Democracia para principiantes

José Carlos Werneck 

Dentro de poucos dias será realizado o segundo turno das eleições de 2014, para a escolha do Presidente da República e Governadores em treze estados e no Distrito Federal, onde o pleito não foi decidido em primeiro turno .

Eleição é sempre um bonito espetáculo. É a única hora em que realmente todos são iguais perante a lei. O voto do banqueiro tem o mesmo valor do voto do bancário. A opção do operário tem o mesmo peso da do milionário. Eleições livres e democráticas são realmente uma afirmação da Liberdade de um povo.

Escolha bem seu candidato, sem sofrer influências de ninguém. Compareça para votar, com serenidade. Não faça e repila veementemente os assédios de quem faz boca-de-urna. A escolha é sua e de mais ninguém! Depois vá para casa,ou reúna-se com amigos e torça para os seus candidatos.

Na Democracia, vence uma eleição o candidato que tem o maior número de votos. Não importa que seja o mais ou menos  preparado, o mais culto, o mais erudito ou o mais inteligente. Vence quem o eleitor escolheu. E ponto final!

SÁBIA LIÇÃO

Aceite serenamente o resultado das urnas. Elas expressam a vontade da maioria e não se esqueça da magistral lição do mineiro Milton Campos, adversário de João Goulart e derrotado por este, para o cargo de vice-presidente da República, quando jornalistas lhe fizeram a seguinte pergunta:

“Dr. Milton, a que o senhor atribui sua derrota?”

Sereno e sorridente,  após uma tragada no cigarro, que sempre o acompanhava, Milton Campos respondeu:

“Ao maior número de votos obtidos pelo meu adversário, o Dr.João Goulart!”

Nunca me canso de repetir o que afirmou o grande político mineiro Milton Campos, para quem não havia saída fora da Democracia, naquela entrevista concedida após sofrer uma derrota para João Goulart, na eleição para vice-presidência da República (à época que os candidatos ao cargo recebiam votação própria, independente do candidato a presidente).

Belíssima e sábia lição de Democracia. Análise precisa e e sucinta, despida de razões complicadas de Ciência Política, Sociologia ou Economia, tão ao agrado dos “cientistas políticos” de plantão, que adoram teorias, mas jamais concorreram a qualquer eleição!

Assim é na Democracia. Que no domingo dia 26 tenhamos um pleito tranquilo e ordeiro. Ganhe quem ganhar, pois, afinal, eleição é sempre um bonito espetáculo!

O resto é conversa fiada, ou melhor, tema para cientista político discutir enquanto bebe um bom whisky.

E viva a Democracia!

9 thoughts on “Democracia para principiantes

  1. Falando em Democracia, Sr,.Wernecke e Sr.Newton.
    Não vi nenhum jornalista deste Páis ,principalmente de São Paulo denunciar o que aconteceu nesta DEMOCRACIA onde o sr. governador geraldo alckinim cometeu o crime eleitoral por esconder e contar mentiras e mais mentiras sobre a questão do abastecimento da água…
    Várias regiões, inclusive a minha sofre com o RACIONAMENTO de AGUA desde antes do inicio daCOPA DO MUNDO, mas o governador e seus aspones e a grande mídia econdem o fato e “taca-lhes” contar mentiras deslavadaspara o povo paulista.
    Na semana passada , foram três dias seguidos,com intervalos de poucas horas com “conta-gotas” deágua……..
    Uma das aspones ligadas aSABESP com aquele ar arrogânciae prepotencia disseassim como o dicionário franco-tucano-suiçona mão””há falta de água pontual”…
    Gostaria que os srs. me “explicassem” o que significa isso.?????
    Estamos brincando de DEMOCRACIA , um faz deconta danado, onde meia dúzia de politicos achamque um ESTADO pertence a partido politico……
    Estão brincando com o povo….
    E falta deágua nãoée para brincar…

