Depois de embolsar 57 milhões, UNE deixa de apoiar governo

Deu na Agência Brasil

Às vésperas de o governo federal anunciar o contingenciamento do Orçamento Geral da União deste ano, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, informou que os universitários de todas as regiões do país prometem se mobilizar nas ruas, em passeatas e protestos, caso haja cortes na área da educação.

Depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff na noite de terça-feira, Vic Barros disse que falou com ela sobre a mobilização que a UNE já vem fazendo em algumas universidades, inclusive com ocupação de reitorias.

“A gente não aceita nenhum centavo a menos para educação”, destacou a presidente da UNE. Segundo ele, o corte de verbas no setor vai na contramão da maior vitória da educação brasileira, que foi a vinculação dos investimentos na área ao PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país], chegando a 10% em dez anos.

“INTRANSIGENTES”

Vic Barros afirmou que a agenda de mobilizações será intensificada nos próximos dias, visando a atrair mais estudantes e se preparar para o 54° Congresso da União Nacional dos Estudantes, em junho. “Caso haja qualquer tipo de contingenciamento na educação, nós seremos intransigentes na reivindicação de que uma medida como essa seja revogada, para que a gente consiga, em vez de reduzir a verba educacional do nosso país, ampliar a meta educacional”.

Em resposta às reivindicações, Dilma Rousseff demonstrou sensibilidade na questão do financiamento da educação e disse que está estudando as possibilidades para que o setor não tenha nenhum dos seus programas comprometidos. “Ela [Dilma] não disse se vai ter corte ou não. Ela disse que está estudando toda essa questão de como será aplicado o Orçamento aprovado para o ano de 2015 e que a educação é a prioridade na agenda dela, para que possa se assegurar que não haja prejuízos para a educação no país através do Orçamento”, informou a presidente da UNE.

Além da UNE, reuniram-se com a presidente Dilma representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Do lado do governo, participaram o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, e o secretário nacional da Juventude, Gabriel Medina.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Para comprar o apoio dos estudantes, na gestão de Lula o governo do PT deu R$ 57 milhões de reais para a UNE reconstruir sua sede no Rio, destruída no governo militar. Os estudantes embolsaram a grana, apoiaram o governo, não construíram nada e agora espertamente terceirizaram a obra do prédio, que será explorado pela empresa, construtora, com apenas uma parte do imóvel ficando como propriedade da UNE. E agora seus líderes acabam de avisar que vão deixar de apoiar o governo. São como ratos abandonando o barco que naufraga. (C.N.)

6 thoughts on “Depois de embolsar 57 milhões, UNE deixa de apoiar governo

  1. Une deixa de apoiar o governo? Ou seria, Une passa a seguir orientações de Lula para separá-lo da imagem de Dilma (sua sucessora e criatura?).

    Une, vocês não enganam nem mais estudante do jardim de infância!

  2. A UNE de hoje não é nem a sombra da UNE de 50 anos atrás. A UNE de 50 anos atrás era a União Nacional dos Estudantes; a de hoje, tem dado provas, à saciedade, que é a União Nacional dos Emasculados.

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