Deputado que denunciou compra suspeita de vacina processa Onyx por ameaça e calúnia

Onyx disse que documento dos irmãos Miranda era falso

André de Souza
O Globo

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, apresentaram duas representações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência a República, Onyx Lorenzoni, por ameaça, calúnia, denunciação caluniosa, comunicação falsa de crime, e coação ilegal na CPI da Covid.

Após o deputado e o seu irmão terem denunciado irregularidades na aquisição de vacians, Onyx disse que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) seriam acionadas para a apurar a conduta dos dois.

ACUSAÇÕES PESADAS – Tanto a ação do deputado quanto a do servidor apontam que a fala de Onyx após as denúncias de irregularidade no Ministério da Saúde tinham “conteúdo de cunho intimidatório, ameaçador, injurioso, caluniador, possivelmente com intuito de obstruir os trabalhos desenvolvidos pela ‘CPI da Covid-19 do Senado Federal’. Com exceção do crime de calúnia, as demais acusações dependem de aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) para terem prosseguimento no STF.

O deputado e seu irmão disseram que se encontraram com o presidente Jair Bolsonaro em 20 de março, ocasião em que afirmaram ter relatado pressão na pasta para a liberação da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech e representada no Brasil pela empresa Precisa.

Os irmãos disseram também que apresentaram a Bolsonaro uma cópia da primeira versão do documento de importação, que continha erros, como a previsão de pagamento antecipado.

ONYX E FRANCO – Após o caso vir à tona, Onyx e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco falaram à imprensa e colocaram em dúvida a autenticidade desse documento, dizendo que apenas duas versões posteriores eram legítimas. A própria Precisa, porém, reconhece ter feito três versões.

— O senhor presidente da República determinou ao ministro-chefe da Casa Civil que a Polícia Federal abra uma investigação sobre as declarações do deputado Luis Miranda, sobre as atividades do seu irmão, servidor público do Ministério da Saúde, e sobre todas essas circunstâncias expostas no dia de hoje — disse Onyx em 23 de junho de 2021, acrescentando:

— Iremos solicitar um procedimento administrativo disciplinar junto à CGU [Controladoria-Geral da União], um PAD [procedimento administrativo disciplinar], para investigar a conduta do servidor, já que o documento, que vou apresentar a seguir, existem indícios de adulteração do documento.

APARATO ESTATAL – Segundo Luis Miranda, Onyx “ameaçou, ostensivamente, o representante, ao determinar o uso do aparato estatal (Policia Federal) para investigá-lo, com total desvio de finalidade e se exasperando, em seu linguajar, em ‘acionar’ o aparato da CGU para investigar seu Irmão (Luis Ricardo Miranda), com a finalidade, por óbvio, de atingir o representante, isso tudo misturados com delírios messiânicos citando a Bíblia de maneira histriônica e sem sentido”.

2 thoughts on “Deputado que denunciou compra suspeita de vacina processa Onyx por ameaça e calúnia

  1. Anteontem, terça-feira, tanto a farmacêutica da PRECISA medicamentos, EMANUELA BATISTA DE SOUZA MEDRADES e o dono da PRECISA, criminosamente, sem serem convocados, apresentaram-se espontaneamente ao lado podre da Polícia Federal para dar depoimento fajuto com o objetivo de “tornaram-se investigados”, numa investigação de apenas um dia (e disseram alguma coisas que não os comprometem, pois é impossível para a Polícia Federal abrir investigação com um único depoimento, mesma estratégia do dono da PRECISA, Francisco Emerson Maximiano, criminoso contumaz, que já deu calote no Ministério da Saúde, também convocado pela CPI, para obterem a benesse de ficarem em silêncio na CPI, para não ter de falar sobre os fatos criminosos que ambos empreenderam sobre a vacina Covaxin (que na verdade só vende terrenos na Lua), crime que foi levado ao conhecimento de Bolsonaro pelos irmãos Miranda, e diante das informações e provas graves dos irmãos Miranda, Bolsonaro prevaricou, não comunicando o fato às instância investigatórias, o que tinha obrigação de fazer.

    O que fez Bolsonaro foi mandar seus cupinchas fazer no Congresso foi determinar a deputados de sua base, a levar o deputado Luis Miranda e seu irmão para a Polícia Federal e à mesa da Câmara, tendo declarando o bandido Onix Lorenzoni que “O senhor presidente da República determinou ao ministro-chefe da Casa Civil que a Polícia Federal abra uma investigação sobre as declarações do deputado Luis Miranda, sobre as atividades do seu irmão, servidor público do Ministério da Saúde, e sobre todas essas circunstâncias expostas no dia de hoje — disse Onyx em 23 de junho de 2021”. Na verdade, Onix Lorenzoni e seu co-caluniador Elcio Franco são bandidos, e esses, sim, deveriam ser investigados, e se o forem, certamente serão presos.

    Jair Bolsonaro aparelhou criminosamente a Polícia Federal, e para citar um exemplo, é só lembrar que a troca do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi um erro, de acordo com assessores do presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo eles, o novo diretor da PF, Paulo Maiurino, deveria ter esperado pelo menos a realização da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, na próxima semana, para fazer a mudança.

    A troca aconteceu depois que Saraiva apresentou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sob a acusação de que ele estaria defendendo o interesse de infratores ambientais. Salles teria defendido a posição de madeireiros, acusados de extrair ilegalmente madeira na Amazônia.

    A Cúpula dos Líderes sobre o Clima está prevista para os próximos dias 22 e 23.

    O delegado Alexandre Saraiva era o responsável pelo inquérito que apura uma apreensão de madeira na região da amazônica. Em entrevista ao Estudio I, da GloboNews, Saraiva disse que a madeira foi extraída de terras públicas alvo de grilagem e que Salles teria se intrometido na investigação para defender os madeireiros acusados de crime ambiental.

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