Depois de Pazuello ser poupado, o perigo agora é Bolsonaro pensar (?) que manda nos militares

Se tentar dar o golpe militar, Bolsonaro será o primeiro a ser preso

Carlos Newton

Conforme já explicamos aqui na Tribuna, não existe vazamento em assuntos do Alto Comando do Exército. A única vez que isso aconteceu foi no governo João Goulart, quando Helio Fernandes publicou um documento carimbado de “Confidencial” e a República estremeceu. Jango mandou processar Helio Fernandes no Supremo, porque se recusou a revelar sua fonte. Se fosse condenado, pegaria 4 anos de prisão. Foi uma decisão apertadíssima e o jornalista Fernandes ganhou por 5 votos a 4, numa época em que ainda havia juízes em Berlim, digo, em Brasília.

O vazamento da informação foi assumido publicamente pelo general Cordeiro de Farias, contra a vontade de Helio Fernandes, isso num tempo em que ainda havia generais em Berlim, digo, em Brasília. E não sofreu punição, porque Henrique Lott já havia se reformado e o Exército não tinha mais líder.

A HISTÓRIA SE REPETE – Como os marxistas acreditam que a História somente se repete como farsa, agora o general Pazuello também não foi punido, mas estará para sempre no anedotário nacional, que é uma condenação muito maior do que ser advertido pelo comando. Mas essa não foi a primeira farsa na repetição de casos de generais rebeldes que transgrediram as regras militares e deixaram de ser punidos.

Antecipamos aqui, desde o início, que Pazuello não seria punido, devido aos precedentes de impunidade do general Hamilton Mourão, em passado muito recente.

Em 2015, quando estava à frente do Comando do Sul, Mourão esculhambou a presidente Dilma Rousseff, que disse ter sido torturada no regime militar, e aproveitou para elogiar o coronel torturador e assassino Brilhante Ustra. Mourão não foi punido. O comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, apenas trocou o cargo dele, mas o manteve no Alto Comando do Exército.

NOVA TRANSGRESSÃO – Em 2017, já no governo Temer, Mourão vestiu a farda de gala e fez palestra na Maçonaria de Brasília, onde defendeu a possibilidade de uma nova intervenção militar. E mais uma vez não foi punido. Simplesmente pediu passagem para a reserva e foi presidir o Clube Militar, de onde só saiu quando se elegeu vice-presidente. Ora, um Exército que não pune um encrenqueiro como Mourão, por que iria punir uma puxa-saco como Pazuello? Não faz o menor sentido.

Agora, a especulação da imprensa é sobre o que pode acontecer daqui para a frente. Vem aí muita conversa fiada, porque pode acontecer tudo, ou pode não acontecer nada.

É claro que existe um risco. O presidente Bolsonaro pode pensar (?) que a decisão do Alto Comando significa que ele não somente manda no Exército, como pode fazer o que bem entender, porque o ministro da Defesa, Braga Netto, é uma espécie de Pazuello com quatro estrelas.

###
P.S. –
É somente esse o perigo que corremos, porque, se houver confusão, o Exército então dará o golpe, mas expulsará Bolsonaro do Planalto-Alvorada, pois todo mundo sabe que capitão não manda em general de verdade. (C.N.)

12 thoughts on “Depois de Pazuello ser poupado, o perigo agora é Bolsonaro pensar (?) que manda nos militares

  1. E dos militares quererem mostrar obedientes ao extremo ao Presidente (louco) Jair… e ele já tem seguidores se sentindo um verdadeiro MESSIAS

  2. “A única vez que isso aconteceu foi no governo João Goulart, quando Helio Fernandes publicou um documento carimbado de “Confidencial” e a República estremeceu.”

    Caro Newton, Bom dia!
    Vê se não vai publicar nada Confidencial que deixe o homem mais louco (hein!?)

  3. Ante a baderna que pode instalar-se, a situação tende a ficar instável para o próximo presente, ou mesmo para o atual reeleito. Proprietários de cães, quando os treinam agressivos, pensam que os animais vão atacar somente pessoas estranhas; mas acontecem muitos casos dos cachorros bravios investirem contra o próprio dono.
    Assim, Bolsonaro pode estar cuspindo pro alto!

  4. Volto aos tempos de 2017 quando pedíamos intervenção constitucional da FFAA’s com edição do AI5 e decrescendo até a volta à democracia; depois de ter limpo todos os “podres” poderes ou poderes apodrecidos.
    A solução(?) apareceu com o “tosco” prometendo combate contínuo e intensivo contra corrupção e para isto havia convidado o incauto(?) Sergio Moro para ministro da justiça e aí parecia uma saída democrática para tirarmos a bandidagem do meio políco/jurídico.
    Vivos o que vemos e o pior é o comportamento/caráter de generais que estão regidos pela democracia; imagine estes cidadãos em uma ditadura?!!!

  5. Com esta geração de milicos poutrões, burros e aproveitadores do qual é composto o Exército Brasileiro, acho difícil este presidente babaca que votei ser preso.

  6. Talvez, pensando bem, seja confusão mesmo que parte do Alto Comando queira…

    Mas especialmente considerando que as PMs estão, dessa vez, atraídas pelo Presidente, então seriam elas as primeiras forças de segurança a atuarem e, eventual insucesso, ainda que pontual, somente, mobilizaram as FFAA nas regiões.

    Pode ser que seja o primeiro caso seja ensaiado em movimentos de ruas nos Estados, seja de Direita (com apoio) ou Esquerda (reprimindo).
    E nos movimentos de Direita observando a presença, engajamento de militares fardados da ativa (ou uniformizados remetendo à ideia da organização militar) – pois da reserva já é frequente.

  7. Bolsonaro não manda … lidera. É o líder da restauração do país, que foi arrasado econômica e socialmente pelos corruptos e degenerados “progressistas” tucano-petistas.

  8. Bem,esperava uma advertência ao Gen. Pazuello,estava tudo resolvido.
    Mas,resolveram maquiarem a situação por ordem do capitão-Gen.Bolsonaro,com anuência do Gen. Villas Boas.

    O problema, é o cala boca de 6 mil militares com salário duplo no governo.

    As Castas predominando, alguém dúvida que estamos na época medieval…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *