Deputado diz que Miranda gravou conversa com Bolsonaro e até mostrou a parlamentares

O Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) (Foto Lula Marques/Agência PT)

Pimenta: “São 50 minutos de muita informação e baixaria”

Vinícius Valfré
Portal Terra

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirma que foi gravada a conversa entre o deputado Luis Miranda (DEM-DF), o servidor público Luis Ricardo Fernandes Miranda e o presidente Jair Bolsonaro, no dia 20 de março. Em uma publicação no Twitter o petista escreveu que “são 50 minutos de muita informação e baixaria”.

A pessoas próximas, Pimenta disse que Miranda exibiu um trecho da gravação a um grupo restrito de parlamentares, em Brasília. Auxiliares de Bolsonaro têm certeza de que existe esse áudio e temem os desdobramentos da crise.

CÚPULA DO CENTRÃO – Segundo o site O Antagonista, o presidente não teria mencionado apenas o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), como responsável pelo esquema de corrupção que envolveu o contrato de compra da vacina indiana Covaxin. O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas, também teriam sido mencionados. Os três formam o núcleo do Centrão, bloco que sustenta Bolsonaro no Congresso.

Os irmãos Miranda disseram à CPI da Covid que relataram a Bolsonaro, na reunião ocorrida no Palácio da Alvorada, em 20 de março, cobrança de propina e outras irregularidades na compra da Covaxin, vacina produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

No depoimento, o deputado afirmou que Bolsonaro atribuiu os problemas a “mais um rolo” de Ricardo Barros.

GOTA D’ÁGUA – No Congresso, a avaliação é a de que, se esta declaração for confirmada, a governabilidade estará comprometida e o grupo de Barros poderá se voltar contra o Palácio do Planalto.

Suspeitas de corrupção nas negociações para a aquisição de vacinas estão atualmente no foco da CPI. Duas semanas depois de Miranda ter afirmado que Bolsonaro fez o comentário desabonador sobre Barros, o silêncio impera no Planalto. Provocado por meio de uma carta enviada pela cúpula da CPI a rebater a versão do deputado Luis Miranda, um ex-aliado, o presidente disse que vai ignorar a missiva.

Até o momento, Miranda tem negado, publicamente, que tenha gravado Bolsonaro. Mas sempre faz a ressalva de que não estava sozinho no encontro e que, na CPI da Covid, seu irmão Luis Ricardo não foi perguntado sobre isso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se existe, a gravação é a maior prova de crime de responsabilidade contra Bolsonaro. Há outras provas, também materiais e concretas, mas a gravação seria a gota d’água que levaria ao impeachment. (C.N.)

15 thoughts on “Deputado diz que Miranda gravou conversa com Bolsonaro e até mostrou a parlamentares

  1. Rezo todo dia pelo meu imaginário Deus para que sua excelência, o Imbecil, seja cassado. Não dá para nos acovardar com ameaças de soldados pelo povo pago.
    Que voem, cavalguem alazães, mas não tentem intimidar quem lhes paga o pão.

  2. BIOGRAFIA DO DEPUTADO RICARDO BARROS (Progressistas – PR)

    Fonte: Wikipédia

    Acusação de chantagem a deputados

    Em 1999, a coluna de política do jornal O Globo noticiou que o então deputado federal Jair Bolsonaro, na época filiado ao PPB, acusou o seu colega Ricardo Barros, também filiado ao mesmo partido, de chantageá-lo para influenciar na votação de um projeto legislativo que previa a cobrança de contribuição previdenciária de inativos e pensionistas.[19]

    Fraudes em licitações na prefeitura de Maringá

    Em 2011, a Procuradoria Geral do Ministério Público do Paraná passou a investigar Ricardo Barros por suspeita de corrupção, improbidade, interferência administrativa e tráfico de influência em uma licitação da prefeitura de Maringá sob a gestão Silvio Barros, irmão de Ricardo.[20][21][22] Escutas telefônicas revelaram que Ricardo Barros teria orientado o então chefe de gabinete do prefeito a organizar um “acordo” entre duas agências de comunicação que disputavam licitação de publicidade da administração municipal no valor de 7,5 milhões de reais.[20][21][22] Na conversa, Ricardo Barros afirmou que “era pra ser filha única”, “não gosto de amador”, “eu queria que você promovesse uma conversa dos dois [concorrentes]” e “aí quem sabe fazemos uma solução salomônica aí”.[21][22]

    Em 2019, quase oito anos desde o início das investigações sobre a suposta interferência, o Ministério Público paranaense ingressou com uma ação por improbidade administrativa contra Ricardo Barros.[22] Barros negou envolvimento no episódio.[22]

    Chantagem à Justiça do Trabalho

    Relator do Orçamento da União de 2016, Ricardo Barros envolveu-se em uma polêmica com relação aos cortes que promoveu nas dotações para a Justiça do Trabalho, o que acabou resultando em uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal.[23][24] Em seu relatório, Barros justificou os cortes por desejar “estimular uma reflexão” sobre a flexibilização do Direito do trabalho, cujas regras, nas suas palavras, “são extremamente condescendentes com o trabalhador”.[23][24]

    Declarações polêmicas como ministro da Saúde
    Em 2016, então ocupante do cargo de Ministro da Saúde, Ricardo Barros fez uma série de declarações controversas como “quanto mais gente tiver plano de saúde, melhor”, não ser possível “dar tudo a todos”, que a maioria dos pacientes do SUS “chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos” e, por fim, que “homens trabalham mais, por isso não acham tempo para cuidar da saúde”.[25][26][27]

    Desvio de 20 milhões de reais no ministério da Saúde

    Em 2019, o Ministério Público Federal moveu ação contra Ricardo Barros por causa de um contrato, na gestão dele no Ministério da Saúde no Governo Michel Temer, de cerca de 20 milhões de reais para medicamentos de alto custo para doenças raras que nunca chegaram às mãos de pacientes da rede pública.[28][29][30] Barros negou envolvimento no caso.

