Deputados da oposição se reúnem para definir uma ação conjunta visando ao impeachment de Sergio Cabral.

Carlos Newton

A licença do governador terminou hoje, o Palácio Guanabara está cheio de jornalistas, repórteres e cinegrafistas, que esperam uma declaração de Sergio Cabral sobre os escândalos em que se vê mergulhado. Mas ninguém sabe se ele dará entrevista ou não.

Ao mesmo tempo, já estão chegando a seus gabinetes os deputados estaduais de oposição que se reunirão para decidir se pedem uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o enriquecimento ilícito do governador. A Assembléia Legislativa não terá sessão hoje, mas a oposição quer apressar o cerco a Cabral. 

“O governador não tem como explicar as amizades que mantém com empresários que estão sendo beneficiados pelo governo. Deveria se dar ao respeito e não aceitar “caronas” em aviões particulares. São essas relações promíscuas que fazem com que obras como as do Maracanã tenham seus orçamentos aumentados absurdamente”, denuncia Paulo Ramos, do PDT.

Também participam da ofensiva contra o governador outros importantes deputados, como Luiz Paulo Correa, do PSDB, Marcelo Freixo (PSOL) e Cidinha Campos, do PDT.

Já está decidido que eles irão protocolar um requerimento de informações ao Executivo, solicitando detalhes das relações entre a empresa Delta Construções e o governo do estado. Uma vez protocolado na Mesa Diretora da Assembleia, o pedido é publicado em Diário Oficial e enviado ao Executivo. O governador terá então 30 dias para responder à requisição.

Amanhã tem sessão no plenário e os deputados da oposição vão se revezar no plenário em discursos para pedir o impeachment do governador Sergio Cabral.

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