Depois do PR, agora o PTB e o PSC ameaçam abandonar a base aliada

O Palácio do Planalto terá que administrar na esta semana a ameaça de um novo foco de rebelião em sua base aliada na Câmara, informa reportagem de Maria Clara Cabral, Natuza Nery e Márcio Falcão, publicada na Folha.

Insatisfeitos com o espaço no governo, PTB e PSC se reúnem na terça-feira para avaliar a permanência no bloco de apoio a Dilma Rousseff. Os deputados do PR também vão discutir se seguem a decisão da bancada no Senado, migrando para a oposição.

Ao todo, os três partidos somam 74 dos 513 votos, número suficiente para causar constrangimentos e impor derrotas ao governo.

O primeiro sinal sério de insatisfação na base foi a rejeição de Bernardo Figueiredo, indicado por Dilma, para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O episódio levou Dilma a trocar os líderes do Senado (Romero Jucá por Eduardo Braga, ambos do PMDB) e na Câmara (Cândido Vaccarezza por Arlindo Chinaglia, ambos do PT), o que alimentou o clima de rebelião e piorou ainda mais a desarticulação política do governo.

A confusão chegou ao ápice com as idas e vindas em torno da Lei Geral da Copa. Mas, no entanto, o recado do Planalto é de que Dilma não está disposta a fazer concessões aos governistas chantagistas.

 

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