Desafio para Serra está na conquista de indecisos

Pedro do Coutto

As televisões portuguesas divulgaram hoje em Lisboa, trechos do novo debate entre Dilma  e Serra  na noite de domingo na Rede TV, frisando que o confronto foi morno e dele não fez parte o tema da legislação sobre o aborto. O Jornal O Público, por seu turno, publica reportagem da correspondente no Brasil Alexandra Lucas Coelho, destacando que Marina Silva, na Convenção do PV, liberou seus eleitores para decidirem livremente entre Dilma e Serra.

A decisão, no entanto, não altera o deslocamento de maior parte de seus eleitores para Serra, como assinalaram as pesquisas do IBOPE e do Datafolha. Entretanto este deslocamento não altera o favoritismo de Dilma Rousseff. Basta ver que pelo Datafolha ela tem 47 contra 41 do ex-governador paulista. Assim 12% é a percentagem que engloba os indecisos e os que votar em branco ou anular o voto.

Vão esterilizar o voto, acredito, 5%. Assim indecisos na verdade são apenas 7%. Para vencer nas urnas de 31, com base nos dados de hoje, José Serra teria que arrebatar para si a parcela de 7%. Não é provável que isso aconteça. Portanto, o favoritismo de Rousseff permanece. Ela deverá ser a ocupante do palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro de 2011.

Tal tendência só poderá teoricamente ser alterada com o desempenho excepcional e arrebatador de José Serra no debate de 26 da Rede Globo. Finalmente pode se deduzir pelos números de hoje e pela emoção da reta de chegada que o presidente Lula encerrará seu governo de 8 anos elegendo sua sucessora. Se ela vai ou não afastar-se do criador a partir do próximo ano, este não será mais um problema dos eleitores mas sim da própria criatura.

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