Delúbio Soares e João Paulo Cunha podem circular à vontade em Brasília, mas devem evitar locais muito movimentados

JOÃO PAULO CUNHA/ATO/PT

Deu em O Tempo

Antes do ex-deputado João Paulo Cunha e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deixarem o presídio para o “saidão” da Páscoa, eles receberam a seguinte recomendação do advogado deles: que se preservassem, evitando ir a restaurantes ou locais muito movimentados.

Os dois condenados no julgamento do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foram beneficiados com o indulto para o feriado e passam os dias fora do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, com seus familiares.

“Apenas recomendei que eles se preservassem o máximo possível, além de seguirem as regras impostas pela portaria (que regula o indulto). Eles podem sair, mas sugeri que aproveitassem para ficar com a família em um lugar mais discreto, para evitar o assédio”, afirmou o advogado Frederico Donati, que acompanha a execução penal de Cunha e Delúbio.

Entre as regras da portaria que permite a saída da prisão para os condenados que cumprem pena em regime semiaberto está a proibição de consumir bebida alcoólica e de encontrar outros presos que estão liberados para o feriado.

O maior desejo de Cunha e Delúbio, que era poder passar parte do feriado com seus pais, não foi atendido. A defesa dos dois até tentou, mas o pedido de deslocamento de Delúbio para Goiás e de Cunha a São Paulo, onde moram os país, foi negado. O advogado vê excesso de zelo do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) ao determinar que eles ficassem no Distrito Federal.

Medida

Ação. A Procuradoria Geral da República sugeriu a formação de um grupo de trabalho para a fazer a defesa do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o mensalão.

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