Depois da falsa greve do Sete de Setembro, agora os caminhoneiros ameaçam parar

Caminhoneiros podem parar “a qualquer momento” por diesel | VEJA

Em 2018 a greve foi total e deu grande prejuízo à nação

Paula Soprana
Folha

Após uma série de tentativas de paralisação neste ano, caminhoneiros junto à frente parlamentar da categoria determinaram na noite deste sábado (16) que iniciam uma paralisação no dia 1º de novembro caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não atenda as demandas do setor.

Os motoristas exigem cumprimento do frete mínimo e nova política de preços para os combustíveis, que nunca estiveram tão caros no Brasil. A definição ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018.

GOVERNO FALHOU – A interlocução com o governo será feira por meio da Frente Parlamentar do Caminhoneiro Autônomo e Celetista, presidida pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS).

“Nós, caminhoneiros autônomos do Brasil, estamos em estado de greve”, afirmou Crispim em vídeo que já circula em grupos de motoristas. “Significa dizer ao governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver, desencadear, melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido.”

A categoria pede que o governo atenda suas reivindicações, que incluem melhores condições de trabalho, em 15 dias para não iniciar uma paralisação.

CPI DO DIESEL – Crispim protocolou um requerimento para abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a alta dos preços dos combustíveis pela Petrobras. O pedido foi feito no dia em que a estatal aumentou em 8,9% o preço do diesel, em setembro. Em 2021, a empresa já elevou a gasolina em 51%. Diesel e gás de cozinha subiram 38% no ano.

Desde setembro, a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e a Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores ) promoveram encontros nacionais para definir uma pauta única dos motoristas.

SITUAÇÃO PIOROU – O setor, junto a deputados da frente parlamentar, se descola da imagem de caminhoneiros que pararam estradas em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contrárias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nos atos de raiz golpista de 7 de setembro.

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes da greve de 2018 e que hoje está à frente da Abrava, afirmou nesta semana à coluna Painel que situação atual é pior que a do ano da paralisação nacional.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A falsa greve do Sete de Setembro foi um locaute de empresários bolsonaristas dos setores de transportes e agronegócio, para justificar o golpe tramado por Bolsonaro e Braga Netto, que foi abortado pelo Alto Comando do Exército. Os caminhoneiros de verdade estão por aqui com o governo. Em março, já tinham feito um protesto de advertência, mas o governo se recusou a mudar a política antinacional da Petrobras, que cobra preços de petróleo importado, como se pagasse frete, seguro e tarifas portuárias. Agora, a greve é de verdade e vai encostar a Petrobras e o governo na parede. (C.N.)  

5 thoughts on “Depois da falsa greve do Sete de Setembro, agora os caminhoneiros ameaçam parar

  1. A minha tranquilidade está no fato de que se a greve piorar o estado de coisas aqui em pindorama a ponto de haver intervenção militar, o “clã dos infernos” vai voltar para onde nunca deveria ter saído; O Inferno.

  2. Se tem coisa que eu adoro é demagogia barata e demagogo, a casa logo cai porque a demagogia não se sustenta, coisa que o mito deveria saber, fez demagogia a vida politica dele inteira. Como o mito e o seu chefe das FFAA tinham certeza de que dariam o segundo Grito do Ipiranga no dia da Independência, não hesitaram um só segundo mandando os caminhoneiros “leais” a fazerem aquele greve de mentirinha. Felizmente os chefes das FFAA não estavam afim de aventuras, a pandemia ainda não acabou, mas o desgoverno do mito, sim.

  3. Os custos de produção da Petrobrás e a margem de lucro teriam que ser em reais. A empresa deve atender aos interesses do país e não os investidores minoritários, portanto na prática está privatizada. Solução fácil de resolver quando se escolhe em que lado está e não é do país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *