda mais

  1. Este desgovernador Sérgio Cabral e mulher, foram os maiores corruptos do estado do Rio de Janeiro, talvez até do país, espero que cumpra todo tempo da pena, se fizer delação premiada e for solto, vai ser uma decepção a mais do povo do estado do Rio de Janeiro, agora falta Pezão, este negócio que vai processar o filho do conselheiro Jonad Lopes, que denunciou que ele pagou despezas pessoais de Pezão pode ser, mas cadê os recibos, as provas, se não for comprovado vai sofre a pena, sei que este desgovernador Pezão também participou, mas é preciso provar.

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