Delator Ricardo Pessoa vai depor na ação contra Dilma no TSE

Eduardo Militão
Correio Braziliense

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve ontem à noite o depoimento do empreiteiro da UTC Engenharia Ricardo Ribeiro Pessoa, que acabou de fechar delação premiada na Operação Lava-Jato, numa ação que objetiva tirar o mandato da presidente Dilma Rousseff. A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) foi aberta em dezembro no ano passado pela coligação derrotada do PSDB. O depoimento do executivo da UTC será em 14 de julho, às 9h, no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Na ação, já foram outros delatores da Lava-Jato, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Pessoa foi mencionado por eles e o ministro-relator do caso, João Otávio Noronha, determinou sua oitiva. O PT recorreu contra a decisão do ministro.

Na segunda-feira, por unanimidade, os ministros do TSE rejeitaram o recurso do partido e mantiveram o depoimento de Pessoa.

Também serão ouvidos o ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, dia 16 de julho, no Rio de Janeiro, e o diretor do órgão, Rogério Boueri Miranda. O PSDB sustenta que a coligação de Dilma praticou abuso ao só fazer a divulgação de indicadores socioeconômicos considerados ruins depois das eleições.

One thought on “Delator Ricardo Pessoa vai depor na ação contra Dilma no TSE

  1. Absolutamente tudo deve ser apurado. O estelionato eleitoral, desde Collor quando disse, em debate, que Lula confiscaria a poupança dos brasileiros, é o único crime que o povo brasileiro ainda não perdoa. O roubo, a corrupção, conivência com bandidos estatais e convivência vassala com ditadores de outros países são comportamentos irrelevantes, porquanto perdoáveis, para o grande povo brasileiro.
    A presidente, com sua aparência claramente doentia não pode negar o excesso de mentiras que foram registradas na sua campanha, basta um dos inúmeros vídeo mentirosos. Se o dinheiro de achaque foi transformado em doação legal, a pena deverá ser duríssima, pois quem pode ser mais achacador que o dono da caneta, dono dos ratos venais das estatais e dos ratos lambedores do congresso?
    Lembro que Nero, em sua juventude, foi educado por Sêneca e depois por ele aconselhado durante um próspero período de Roma. Após sete anos como imperador equilibrado, Nero enlouqueceu. Estas coisas acontecem. O fato trágico deste período de loucura é que os seus súditos o serviam como se nada estivesse errado com o infeliz Nero. Impedimento por doença mental não é crime, mas os crimes dementes de Nero continuaram a ser aceitos até que a política fiscal de sua gestão desagradou alguns governadores e o senado acabou lhe negando apoio legal, tornando-o inimigo público de Roma. Ao ser apunhalado por um soldado ajudante de seu suicídio, disse suas últimas palavras: “Que grande artista morre comigo”.

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