Deputados do PSOL pedem à PGR que investigue as denúncias das rachadinhas de Bolsonaro

Resultado de imagem para rachadinhas charges

Charge do Duke (O Tempo)

Deu em O Globo

Deputados do PSOL entraram, nesta segunda-feira, com uma notícia-crime contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, na Procuradoria-Geral da República (PGR). A denúncia foi apresentada após a divulgação de áudios, pelo site UOL, em que ex-cunhada de Bolsonaro indica envolvimento direto do presidente em caso da ‘rachadinha’, quando ele era deputado federal.

Na gravação, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle disse que Bolsonaro demitiu seu irmão, André Siqueira Valle, porque ele se recusou a entregar a maior parte de seu salário.

INVESTIGAÇÃO – A denúncia é assinada por nove parlamentares do PSOL que pedem a abertura de uma investigação sobre o presidente pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Bolsonaro e toda a sua família estão envolvidos em uma miríade de crimes. É indisfarçável a participação do presidente da República nos atos ilícitos, de forma que é fundamental que os poderes constituídos tomem as providencias cabíveis para investigar os responsáveis e não assistam inertes os permanentes e reiterados crimes contra a administração pública”, dizem no documento apresentado à PGR.

Nas gravações, a fisiculturista diz ainda que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e denunciado pelo Ministério Público no esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), não foi o único a recolher os salários dos funcionários do atual senador.

CORONEL OPERADOR – Ela aponta que a maior parte do salário que recebia do gabinete do filho mais velho do presidente era recolhida pelo coronel da reserva do Exército Guilherme dos Santos Hudson.

Assim como Queiroz, o senador Flávio também é investigado pelo MP no esquema que orientava assessores do seu antigo gabinete a devolver parte de seu salário. De acordo com o áudio de Andrea, a prática também seria feita por Bolsonaro na época em que ele esteve na Câmara Federal. O presidente foi deputado federal entre 1991 e 2018.

— O André dava muito problema, porque o André nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6 mil, André devolvia R$ 2 mil, R$ 3 mil. Foi um tempão assim, até que o Jair pegou e falou: ‘Chega, pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo’ — disse Andrea no áudio obtido pelo “UOL”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *