Depois de não conquistar o sonho de ser prefeito, Gabeira desperdiça a alucinação de governar o Estado do Rio. E referenda insensatamente, Cabralzinho e Garotinho. Um no Poder, o outro que já usufruiu e desperdiçou esse Poder

Perdeu para Eduardo Paes por pequena diferença, o que provocou enorme repercussão. E imediatamente lançaram seu nome para governador ou senador. Entusiasmado e ainda deslumbrado com a votação que não esperava, começou a aceitar, a vacilar, a se contraditar, e naturalmente a desmoronar.

Cada uma dessas 4 palavras nem precisa de explicação. Isoladas, acumuladas ou somadas, representam total e irrefutável decepção ou frustração para quem pretendia renovação ou pelo menos alguma (mesmo pequena) modificação no quadro administrativo do Estado do Rio.

Dois anos depois de ter se oferecido para ser prefeito, e portanto garantindo que poderia representar mudanças municipais, mas valiosas por se tratar do importantíssimo Rio, capital do estado e ex-capital do país, aparece disposto a reformas mais amplas por se tratar do estado inteiro.

Só que, por causa das indecisões e indefinições do próprio Gabeira, seu túmulo eleitoral começa a ser fechado, devido à contradição política. Não percebeu que poderia ter ganho em 2008 se não pertencesse ao PSDB. O do Rio-capital e o do estado inteiro, marcados e irrecuperáveis pelo fracasso da experiência tucana.

E não foi apenas por causa de falhas de gerência, e sim pela ganância e voracidade de se apossar dos dinheiros públicos. O que fizeram com velocidade de Fórmula 1, mesmo sabendo que uma parte desse dinheiro (a mínima) é gasta aqui. E a outra (a máxima) no exterior. Um tempo, (mais ou menos 7 anos) nos EUA. Depois, (3 ou 4 anos) numa belíssima quinta de Portugal. Onde o dinheiro do contribuinte continua financiando dispendiosa forma de viver.

Sem nunca ter trabalhado, nem ele nem o irmão-também-filho. Mas construíram um futuro maravilhoso, transitando pela vida de carro ou a cavalo, preenchendo suas preferências, prazeres e satisfações.

Surpreendendo a todos, Gabeira tentou fugir da rotina de deputado com aparições espalhafatosas, mas não construtivas, abandonando o porto seguro de antes para se refugiar nesse bunker inqualificável que é o PSDB do Estado do Rio e do Rio-capital.

Sempre se elegeu pelo PT e PV, agora quer alçar vôo, pilotando (ou pilotado?) a pior carcaça do PSDB. Não que aqui o PT e o PV sejam melhores do que os outros, ou que o PSDB esteja mais perto da esperança. Todos são frágeis e vulneráveis.

O PSDB é mistificação nacional provada, comprovada e avaliada, não se sabe como chegou ao Poder a partir de 1994 com FHC. Naturalmente deve tudo a Itamar, que desde 1995 não dorme direito, quando lembra que foi ele que PATROCINOU o retrocesso dos 80 anos em 8. E que por causa disso, pode ter que abandonar o projeto de voltar ao Senado certo, para “disputar” uma vice incertíssima na chapa com Serra, remanescente do próprio “fernandohenriquecardosismo”.

No momento só existem dúvidas em relação a Gabeira, dá a impressão de ter abandonado a candidatura a governador, sem confirmar a de senador. E se fala abertamente, que Gabeira não demora e confirmará a volta à Câmara, pretenderia continuar como deputado federal, sem riscos, mesmo no PSDB.

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PS – Seu partido, o PV, tem candidato a presidente, Dona Marina. O PSDB que o abrigou também tem, José Serra. Dizem que Gabeira apoiará Marina no primeiro turno e José Serra no segundo.

PS2 – Isso é a consagração da falta de convicção. Trocando de candidato para o segundo turno, desde agora Gabeira demonstra que não tem a menor confiança na candidatura de Dona Marina.

PS3 – Isso é quase uma unanimidade. Mas dito por um correligionário, parece mais traição do que indecisão, no plano nacional. E no estadual, “fortalece” Cabralzinho e Garotinho. E ainda vem com César Maia a tiracolo.

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