Desespero total: para alavancar o fracassado Haddad, PT baixa resolução ditatorial que prejudica seus candidatos em outras cidades.

Carlos Newton

Para tentar impulsionar a fracassada candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a Executiva Nacional do PT editou ontem uma resolução draconiana, tirânica e ditatorial, exigindo que as alianças em cidades com mais de 200 mil habitantes sejam homologadas pela própria Executiva, antes do registro.

A resolução ainda terá de ser aprovada em reunião do Diretório Nacional no dia 18, em Porto Alegre, e vai dar muito problema ao partido, porque o acordo entre PT e PSB se tornou uma obra de ficção.

Já foram mencionadas na lista do acordo as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Cuiabá, Campinas, Natal, Mossoró, Duque de Caxias, Boa Vista, Macapá e Franca. Em algumas delas o PT lançaria candidatos, em outras seria o PSB.

O problema é que o PSB há vários anos já é coligado ao PSDB na prefeitura da capital e no governo de São Paulo, e ambos os diretórios já mostraram disposição de apoiar o tucano José Serra (embora haja alguns dissidentes no diretório municipal que preferem Haddad).

Justamente por isso, o governador Eduardo Campos, presidente do PSB, disse a Lula que os dois só poderiam voltar ao assunto em junho, quando os diretórios estadual e municipal do PSB em São Paulo já tiverem se pronunciado definitivamente sobre a possibilidade de apoiar ou não José Serra.

Mas acontece que até junho as candidaturas do PT nas outras cidades já estarão todas consolidadas, porque há prazos regimentais a cumprir e a direção nacional do PT em nenhum momento procurou os respectivos diretórios regionais ou municipais para evitar candidatura própria e apoiar os possíveis  indicados pelo PSB.

Resultado: em dez dessas doze cidades, o PT decidiu lançar candidatura própria. Em algumas delas, já até escolheu o candidato. Apenas em Belo Horizonte e Boa Vista (capital de Roraima, que tem menos de 300 mil habitantes) o PT não quer candidatura própria e vai apoiar o PSB. E em Recife ocorre o contrário, é o PSB que não quer lançar candidato, para apoiar o PT.

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CANDIDATURAS PRÓPRIAS DO PT

CUIABÁ (MT) – o PT tem já candidato próprio (vereador Lúdio Cabral) e não quer nem ouvir falar em apoio ao PSB.

CAMPINAS (SP) – foi aprovada a candidatura do economista Marcio Pochmann, que conta com apoio entusiástico do ex-presidente Lula, que já se manifestou a respeito, e a cidade está fora do acordo com o PSB.

MOSSORÓ (RN) – o pré-candidato do PT é o reitor da Universidade Federal do Semiárido, Josivan Barbosa, que descarta qualquer possibilidade de apoio ao PSB.

MACAPÁ (AP) – o PT vai  lutar até o fim para lançar seu candidato a prefeito da capital, porque em 2010 houve um acordo nesse sentido, assinado pelo governador Camilo Capiberibe, do PSB.

FORTALEZA – o PT vai ter candidato próprio, e espera manter a aliança atual com o governador Cid Gomes, mas o diretório municipal do PSB está se rebelando e exige candidatura própria.

FRANCA (SP) – o PT decidiu lançar o candidato Gilson Pelizaro, que já iniciou sua pré-campanha.

NATAL (RN) – o vereador Fernando Lucena foi escolhido pré-candidato e o diretório não quer acordo com o PSB.

DUQUE DE CAXIAS (RJ) – a educadora Dalva Lazaroni foi escolhida pré-candidata e lá o PT também não aceita aliança com o PSB.

 

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