Depois da compra da casa no Lago, mais uma denúncia contra o governador de Brasília, Agnelo Queiroz. Que não vai dar em nada.

Carlos Newton

Antes de ser eleito, já circulavam em Brasília informações desabonadoras sobre o candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, que largara o PCdoB a pedido de Lula. Falava-se na compra de uma casa no Lago, em valor incompatível com sua renda de servidor público, conforme Helio Fernandes informou aqui.

Agora, surge o escândalo do Caixa 2, com as denúncias do empresário José Seabra Neto, que deu entrevista mostrando como recebia por fora, sem nota fiscal, pagamentos para publicar em seu jornal matérias de apoio à candidatura de Queiroz na campanha passada.

Na entrevista, que foi gravada pelo repórter, Seabra Neto inclusive revela a conta no Banco Regional de Brasília (BRB), onde depositava o dinheiro não registrado na Justiça Eleitoral, recebido em parcelas de R$ 50 mil.

Seabra Neto já se ofereceu para prestar depoimento. E agora, o que fará o Ministério Público Eleitoral? Vai abrir inquérito contra o governadordo Distrito Federal? Por muito menos, o ex-governador do Amapá, João Capiberipe, e sua mulher Janete, foram cassados, sob acusação de que haviam comprado dois votos por R$ 26 reais cada. Depois, descobriu-se que a acusação era falsa, mas eles continuam cassados, à espera de uma decisão favorável do Supremo.

No caso de João e Janete Capiberibe, houve pressão sobre a Justiça Eleitoral, feita por um influente político do Amapá, que é inimigo do casal: o presidente do Congresso, senador José Sarney. Isso significa que, se não houver pressão no caso de Agnelo Queiroz, a impunidade já está garantida.

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