Depois do “caixa 2”, a Lava Jato agora denuncia quem se envolveu em “caixa 3”…

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Jutahy diz que as doações recebidas foram declaradas

Por G1 — Brasília

A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (14) ter denunciado o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA) e mais três pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto “caixa 3” na campanha eleitoral de 2010. O caixa 2 consiste em um político ou um partido receber doação e não declarar à Justiça Eleitoral. Segundo a PGR, o “caixa 3” consistiu em o deputado receber doações da Odebrecht por meio de outras empresas.

Ao G1, o deputado disse que cumpriu “100% da lei”, recebeu doações de empresas idôneas e habilitadas a doar, acrescentando que os valores doados foram declarados à Justiça Eleitoral e as contas, aprovadas. Disse, ainda, que “não existe a tipificação do caixa 3”.

NA FORMA DA LEI – “Em 2010, era permitida a doação empresaria. Recebi de duas empresas a soma de R$ 30 mil. Eram empresas idôneas, e a legislação permitia que eleas doassem. A doação está registrada na prestação de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Fiz tudo absolutamente dentro da lei e vou me defender com a tranquilidade de quem é inocente”, afirmou Jutahy.

“Durante a campanha, procurei saber se a empresa poderia doar, consultei a lista das empresas que podem doar, averiguamos. E as empresas doaram dentro da legislação, está tudo registrado. Essa figura de caixa 3 não existe, não tem sustentação no código eleitoral”, acrescentou.

OUTROS DENUNCIADOS – Além de Jutahy, foram denunciados: Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-executivo da Odebrecht e delator; Walter Faria, do grupo Petrópolis; Roberto Luiz Ramos Fontes Lopes, dono das empresas Leyroz e Praiamar.

Procurada, a assessoria do grupo Petrópolis divulgou a seguinte explicação: “Em nota, o Grupo Petrópolis informa que as doações para campanhas eleitorais estão registrados e comprovadas em órgãos competentes, de acordo com o que determina a legislação. Os esclarecimentos sobre o tema já foram prontamente prestados às autoridades para permitir a completa elucidação dos fatos. O empresário Walter Faria se defenderá nos termos da lei, confiante que ao final a legalidade das doações será reconhecida pela Justiça.”

DIZ A PGR – Segundo a PGR, o parlamentar informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ter recebido na campanha de 2010 R$ 30 mil das empresas Leyroz de Caxias Indústria e Logística e Praiamar Indústria, Comércio e Distribuição.

“No entanto, as investigações instauradas a partir de colaboração premiada confirmaram que a doação foi feita pelo Grupo Odebrecht”, informou a procuradoria.

Ainda de acordo com a PGR, a investigação aponta que Walter Faria, do grupo Petrópolis, foi procurado por Benedicto Barbosa, da Odebrecht, para fazer a doação e, assim, a empreiteira “compensaria o grupo Petrópolis”.

REPASSANDO – “Como Walter Faria não queria que sua empresa aparecesse como grande doador eleitoral, entrou em contato com Roberto Lopes [da Leyroz e da Praiamar], que atendeu à demanda e fez constar oficialmente na prestação de contas, como doadoras, suas empresas”, diz a procuradoria.

Ainda segundo a acusação, Walter Faria compensou os gastos. “Em depoimento, Roberto Lopes confirmou que suas empresas simularam doações eleitorais a candidaturas indicadas por Walter Faria, a quem posteriormente encaminhava os recibos de transferência”, informou a PGR.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Parece que a Lava Jato está indo longe demais. Na época, as doações eram legais. Ou seja, as empresas devem ser denunciadas, mas o parlamentar, a meu ver, tem pouca coisa a ver com isso. Posso estar enganado, mas… (C.N.)

8 thoughts on “Depois do “caixa 2”, a Lava Jato agora denuncia quem se envolveu em “caixa 3”…

  1. “Parece que a Lava Jato está indo longe demais. Na época, as doações eram legais. Ou seja, as empresas devem ser denunciadas, mas o parlamentar, a meu ver, tem pouca coisa a ver com isso. Posso estar enganado, mas… (C.N.)” Ledo engano, C.N., o “parlamentar” é o beneficiário de toda essa Ilha da Fantasia da elite delinquente, e sua leis imorais, feitas em benefício próprio, um monumento à corrupção. Não é a Lava Jato que, o caso foi longe demais, mas, isto sim, a classe política derivada do sistema político podre é que foi longe demais, tendo apenas o céu como limite para as suas engenhocas, trapaças e maracutaias financeiras indecentes, arquitetadas dentro dos gabinetes dos me$mo$. Basta. Chega dos me$mo$. Fora todo$. Democracia Direta Já, com Meritocracia Eleitoral.

  2. Em carta de aniversário a Dilma Lula desafia Moro e diz que não troca dignidade por liberdade.

    Querida Dilma, estou te escrevendo para te dar os Parabéns por mais um aniversário, que você tenha força para resistir atacando e não se defendendo.

    Desejo toda sorte do mundo Dilminha, aqui estou preparando para enfrentar o Moro e as mentiras da minha condenação.

    Dilma, meu lema agora é:

    Não troco a Minha dignidade pela minha liberdade.

    Feliz Natal.

    https://goo.gl/ZvBLhH

      • Os indícios contra Lula não são convincentes.

        A relação dos supostos crimes de Lula não tem relação com a petrobras.

        A maioria dos pretensos crimes de Lula são praticados fora do exercício da presidência.

        A maioria dos delatores apresentam apenas relatos não confirmados por outras testemunhas e os indícios apontados são circunstanciais demais.

        Evidentemente que Moro e uma banda do MPF estão convencidos que Lula é chefe de organização criminosa, mas se isso fosse uma realidade, o que de fato não é, o chefe não estaria preso. O chefe estaria protegido pela organização.

        Os chefes da organização criminosa esta longe dos holofotes da lava-jato, mas na high society, todos sabem muito bem quem são e onde estão, mas nossa justiça não vai mexer nesse vespeiro.

        Os chefes da organização criminosa lucram com a miséria e ignorância do povo, a dependência e a condição colonial do Brasil.

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