Deputado do PSL diz que assédio é “direito” e “massageia o ego” das mulheres

Lopes diz que críticas “parece  inveja de mulheres frustradas”

Deu no Correio Braziliense

O deputado estadual Jessé Lopes (PSL-SC) afirmou pelas redes sociais que movimento feminista tirou o direito da mulher de ser assediada. “Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)? Massageia o ego”, escreveu Lopes no Facebook.

 “Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas TIRAR direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…)Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil.”, completou o deputado.

CRÍTICAS – Pelas redes sociais, Lopes fez uma série de postagens criticando as ações dos movimentos feministas para o carnaval — que ele chamou de “politicamente correto”.

Entre as críticas, está a cartilha da Defensoria Pública do Ceará contra o uso de fantasias religiosas ou racistas, como a “Nega Maluca”, muçulmanos e indígenas; e também a produção de tatuagens temporárias com os dizeres “Não é não” — uma campanha que visa combater o assédio no carnaval.

Segundo Lopes, a tatuagem tem o intuito de “confundir as pessoas entre o limite do que é assédio e do que é um simples ‘dar em cima’ (logo logo, ser homem será crime)”.  

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – Quando se pensa que nada mais causa espanto, nossos parlamentares não pensam duas vezes ao explicitar suas “teses” que refletem a falta de respeito com os eleitores que os elegeram e com a sociedade de maneira geral. A declaração ofende mães, filhas e esposas. O “direito” de ser assediada e exposta, na opinião do deputado, deveria valer, sem melindres. Inacreditável. (Marcelo Copelli)

8 thoughts on “Deputado do PSL diz que assédio é “direito” e “massageia o ego” das mulheres

  1. Esse é pegador. O problema são os excessos. Em nome da defesa dos direitos das mulheres, está se criminalizando as relações interpessoais entre os dois sexos e isso precisa ser evitado. Não ganha voto, pelo contrário. Não voto em sacripanta que criminaliza tudo apenas para garantir popularidade. O respeito quando a outra pessoa não quer participar é evidente, mas simplesmente criminalizar como se todos fossem marginais, não é o caminho. “Nosso” sistema carcerário e jurídico, não estão nem de perto de acordo com um mínimo que se espera. Que primeiro tratem os verdadeiros marginais como se espera, para só depois arranjarem outros.

  2. Me lembrei de uma entrevista da Elke Maravilha que disse se sentir em estado de graça, poderosa, quando passava rebolativa perto de uma construção e os peões da obra se desdobravam em fiu fiu, gostosa, e outros galanteios, se sentia muito mulher.
    Por outro lado as feias que não recebem galanteios querem proibir as bonitas de receber.

  3. Não se deve dar palco para esse ser medieval, atrasado, desposta e assediador. Mulheres de santa Catarina, muito cuidado com ele.
    Agora, seus eleitores, homens e mulheres devem se sentir envergonhados de terem votado nesse ser, que deve odiar as mulheres.
    Podem observar, os maiores absurdos têm saído da lavra de deputados do PSL. Basta uma olhadela nos jornais e cair para trás. Quanto retrocesso senhores eleitores dessa sigla.
    Nunca vi tanta coisa abominável no Brasil, como nesses novos tempos terríveis.

  4. Sou do tempo que educadamente falava-se um elogio a uma jovem e quando havia receptividade, surgia uma conversa e as vezes um namoro e assim surgiram vário casamentos. Hoje, ate´um elogio pode ser considerado assédio sexual.

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