  2. DO CABRESTO À AUTODETERMINAÇÃO

    A democracia é uma ditadura com eufemismo. Demos Cratein (do grego): governo do povo, para o povo, pelo povo nunca existiu nenhures. Nesse regime, a exemplo dos demais, em última análise, todo poder se impõe pelo terror das “armas”. Tal efeito dissuasivo será eficaz, enquanto o ser humano for mortal.
    Ninguém teme um juiz pelo seu mero status de magistrado, ou devido ao império de sua moral (falto); todavia, porque o indefeso está perante um árbitro capaz de mobilizar um aparato bélico. Equivale a afirmar: entre o Estado e o cidadão existe uma relação sadomasoquista – onde o Estado é o sádico (quem sente prazer com o sofrimento alheio) e o cidadão é o masoquista (quem se realiza sofrendo). Como provar que o togado é quem está certo? Pasmem, apesar de tudo, ainda há resignado que reforça sua condição de covarde, concordando: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se!”
    Os diplomatas estadunidenses são os que mais logram êxitos em suas “negociações”. – Será se essas façanhas se deve à habilidade da chancelaria norte-americana, ou é por que a contraparte se rende ao poder de fogo dos ianques?
    Outrossim, o governo não monopoliza o arsenal porque governa, mas governa porque monopoliza o arsenal. Tanto é que o sustentáculo e sinequanon dos poderes são as armas, que nenhum governo admite a concorrência de grupos armados, “escusos”, dentro dos seus domínios. Mesmo porque os governantes tem consciência das suas ações maléficas e injustas contra a população, e para empurrá-las goela abaixo tem de ser à base da coação e do medo.
    Diante de uma decisão que incita o furor popular (misantrópica), um tipo de relação podre entre os poderes, outrora discreta, tem vindo à tona de maneira mais descarada; é a transferência do “trabalho sujo” ao Judiciário. É mais ou menos assim: sempre que uma autoridade executiva vê-se obrigada a tomar uma medida impopular, para não perder voto e mídia, de pronto, o rolo é remetido ao Poder Judiciário: lá estão androides infalíveis, intocáveis, perfeitos, inquestionáveis, acima do bem e do mal; e suas decisões equivalem ao efeito de um decreto celestial. É como se de uma irmandade de três (triarquia): Legisladrão, Executor e Judiador (o louco e inimputável), quando for para cometer uma iniquidade, os dois primeiros combinam: “Vamos mandar Judiador perpetrar esse crime; ele é impunível”. Ou ainda pode ser comparado às quadrilhas que recrutam menores para os seus quadros: todos os delitos são atribuídos aos garotos, eles contam com as benesses da lei. É o Ferrabrás em antipopularidade, o Judiciário.
    -Por essas e por outras, o Poder Judiciário urge por transformações: em suas hierarquização, forma de ingresso e na quebra da estabilidade pétrea (vitaliciedade). Porque, se assim continuar, votar não passará de uma atitude idiota. Eleitores para escolher representantes que, para livrarem a cara, podem se dar o luxo de terceirizar decisões. Decisões atuais com sabor de sujeição que vai do Império Romano à Idade Média, quando se sentenciava: Roma Locuta, Causa Finita (Roma falou, questão vencida) e Magister Dixt (O mestre falou)! A propósito, eu, pelo menos, não voto, e jamais votarei em alguém. Votar para quê? Para eleger os algozes que vão legislar leis que darão uma fachada “legal” aos agentes e estrutura que nos oprimem? Essas legislações abrem caminhos para nos levar à cadeia, à morte, para juízes invadirem nossa vida privada com tamanha petulância, força-nos a nutrir nossos inimigos através de impostos tomados etc. Ou seja: o que deve ser questionado, urgentemente, não é o candidato portador de mau hálito, ou se ele é desonesto, ou o analfabetismo do Tiririca; mas sim o nosso papel de mulas do Estado opressor. Pois somente um povo bem armado pode se opor às tiranias estatais. A grande maioria das leis que são criadas não tem como prioridade o bem-estar dos cidadãos, mas sim visam a garantir a governabilidade, ou seja a nossa submissão de boi-de-canga. Leis que convertem em crimes quaisquer manifestações que ameacem a estabilidade do poder, e signifique a autonomia dos cativos.
