Deputado diz que Cabral cometeu crime de improbidade administrativa e deve ser convocado para dar explicações à Assembleia.

Carlos Newton

O deputado Paulo Ramos (PDT) acusa o governador Sérgio Cabral de cometer crime de improbidade administrativa e anuncia que vai apresentar à Assembléia uma representação convocando-o para explicar as relações “promiscuas” que mantém com empresários, especialmente empreiteiros.

As denúncias do deputado se referem ao recente noticiário envolvendo o governador, que usou um jato de Eike Batista para viagem de lazer ao Sul da Bahia.  Paulo Ramos fez questão de prestar solidariedade às vítimas do acidente de helicóptero em Porto Seguro, que matou sete pessoas, mas disse que não se pode esquecer que Cabral infligiu o artigo 146 da Constituição estadual ao misturar o “público com o privado”.

“Ele viajou a lazer num avião do empresário Eike Batista e ficaria hospedado num empreendimento de outro empreendedor, para comemorar o aniversário de um empresário que têm interesses em grandes obras do governo do Rio”, afirmou Ramos.

“O governador deveria se dar ao respeito e não se refastelar em festas de aniversário de empresários e nem aceitar “caronas” em aviões particulares. Até uma criança sabe que não existe almoço grátis”, criticou o deputado.

São essas relações “promíscuas”, segundo o parlamentar do PDT, que fazem com que obras como a reforma do Maracanã tenham seus orçamentos aumentados absurdamente: “A obra do estádio custaria inicialmente cerca de R$ 400 milhões, depois passou para R$ 700 milhões e agora vai ultrapassar um bilhão de reais”, disse Paulo Ramos, lembrando que a reforma do Maracanã é justamente uma das obras do empresário aniversariante Fernando Cavendish, da Delta Construções, aqui no Estado do Rio.

“Vamos convocar o governador e conferir o que ele tem a dizer”, concluiu o deputado.

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O CASAMENTO VAI MAL, MESMO

Conforme comentamos ontem, vai mal o casamento de Sergio Cabral e Adriana Ancelmo. Na quarta-feira, ela só apareceu com o marido na cerimônia de cremação de Fernanda Cavendish, no Cemitério do Caju, a pedido dele, porque o seu sumiço já estava dando na vista.

Com tantos problemas pela frente, aparecendo diariamente como figura de destaque nas páginas sobre escândalos administrativos, o governo do Rio de Janeiro tenta, pelo menos, se livrar dos comentários das colunas sociais.

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