Depois de fraudar eleição, presidente da OAB, Wadih Damous, ameaça militante da chapa de oposição e o caso vai parar na Delegacia

Carlos Newton

A situação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro é cada vez mais patética e está virando caso de Polícia, vejam a que ponto chegamos.

Wadih tem de depor na Delegacia

Já noticiamos aqui no Blog da Tribuna que, pela primeira vez desde sua fundação, há 82 anos, a Ordem dos Advogados do Brasil foi condenada na Justiça por fraudar suas eleições internas.
Com total exclusividade, revelamos que a decisão judicial atinge a Seccional do Rio de Janeiro e foi tomada pela juíza Fabíola Utzig Haselof, da 20ª Vara Federal, que deu à OAB o prazo de 24 horas para fornecer à chapa de oposição o cadastro atualizado de endereços dos advogados inscritos no Estado.

Motivo: para dificultar a campanha da chapa oposicionista, liderada por Carmem Fontenelle e Fernando Orotavo Neto, a direção da OAB não quis fornecer a lista de endereços dos advogados, descumprindo os próprios regulamentos da histórica entidade.

A chapa de oposição então recorreu à Justiça e a OAB foi obrigada a fornecer a relação. No entanto, num golpe de extrema audácia, a direção da entidade entregou à advogada Carmen Fontenelle um CD com cadastro antigo e endereços adulterados, enquanto a mala direta do candidato oficial era feita com outra relação, totalmente atualizada.

Mais uma vez a oposição recorreu, e a juíza Fabíola Utzig Haselof determinou a imediata entrega da verdadeira lista, reconhecendo assim a ocorrência da fraude eleitoral, que desmoraliza uma das mais importantes instituições da sociedade civil.

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BOLETIM DE OCORRÊNCIA

Não bastasse isso, na semana passada o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, acobertado por quatro seguranças, ameaçou um jovem colaborador da campanha oposicionista, Guilherme Luís Reis Cabral, que estava panfletando na porta do Fórum. Damous chamou-o de moleque, sacudiu o rapaz pelo braço e lhe deu voz de prisão. Alegando ser presidente da OAB, pediu que uma guarnição da PM que se encontrava no local prendesse Guilherme, e a situação só foi contornada porque um ex-presidente da OAB, Octávio Gomes, acercou-se para defender o militante oposicionista e indagou a Damous: “Por que você não prende a juíza que proferiu a decisão?”

Guilherme Cabral então dirigiu-se à 1ª Delegacia de Polícia, onde prestou queixa e apresentou testemunhas, que imediatamente também depuseram, Foi lavrado o Boletim de Ocorrência 0511183/2012 e Wadih Damous já foi intimado para prestar depoimento na Delegacia.

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One thought on “Depois de fraudar eleição, presidente da OAB, Wadih Damous, ameaça militante da chapa de oposição e o caso vai parar na Delegacia

  1. Agora entendo o porque da fúria do Sr. Wadih Damous contra a Polícia Civil, externada nas declarações que fez em dezembro de 2013. A 1ª Delegacia cumpriu o seu dever de ofício de registrar e processar as violências denunciadas pela vítima, mas mesmo assim acirrou o ressentimento e a incompressão de Damous.

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