Dentro de 30 dias, um outro 3 de outubro. Há 80 anos, conhecemos o primeiro 3 de outubro, que não respeitou o calendário. Surgiram duas ditaduras. E agora, o que virá? O Supremo não pode referendar o corruptíssimo Roriz. Lula tentou destruir Jereissati, ele vai ganhando.

Hoje, 3 de setembro, fica faltando exatamente um mês para um novo 3 de outubro. Só se fala em eleição, se comenta eleição, como costumam dizer, “se vive e se respira eleição”. Só que aquilo que deveria ser a expressão da vontade popular, é uma nova mistificação, também podendo ser identificada como farsa, fraude, constatação do que pretendem, pode ser tudo, menos expressão da manifestação do eleitor.

Vejam só, e constatem se esse novo 3 de outubro tem ou terá qualquer coisa a ver com o que pensa ou imagina o povo brasileiro. Numa demonstração de burrice inominável e inédita (não acontece em nenhum país) iremos às urnas (eletrônicas, mas “sem papel para confirmar”, como pedia Brizola), para votar em massa, preencher os mais diversos cargos.

Só não votaremos agora e em todos os 3 de outubro, nas eleições municipais. “Escolheremos” presidente e vice, governador e vice, dois senadores, deputados federais e estaduais. É muita coisa. Nos mais diversos países, vota-se ISOLADAMENTE para Presidente (ou Primeiro-Ministro, se for o caso) depois então se realizam as eleições gerais.

Obama, que como tinha que acontecer, viu sua popularidade cair bastante, enfrentará eleições gerais antes do fim do ano, pode perdê-las, como acreditam especialistas. Mitterrand, quando era todo-poderoso presidente eleito e reeleito da França, perdeu a eleição geral para o medíocre Chirac, teve que dividir o governo com ele no que se chamou de COABITAÇÃO.

Agora no 3 de outubro que avança SOBRE NÓS, somos quase 200 milhões, (o censo definirá o total) 129 milhões de cidadãos obrigados a votar, mas temos como referência (leia-se referência medíocre, lamentável, melancólica e mais do que isso, catastrófica) apenas duas pessoas, dois nomes, duas candidaturas. Quem não quiser votar em Serra ou Dilma (o caso deste repórter) faz o quê? Anula, vota em branco, não comparece? Não são opções dignas, mas sim a falta de partidos coletivos e de credibilidade individual.

A República nasceu viciada, contaminada, controlada e dominada por grupos, que se aproveitaram de tudo, não tomaram conhecimento do povo, por mais longe (ou perto) que ele estivesse. E além da corrupção, da irregularidade, do desperdício do dinheiro público, sem nenhuma consideração com investimento ou desenvolvimento, fez o país prisioneiro de duas datas.

Surgiu com o 15 de novembro, mudou para 3 de outubro. Não é que o calendário tenha importância inexpugnável, mas a verdade é que as datas só mudavam para piorar. O primeiro 15 de novembro, todo indireto, com os dois marechais PROVISÓRIOS por 1 ano, e depois, “eleitos” indiretamente, sem povo, sem voto e sem urna.

Essa calamidade durou 41 nos, até que foi imposto o primeiro 3 de outubro (de 1930), que durou 15 anos (até 1945), mas nunca soube o que era eleição. Tivemos então um período sem data, surgido da Constituinte de 1946, que deu ao Brasil uma bela Constituição.

Infelizmente, essa Constituição, que não tinha nada a ver com 15 de novembro ou 3 de outubro, morreu muito moça. Foi assassinada em 1º de abril de 1964, quando iria completar 18 anos em 18 de setembro desse ano 1964. Voltou o 15 de novembro, mas com o perfil ditatorial do 3 de outubro de 1930. Só que essa ditadura se manteve “apenas” por 15 anos, a do 15 de novembro, por 21.

Agora, 129 milhões de cidadãos, desligados das duas ditaduras, alguns que não conheceram nem a primeira nem a segunda (muitos já estão com 25 anos, completados a partir do fim da segunda ditadura), poderiam votar com discernimento, vontade e convicção.

Mas como fazer tudo isso, obrigados a “escolher” entre o ruim e o pior? Dona Dilma apregoa, que “devem votar em mim, serei a primeira mulher a ser presidente”. E daí? Existem grandes mulheres e outras que não alimentam a menor esperança. Dona Dilma é uma dessas mulheres. Mas será eleita, tomará posse e será “a primeira mulher sub Lula”.

***

PS – Vivemos a Era Lula, que ele mesmo tenta “vender” como democrática. Que democracia é essa, na qual o presidente em fim de mandato, aposta tudo na sua “sucessora”? E mais: intervém nas eleições dos mais diversos estados, quase todos.

PS2 – Lula quer “fazer” governadores e senadores, por interesses financeiros, para favorecer correligionários ou se vingar de adversários. Não vou citar todos, deixo para depois. Mas não posso ficar sem examinar alguns, onde a “ingerência” de Lula é mais vergonhosa e ditatorial.

PS3 – No Ceará, houve reviravolta por causa da intervenção de Lula, que quer, por tudo, derrotar Tasso Jereissati. Este, quase derrotado, cresceu por causa dos ataques de Lula, Mas por que não enquadram o senador no projeto Ficha Limpa? Desde 2002 ele responde a processo no Supremo, por causa da “falência” do Banco do Estado do Ceará. Quem “segura” o processo contra Jereissati, é o Ministro Gilmar Mendes.

PS4 – A outra vaga sendo disputada por Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), ambos apoiados por Lula, um será derrotado, mesmo apoiados por Lula.

PS5 – No Amazonas, Lula APOIA desesperadamente Alfredo Nascimento para governador. E Vanessa Graziotin, para o Senado. Vai perder os dois. Nascimento, duas vezes Ministro de Lula, perde para Omar Aziz, ensaiam um dossiê contra ele.

PS6 – Artur Virgilio se reelege com certa vantagem. Lula foi ao Amazonas, “pedir” votos contra ele”, e não está conseguindo.

PS7 – E no Pará, Lula quer reeleger a incompetente Ana Julia Carepa, que está inscrita no PT, e como é de praxe nesse partido, não fez nada, 4 anos de vazio.

PS8 – Lula quer derrotar Jader Barbalho, candidato ao Senado. Por que não “empurra” o Ficha Limpa em cima dele? Renunciou ao mandato no Senado para não ser cassado, agora quer voltar? Imoralidade que está sendo combatida de forma errada.

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