    Defesa do nepotismo

    Em 2021, então deputado federal e líder do governo na Câmera, Ricardo Barros defendeu publicamente o nepotismo, prática da nomeação de parentes por políticos para cargos públicos que, embora não se configure como crime no Brasil, permite a punição por parte do STF.[31] Barros defendeu a contratação de parentes de políticos, afirmando que o “poder público poderia estar mais bem servido, eventualmente, com um parente qualificado do que com um não parente desqualificado” e questionando se “a pessoa é parente, então, é pior do que outro? O cara não pode ser onerado por ser parente. Se a pessoa está no cargo para o qual tem qualificação profissional, é formada e pode desempenhar bem, qual é o problema?”[31]

    Suspeitas de corrupção na compra de Covaxin
    Em 2021, Ricardo Barros foi citado na CPI da COVID-19 como um dos beneficiados em irregularidades no contrato de compra de Covaxin na gestão da pandemia de coronavírus no Brasil.[30][29][32] Segundo depoimento do deputado federal Luis Miranda,[15] Barros foi o deputado ao qual o presidente Jair Bolsonaro teria se referido ao tomar conhecimento das suspeitas de corrupção na compra de 20 milhões de doses da vacina indiana ao preço total de 1,6 bilhão de reais.[30][29][32] Barros negou estar envolvido no esquema.[32]

  3. Cabe aos alagoanos de bem nunca mais votarem em Arthur Lira (PP-AL), porque ele está se mostrando um canalha, corrupto, e aliado ao que há de pior, que é Jair Bolsonaro, e está sentado, sem levar ao conselho de ética mais de cem pedidos de impeachment do genocida Jair Bolsonaro.

  4. BIOGRAFIA DO SENADOR CIRO NOGUEIRA (PP-PI)

    Fonte : Wikipédia

    Em 2016, o senador Ciro Nogueira volta a se envolver em novos escândalos, apontado por Cláudio Mello Filho, do Conselho da Construtora Odebrecht , de ter recebido propina para as campanhas de 2010 e 2014, beneficiando a ele próprio e sua esposa, a deputada federal Iracema Portela, também do PP, partido a qual Ciro preside nacionalmente, e que teria pedido propina para financiar campanhas do partido por todo o país no valor de R$ 5 milhões.

    O senador também recebeu propina da Construtora UTC, no valor de R$ 2 milhões, em 2014, em troca de favorecê-la em obras púbicas. A Polícia Federal pediu seu indiciamento ao Supremo Tribuna Federal.[6]

    Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[8]

    Em outubro de 2017 votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves derrubando decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[9][10]

    Investigação na Lava-Jato

    O senador é investigado, no âmbito da Operação Lava-Jato, por organização criminosa em suspeita de um esquema de desvios na Petrobras[11]. O caso corre no STF que ainda está por decidir se indicia o senador[12]

  5. Essa gravação pode ser o corolário de todo esse encadeamento escuso e obscuro, o qual Bolsonaro tentar seccionar à base de chantagens e ameaças!

    • Ou Bolsonaro pede para sair, ou sairão com ele.

      Está perdendo3de 3a0 e se sair agora, melhor para, caso não, vai perder de 7, e talvez não faça nenhum gol como o vergonhoso time de Felipão.

      Sai logo, matuto.

  6. “muita informação e baixaria”

    Mas, afinal, quanto foi desviado dos cofres públicos por conta do esquema da compra das vacinas no MS?

    Por que nenhum jornalista de aluguel ou político ladrão, como esse petralha, responde a essa simples questão?

    • Nem com auditoria sob a coordenação de Cristo, saberemos quanto roubaram do Brasil, antes e pós república!
      Como diziam os petistas e agora os mintorianos, cadê os recibos?

      • Vou te ajudar a entender.
        No caso lula; vários criminosos confessaram o crime, devolveram parte do dinheiro que foi roubado, e denunciaram o lula como chefe do esquema. O que o dono do PT alega, é que não tem prova do envolvimento dele, além do depoimento dos seus comparsas.
        No caso do Bolsonaro, o que o comentarista acima diz, é que ninguém comprou vacina nenhuma; não teve compra, nem roubo.

  7. Está na hora de
    reduzir o número de Parlamentares d adotarmos um sistema misto.
    Veja agora.
    O Presidente Genocida compra o Centrão.
    O Centrão emplacou o Presidente da casa Legislativa. 2 anos.
    E tem o PGR livremente indicado pelo Presidente Genocida que tem a missão de proteger o governo e os seus.
    Assim nada vai para frente.

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