    Basta verificar ao longo da história da humanidade, partindo do Antigo Testamento: o poder de subjugar sempre foi exclusividade daqueles que matam com maior eficiência. Por isso mesmo, a consolidação dos Estados só se tornou possível com a sofisticação das armas e a estratificação das forças legalistas: todas as forças armadas a serviço do poder constituído. Religiões, literaturas, mídias; todo isso compõe o arsenal doutrinador da máquina de manipulação dum regime, mas contra todos esses recursos logísticos, a massa pode desenvolver mecanismos de autodefesa. Todavia, ainda não é viável um mortal tornar-se imune a uma bala que o penetra.
    Reação esperada: quando pelo menos 30% dos subjugados acordarem, e perceberem que são reféns de uma Estado armado, eles se aprestarão como multiplicadores de um novo modelo, onde reinará o equilíbrio de forças. Ora, se o Estado nos submete pela força do seu poderio mortífero, para reagirmos e provarmos que não somos masoquistas, devemos nos armar também de forma estratégica e organizada. Claro que nem todos comungam com este modelo proposto: uns porque já se habituaram na canga, outros porque só sabem viver na dependência de uma tutela, e aqueles porque são os beneficiados pela estrutura pandemônica, repressora da grande maioria.
    Absurdo é conceber que a mesma geração rebelde que, atendendo aos apelos do movimento hippie, rompeu os laços familiares, deixou seus lares e se mandou pelo mundo afora; e essa mesma geração ainda não teve rebeldia suficiente para se desvencilhar do jugo do Estado Escravista.
    Porém, como somos uma gentinha acovardada, para viver o menos injusto dentro dessa relação ditatorial, a população deveria deflagrar um movimento, visando a pressionar o Congresso Nacional, a fim de que este extirpe, de pronto, a vitaliciedade dos magistrados e a estabilidade pétrea de policiais. Pois, quem se dá à audácia de invadir a vida alheia, perseguir e julgar, no mínimo, tem de ser perfeito e infalível. Do contrário, o agente deve-se declarar incompetente para tal MISSÃO, ou melhor, introMISSÃO. Somente o niilismo nos dará a chance de um recomeço!
    -O instinto de autodefesa é uma faculdade peculiar a todo organismo vivo.
    – A lei da sobrevivência é a que revoga as demais.
    -Todo dominado tem implantado em si um “botão de acionamento” – cuja senha é privativa dos dominadores – esse código de acesso se chama MEDO.
    -O grupo opressor é um oportunista da covardia popular.

  3. A não ser em casos que necessitem alguma explicação,evito sempre comentar minhas matérias,mas diante do MAGNÍFICO texto do Benigno Dias,tomo a liberdade de solicitar ao Carlos Newton,que o transforme em um artigo.

  4. Apoio a solicitação do leitor José Carlos Werneck ao Moderador do blog, jornalista Carlos Newton, para que transforme em artigo, o texto MAGNÍFICO do senhor Benigno Dias
    – Do Cabresto À Autodeterminação.
    Na minha modesta opinião, uma aula de civismo e determinação, muito apropriada para esta presente ocasião, em que nos é imposta pelo PODER ELEITORAL a urna eletrônica ,renegada por países de tecnologia muito mais desenvolvida que o Brasil, e que, sabidamente, não faculta qualquer forma de auditagem em seu resultado, porquanto não fornece comprovante do voto do cidadão-contribuinte-eleitor.
    Pelo geral do texto, parabéns, senhor Benigno.

  5. Lembro da eleição, mas não sei como era a cédula de votação. Só sei que todos os janistas que eu conhecia -muitos -lamentavam-se por terem esquecido de votar para vice, naturalmente Milton Campos.

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